HISTÓRIA DA FAMÍLIA NUNES

RESUMO

A família Nunes de Aragão originou-se através de um bastardo de sangue nobre, chamado Leonardo de Aragão, em virtude de que este teria nascido de uma relação ilegítima entre um dos irmãos da rainha de Aragão com a filha de um rico senhor de terras. Impossibilitado de usar o nome da família de sua mãe, passou a utilizar o apelido que evocava sua condição bastarda.  Posteriormente, Leonardo de Aragão casou-se com Ana Nunes, assim chamada por ser filha de Nuno, criando assim a família Nunes de Aragão.

Durante gerações a família Nunes de Aragão vivera uma vida estável, acumulando algumas riquezas através de acordos comerciais e de casamentos em reinos estrangeiros. Contudo, isso era ainda insuficiente para ocultar a origem humilde e desonrosa da família.

Emannuel Nunes de Aragão, no desejo de apagar a marca de bastardia de sua família, optou enquanto patriarca, por modificar o nome da família e foi o primeiro a utilizar apenas o sobrenome Nunes, passando a chamar-se apenas Emannuel Nunes.

Entre os acordos de matrimônio que a família estabeleceu com tal propósito estão as uniões com a família Casterwill e Blanc que deram origem a Nicole Blanc Nunes Casterwill de Monforte, Marillia Nunes de Andrade, Eduarda Casterwill Nunes, Clarissa Nunes e Albuquerque e Dark_Gaara Casterwill Nunes. De uma aliança acidental com a família Algrave nasceram Beatrix Algrave Nunes e seus irmãos Elizabeth e William. De relações incestuosas e ilegítimas com o clã Casterwill nasceu Maria Madalena Nunes.

Beatrix Algrave Nunes é atualmente a matriarca da família Nunes

TEXTO INTEGRAL

A família Nunes de Aragão teve sua origem em um bastardo de sangue nobre. Leonardo de Aragão nascera de uma relação ilegítima entre o irmão da rainha de Aragão com a filha de um rico senhor de terras.

A mãe de Leonardo se chamava Teresa e era uma bela moça, e teria conhecido o irmão da rainha em um baile de recepção à realeza de Aragão em Lisboa. O amor dos dois durou apenas um verão, mas teria rendido um fruto. Pela época supõe-se que Teresa teria se apaixonado por um dos irmãos da rainha Blanca de Anjou, que havia desposado o rei de Jaime II de Aragão em 1295. Não se sabe ao certo se o irmão da rainha, que Teresa conheceu, seria Pedro de Anjou (que a época teria dezenove anos), ou se seria Juan de Anjou, que era apenas três anos mais jovem que Pedro.

Quando o pai de Teresa, Tobias, descobriu que ela estava desonrada, afastou-a da sociedade e enviou-a para um convento, onde ela deu a luz ao filho, em abril do ano de 1311. O menino foi chamado Leonardo e foi criado em uma das fazendas de Tobias, como um simples camponês. Tobias deixou todas as suas posses em testamento ao seu filho mais velho, o tio de Leonardo, chamado José.

Por conta de sua suposta origem, o menino foi apelidado de Aragão. Ainda que não se tivesse certeza sobre o fato dele ser mesmo filho bastardo de um príncipe do reino de Aragão, essa era a história que ficou conhecida e que foi passada adiante. O avô de Leonardo nunca permitiu que ele fosse ligado à família e revelasse tal vergonha diante da sociedade, apesar de que entre os mais próximos à notícia acabou se espalhando. Proibido de usar o nome da família de sua mãe, ele adotou o apelido Aragão.

Ao crescer o menino tornou-se um homem competente e integro. Por conta das suas qualidades e da sua dedicação, seu tio José, apesar da postura de Tobias em negar a Leonardo qualquer parte que fosse de sua herança, lhe ofereceu uma pequena parte dos terrenos cultivados pela sua família.

Leonardo trabalhou duro nessas terras e prosperou, isso possibilitou que alguns anos mais tarde ele se casasse com a jovem Ana Nunes, filha de um modesto camponês da região, chamado Nuno.  Daí a origem do sobrenome Nunes que Ana herdou.

Durante gerações a família Nunes de Aragão vivera uma vida estável, acumulando algumas riquezas através de acordos comerciais e de casamentos em reinos estrangeiros. Contudo, isso era ainda insuficiente para ocultar a origem humilde e desonrosa da família.

A ambição dos descendentes da família Nunes de Aragão levou-os a aliar-se ao Clã Casterwill. Esta aliança, no entanto, em vez de proporcionar, riquezas, poder e respeitabilidade, trouxera desgraça e a quase extinção da família.

Emmanuel Roux Nunes de Aragão tornou-se patriarca da família ao desposar Demétria Campos Nunes de Aragão. Durante o período em que Emmanuel Roux Nunes de Aragão foi patriarca da família, havia uma aliança política e comercial entre as famílias, e Emmanuel apoiava os membros do clã Casterwill, até que houve um episódio em que ele não desejou cooperar, pois considerou que era aviltante demais.

Emannuel Roux Nunes de Aragão, no desejo de apagar a marca de bastardia de sua família, optou enquanto patriarca, por modificar o nome da família e foi o primeiro a utilizar apenas o sobrenome Nunes, passando a chamar-se apenas Emannuel Nunes. Ele queria que a família Nunes fosse lembrada com honra e passou a questionar o preço da aliança com os Casterwill que de certo modo poderia comprometer o bom nome da família que ele tentava construir e edificar.

Henry Casterwill desejava adquirir uma gleba pertencente a um camponês que a herdara de seu antigo senhor. Como este não quis vender a propriedade, foi assassinado a mando dos Casterwill que assim forçaram a viúva do camponês a deixar a propriedade. Diante do tribunal, Emmanuel Nunes de Aragão foi chamado a depor em favor dos Casterwill, mas ele recusou-se a comparecer e prestar falso testemunho.

Henry Casterwill conseguiu ser inocentado graças a suborno, mas não perdoou a recusa de Emmanuel. As animosidades cessaram apenas após a morte misteriosa de Emmanuel Nunes, quando uma nova aliança comercial foi iniciada entre a família Nunes e o clã Casterwill.

Após a morte de Emmanuel, sua filha Juliana Nunes foi enviada à Inglaterra para estabelecer uma lucrativa aliança comercial entre os Nunes e os Casterwill. Durante a sua estadia em Inglaterra ela conseguiu restabelecer a aliança, mas acabou cativando o filho de Lorde Casterwill, William, com quem se envolveu, tornando-se sua amante por alguns meses.  Especulou-se que durante essa estadia em Inglaterra, Juliana teria engravidado e dado à luz a um filho de William. Não se sabe se isso é verdade ou pura invenção.

A estadia de Juliana em Inglaterra encerrou-se com a descoberta do incesto de seus irmãos Francisca e Zacarias. Francisca originalmente estava destinada a casar-se com o filho mais novo da família Blanc.  Juliana teve que retornar para casar-se obrigada com o antigo noivo da irmã, Pierre Blanc.

Era fundamental para os Nunes o fortalecimento de uma aliança com a família Blanc, para assim terem acesso a sua influência e aos seus exércitos. Graças ao casamento de Juliana, esse acordo foi selado. Os irmãos Zacarias e Francisca tiveram uma filha em seu relacionamento incestuoso. A menina foi chamada de Julia Campos e foi abandonada pelos pais.

Tanto Zacarias como Francisca foram deserdados por trazerem infâmia ao nome da família. Zacarias havia sucedido Emmanuel como o novo patriarca dos Nunes e perdeu essa posição. Assim, Juliana assumiu como a nova matriarca da família, havendo um acordo para que apesar da união com Pierre Blanc, ela mantivesse também o nome Nunes.

O casamento de Juliana trouxe desgosto a William Casterwill que se sentiu rejeitado. Isso trouxe nova desavença entre as famílias.

Anos mais tarde, em uma nova tentativa de firmar uma aliança entre as famílias Casterwill e Nunes, se propôs um casamento entre os filhos mais novos dos ex-amantes, os noivos seriam Ruth, a filha de Juliana e Derek, filho de William. O casamento, entretanto não se realizou devido à fuga da noiva com Theodore Algrave. Dessa união nasceram Beatrix Algrave e os seus irmãos William e Elizabeth. Marillia Nunes de Andrade nasceu da união de Clara Blanc Nunes e Augustus Nobrega de Andrade. Marília, entretanto foi criada não por seus pais, mas por sua tia Prudência Blanc Nunes. Prudência gerou Bentoit Blanc Nunes, mas nunca revelou quem seria o pai de seu filho.

De um caso amoroso entre Julia Campos e Vaughn Casterwill nasceu Maria Madalena.

Apesar do forte ressentimento entre as famílias Nunes e Casterwill, resultante da desfeita da fuga de Ruth e do cancelamento do casamento entre ela e Derek, houve uma nova tentativa de reconciliação, que resultou no casamento de Monique Blanc Nunes e Vaughn Casterwill. Dessa união nasceram Nicole Blanc Nunes Casterwill de Monforte, Eduarda Casterwill Nunes e Dark_Gaara Casterwill Nunes.

Entretanto, a reconciliação era apenas um embuste e Monique e Vaugh foram assassinados. Na verdade Monique desejava espionar a família Casterwill. Ao menos foi isso que Nicole tomou conhecimento algum tempo depois. Ela foi à única que viveu com o inimigo Casterwill, tendo consigo informações importantes durante essa vivência bastante conturbada.

Após tomar conhecimento de sua ligação com a família Nunes e da ameaça dos Casterwill, Nicole conheceu a antiga matriarca Juliana, e após “longas conversas” com ela, esta concordou em entregar o status de matriarca a Nicole B. Nunes Casterwill de Monforte. Com a partida de Nicole para Bristol, Inglaterra, a matriarca da família Nunes, passou a ser Beatrix Algrave Nunes.

Aprovação em Sintra

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      DECISÃO OFICIAL

A Corte dos Nobres do Reino de Portugal representada pelo Conselho de Sintra na figura de seu Presidente, usando das atribuições que lhe são conferidas pelas normas estatutárias vigentes

Aos décimo oitavo dia do mês de Dezembro do ano de Jah de MCDLXI foi apresentado ao Conselho de Sintra o requerimento de reconhecimento da Família Nunes pela então matriarca Nicole Blanc Nunes Casterwill De Monforte (Lady_moon) .

Aplicadas os períodos estatutários de discussão e votação, o escrutínio teve o resultado de quatro votos a favor, nenhum contra e uma abstenção.

Sendo assim, fica APROVADO o reconhecimento da Família Nunes, que deverá solicitar a Heráldica Portuguesa a elaboração do seu Escudo Familiar.

As razões apresentadas constam dos documentos da discussão que serão enviados ao Arquivo do Conselho de Sintra e estarão disponíveis para leitura pública.

Redigido em Sintra, ao terceiro dia do mês de Fevereiro do ano de Jah de MCDLXII.

Micae Perséfone Martins de Almeida e Miranda
Condessa de Arraiolos
Presidente do Conselho de Sintra