Camille Claudel

Camille ClaudelCamille Claudel nasceu no dia 8 de dezembro de 1864, em Villeneuve-sur-Fére, na França em uma pequena cidade do Tardenois, nos arredores de Paris, sendo a segunda entre quatro irmãos de uma família burguesa francesa. O primeiro filho, também chamado Camille, morreria logo após nascer e portanto Camille Claudel, menina, tornou-se assim a irmã mais velha, sendo o caçula Paul Claudel, que viria a tornar-se o festejado poeta, escritor católico e diplomata do Estado francês.




Camille contou sempre com o apoio paterno e conviveu com uma certa rusga com a mãe e a irmã Louise, que viria a se acentuar muito no final de sua vida.Incentivada pelo pai, pôde desenvolver sua vocação artística, dedicando-se aos primeiros estudos de escultura.Aos catorze anos ela já esculpia, seu professor era Alfred Boucher.

Camille Claudel e sua famíliaAlfred e outras pessoas já notavam no ínicio da carreira de Camille a grande semelhaça das esculturas dela e de Rodin. Posteriormente, em 1881 (Camille com 17 anos) a família Claudel mudou-se para Paris, estimulada pela sugestão do escultor Boucher a Camille, que reconhecia nela um talento a ser desenvolvido, e pela preocupação de seu pai que procurava melhorar os padrões de educação e preparo dela e de seus irmãos.


Em Paris, Boucher que orientara até então Camille Claudel, recomendou-a a Rodin. Ela viria a se tornar sua aluna, discípula, colaboradora e amante. Assim ela se tornou a primeira mulher a quem Rodin deu aulas.

Em 1888, Camille e Rodin passaram a ter uma relação amorosa. Durante essa fase eles também costumavam servir de modelo um para o outro.

Por esculpir figuras nuas e ser amante assumida de Rodin, Camille passou então a ser rejeitada pela sociedade. Passando assim a ser vítima de um duplo preconceito, por ser mulher e também por ser escultora.

Camille logo demonstrou sua grande habilidade e foi uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento de vários projetos, de esculturas ou de parte delas, dentre as encomendas que chegavam ao atelier do grande escultor, então em intensa fase criativa e no limiar de um reconhecimento mais consistente. Durante sua carreira Camille fez várias esculturas como: “Idade madura”, “Sakuntala”, “Perseu e Medusa”, “A aurora” e “Pequena castelã”.

Camille Claudel em seu ateliêO romance entre Rodin e Claudel duraria quase 15 anos, nesse período trabalharam juntos numa comunhão de talentos e de identidades criativas até o afastamento definitivo que ocorreria por volta de 1894. Rodin 20 anos mais velho que Camille resolveu viver com Rose uma mulher 40 anos mais velha que ela. Após a ruptura, que marcaria profundamente Rodin e sua obra, o sentimento de fracasso afetivo e a solidão encaminharam a frágil estrutura emocional de Camille Claudel ao desespero, ao ressentimento e ao ódio de seu antigo companheiro.

Passou a viver isolada em seu atelier, tornando-se a “reclusa do Quai Bourbon”, restrita a um espaço úmido e mal-conservado, em plena Île de Saint-Louis, no coração de Paris.

Após várias manifestações de uma paranóia persecutória, naufragada na miséria, na solidão e no desespero da falta de reconhecimento que lhe teria sido importante num dado momento, Camille passou a responsabilizar de maneira crescente a Rodin pelos seus insucessos e dificuldades, a ponto de colocar em risco sua própria vida.

Camille Claudel  no Hospital de  Montdevergues em 1929Vivendo pobremente, assistiu cerrarem-se suas oportunidades como escultora uma vez que lhe faltavam encomendas para obras em espaços públicos, o que ela atribuía a influências nefastas de seu antigo mestre. Passou a esculpir e para logo em seguida, destruir e enterrar seus estudos e maquetes. Camille tinha medo de que Rodin assinasse-as roubando-lhe a sua autoria. Outro motivo seria o ciúme e a raiva que ela sentia por haver sido desprezada por Rodin.
Dessa maneira, melancolicamente foi internada por sua família num asilo de alienados, no ano de 1913, uma semana depois da morte de seu pai, que sempre a protegera ou auxiliara na medida do possível. No hospício a que foi destinada, ficaria reclusa e quase esquecida de seus poucos amigos e de seus familiares, até falecer em 1943. Procedeu-se assim a uma espécie de condenação e cumprimento de uma silenciosa pena de prisão perpétua, que durou trinta anos e extingüiu a chama do talento e da vivacidade de uma grande escultora.
GALERIA
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Fontes:

Na internet:

Association Camille Claudel
http://www.camilleclaudel.asso.fr/

Musée Rodin
http://www.musee-rodin.fr/claud-e.htm

Some Beautiful (If Tortured) Works of Camille Claudel
http://www.cs.wustl.edu/~loui/camille.html

The Sculpture of Camille Claudel
http://www.bc.edu/bc_org/avp/cas/fnart/art/claudel.html


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Author: Beatrix