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	<title>Página da Beatrix &#187; Arte &#8211; Biografias</title>
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	<description>Página da Beatrix</description>
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		<title>Lavinia Fontana</title>
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		<comments>http://www.beatrix.pro.br/index.php/lavinia-fontana/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 01:25:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte - Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Lavínia Fontana]]></category>
		<category><![CDATA[Pintura]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia da pintora Lavínia Fontana]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><strong>Lavinia                      Fontana</strong> nasceu no dia 24 de agosto, em Bologna, It&aacute;lia.                      Filha do pintor Prospero Fontana, que era diretor da Escola                      de Bologna e que foi tamb&eacute;m seu professor. Os filhos                      seguirem a carreira dos pais era algo t&iacute;pico naquela                      &eacute;poca, entretanto o mesmo n&atilde;o era comum para                      uma mulher. Lav&iacute;nia &eacute; considerada a primeira                      mulher na Europa Ocidental a desenvolver uma carreira profissional                      como artista, trabalhando do mesmo modo que os artistas homens,                      fora de uma corte ou de um convento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span id="more-37"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div align="justify"><em><img height="247" border="0" align="left" width="220" alt="Lav&iacute;nia Fontana" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lavinia.jpg" /></em>N&atilde;o deixa de ser surpreendente a fama e o reconhecimento                      que Lavinia al&ccedil;ou como artista na renascen&ccedil;a,                      visto que na &eacute;poca n&atilde;o se considerava que as                      mulheres pudessem ter uma uma vis&atilde;o art&iacute;stica                      verdadeira por pensarem que elas n&atilde;o eram dotadas de                      intelig&ecirc;ncia, de car&aacute;ter, e de for&ccedil;a.                      Assim muitas foram empedidas de entrar nas academies de arte                      e dissuadidasde de dedicarem-se &agrave; pintura ou &agrave;                      escultura. As mulheres eram assim obrigadas &agrave; dedicar-se                      apenas as tarefas consideradas femininas, como cozinhar, limpar                      e cuidar das crian&ccedil;as. Outras ocupa&ccedil;&otilde;es                      al&eacute;m destas, eram tidas como escandalosas aos olhos                      da sociedade. Entretanto, algumas mulheres aprenderam a pintar                      quebrando esse tabu (a maioria de seus pais ou tutores confidenciais)                      e usaram eventualmente seus talentos para seguir uma carreira.                      Mas, as mulheres como artistas foram confinadas &agrave; pintura                      de retratos, que era considerada naquele tempo um n&iacute;vel                      inferior de express&atilde;o art&iacute;stica na pintura.</div>
<p align="justify">Ainda assim, durante a renascen&ccedil;a e o barroco, o universo                      da arte abriu-se a presen&ccedil;a de algumas poucas mulheres                      cujo talento era demasiado evidente a ponto de ser ignorado,                      Lavinia Fontana foi uma dessas mulheres.</p>
<p>Um dos primeiros trabalhos conhecidos de Lavinia Fontana &eacute;                      &quot;Child of the Monkey&quot;, pintado em 1575, quando Lavinia                      tinha 23 anos. Infelizmente essa obra foi perdida. Uma outra                      pintura do per&iacute;odo &eacute; &quot;Christ with the Symbols                      of the Passion&quot;, de 1576, que se encontra agora no museu                      de Arte El Paso. Fontana dedicou-se a uma variedade de g&ecirc;neros,                      desenvolveu v&aacute;rias obras de nus masculinos e femininos,                      o que era extremamente raro para mulheres na &eacute;poca,                      al&eacute;m de pinturas de tem&aacute;tica sacra e mitol&oacute;gica,                      entretanto o destaque em sua obra cabe aos retratos.</p>
<div align="justify">&nbsp;</div>
<p align="justify">Tornou-se retratista c&eacute;lebre, e em 1577, com 25 anos,                      casou-se com o pintor Giovanni Paolo Zappi, que era de origem                      nobre. Paolo e Lavinia tiveram onze filhos, sendo que destes,                      apenas tr&ecirc;s sobreviveram. Mesmo depois de casada, Lavinia                      continuou seu trabalho como pintora. O conde Zappi atuava                      como seu assistente e tamb&eacute;m ajudava a cuidar da casa                      e das crian&ccedil;as.</p>
<p>&Agrave; partir de 1580, Lavinia Fontana tornou-se a retratista                      favorita entre os nobres de Bologna, um dos maiores centros                      art&iacute;sticos da It&aacute;lia. Nesse per&iacute;odo,                      o retrato da fam&iacute;lia Gozzadini est&aacute; entre as                      suas obras mais conceituadas. Seu apre&ccedil;o pelo detalhe                      e suas figuras alongadas garantiram-lhe sucesso e in&uacute;meras                      encomendas de retratos, mas n&atilde;o apenas isso. Em 1589                      Fontana recebeu uma importante encomenda de pinturas sacras                      para o ret&aacute;bulo do altar da igreja do Pal&aacute;cio                      Real espanhol. Como esse tipo de trabalho incluia estudos                      de modelos nus, era muito raro que mulheres fossem contratadas                      para faz&ecirc;-lo. A obra feita por Lavinia e intitulada                      &quot;Fam&iacute;lia Sagrada&quot; fez tanto sucesso que logo                      a seguir a pintora foi convidada a trabalhar tamb&eacute;m                      na igreja de Santa Sabina em Roma. Isso fez com que Lavinia                      deixasse de ser exclusivamente retratista e lhe garantiu um                      espa&ccedil;o ainda maior no mundo da pintura, algo at&eacute;                      ent&atilde;o n&atilde;o alcan&ccedil;ado por nenhuma mulher                      da &eacute;poca.</p>
<p>Assim, sua fama chegou at&eacute; Roma, onde Lavinia foi morar                      com a fam&iacute;lia &agrave; partir de 1603 &agrave; convite                      do Papa Clement VIII. Dessa forma a pintora tornou-se retratista                      na corte do papa, recebendo in&uacute;meras honrarias, entre                      elas, um medalh&atilde;o de bronze a bronze feito pelo escultor                      e arquiteto Felice Antonio Casoni. Entre os retratados por                      Lavinia esteve o papa Paulo V.<br />
Muitas das obras pintadas por ela, e que eram regiamente pagos                      pela nobreza de Bologna e Roma, foram durante muito tempo,                      erroneamente atribu&iacute;dos &agrave; Guido Cagnacci. Entre                      estes est&atilde;o, &quot;V&ecirc;nus&quot;, &quot;A Virgem                      levantando v&eacute;u sobre o Cristo adormecido&quot; e &quot;A                      Rainha de Sab&aacute; visitando Salom&atilde;o&quot;.</p>
<p>Gra&ccedil;as a seu talento junto a corte papal, foi eleita                      para a Academia de Roma, uma honraria rar&iacute;ssima para                      uma mulher.</p>
<p>Retrato curioso &eacute; o que Lavinia fez da menina Antonieta                      Gonsalvus. Vestida &agrave; maneira suntuosa das cortes de                      ent&atilde;o, est&aacute; recoberta de p&ecirc;los; pelos                      recobrem sua face, o corpo todo, menos as m&atilde;os e lhe                      d&atilde;o uma apar&ecirc;ncia selvagem. A menina, conhecida                      como Tongina, era filha de Petrus Gonsaulvus, natural do Tenerife                      e portador de doen&ccedil;a de pele cong&ecirc;nita, a hypertrichosis                      universalis. Foi o primeiro caso registrado dessa doen&ccedil;a                      e, no s&eacute;culo XVI, o que causou espanto e muitos coment&aacute;rios.</p>
<div align="justify">&nbsp;</div>
<p align="justify">No inicio de sua carreira, o estilo de Lavinia era muito                      pr&oacute;ximo ao de seu pai, mas a medida que ia amadurecendo                      enquanto artista, passa a ser influ&ecirc;nciada cada vez                      mais pelo estilo de tons fortes de Ludovicio Carraci, que                      tornou-se amigo da pintora. A obra de Lavinia tamb&eacute;m                      foi influenciada por Antonio Allegri Correggio e Scipione                      Pulzone.</p>
<div align="justify">&nbsp;</div>
<p align="justify">Seu auto-retrato tocando espineta &eacute; considerado por                      muitos como a obra-prima de Fontana. Al&eacute;m do talento                      da artista, essa obra mostra tamb&eacute;m que Lav&iacute;nia                      era uma bela mulher.</p>
<div align="justify">&nbsp;</div>
<div align="justify">H&aacute; cerca de cem trabalhos documentados que s&atilde;o                      atribu&iacute;dos &agrave; Fontana, entretanto destes somente                      32 s&atilde;o assinados, datados e oficialmente reconhecidos                      como tal, fazendo dela a mais expressiva e respeitada mulher                      pintora do s&eacute;culo XVI. Desses trabalhos trinta sobreviveram                      at&eacute; os dias de hoje. A pintora italiana, Sofonisba                      Anguissola (1532-1625), primeira mulher pintora da renascena&ccedil;a,                      pode ter sido uma importante influ&ecirc;ncia em sua carreira.                      Al&eacute;m de Sofonisba e Lav&iacute;nia Fontana, h&aacute;                      outras mulheres que se destacaram na pintura durante a renascen&ccedil;a                      italiana, entre elas est&atilde;o Fede Galizia, Artemisia                      Gentileschi e Diana Scultori Ghisi, tamb&eacute;m conhecida                      como Diana Mantuana ou Diana Mantovana.</p>
<p>Lav&iacute;nia Fontana faleceu em Roma, no dia onze de agosto                      de 1614.</p></div>
<p>
<strong>Fontes</strong></p>
<p><a class="link1" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lavinia_Fontana" target="_blank">http://en.wikipedia.org/wiki/Lavinia_Fontana</a><br />
<a class="link1" href="http://www.lifeinitaly.com/art/women-artist-2.asp" target="_blank">http://www.lifeinitaly.com/art/women-artist-2.asp</a><br />
<a class="link1" href="http://www.nmwa.org/%20" target="_blank">http://www.nmwa.org/                  </a></p>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/lavinia-fontana/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Victor Brecheret</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 01:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<category><![CDATA[Escultura]]></category>
		<category><![CDATA[Victor Brecheret]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia do escultor e artista plástico brasileiro Victor Brecheret]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário do que muitos pensam, o escultor e artista plástico Victor Brecheret não nasceu na Itália, e sim em São Paulo, como pode ser confirmado pela certidão de nascimento que se encontra no site da Fundação Brecheret, de responsabilidade de sua filha Sandra Brecheret. Ele nasceu no dia 22 de fevereiro de 1894, no Jardim América, em São Paulo.</p>
<p><span id="more-36"></span></p>
<p><img src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/brecheret2.jpg" border="0" alt="Victor Brecheret em seu ateliê,  década de 1950." width="203" height="201" align="left" />Segundo estudiosos, os escultores Arturo Dazzi (1881-1966), Ivan Mestrovic (1883-1962), Auguste Rodin (1840-1917), Constantin Brancusi (1876-1957), Henry Moore (1898-1986), Medardo Rosso (1858-1928) e Hans Arp (1886-1966) constituem o elenco principal que norteia a produção escultórica do artista.<br />
Embora marcada de início pela influência européia, grande parte da obra escultórica de Brecheret, que indicou rumos básicos à formulação do modernismo brasileiro, sempre denotou componentes nacionalistas.</p>
<p>Brecheret iniciou sua formação artística em 1912, estudando desenho, modelagem e entalhe em madeira no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.</p>
<p>Filho de italianos, em 1913 viaja para Roma com o intuito de aprimorar-se nas artes, onde permanece até 1919. Durante esse período torna-se aluno do escultor Arturo Dazzi (1881-1966), escultor que se destaca pelo gosto por figuras monumentais elaboradas com grande síntese formal. Em Roma estuda atentamente as obras de Auguste Rodin (1840-1917) e Emile Antoine Bourdelle (1861-1929), entre outros, e conhece o escultor Ivan Mestrovic (1883-1962). Quando retorna a São Paulo, em 1919, é um escultor com amplo domínio técnico. Instala seu ateliê no Palácio das Indústrias, em sala cedida por Ramos de Azevedo (1851-1928). É descoberto pelos modernistas Di Cavalcanti (1897-1976), Hélios Seelinger (1878-1965), Menotti Del Picchia (1892-1988), Mário de Andrade (1893-1945) e Oswald de Andrade (1890-1954), que passam a divulgar sua obra.</p>
<p>As esculturas &#8220;Ídolo&#8221; e &#8220;Eva&#8221; (ambas de 1919) apresentam um tratamento naturalista da anatomia e uma contida dramaticidade, que se expressa por meio de torções do corpo e de volumes trabalhados em luz e sombras acentuadas. A obra Eva encontra-se atualmente instalado no vale do Anhangabaú. O escritor e crítico Mário de Andrade denomina esse período da obra de Brecheret (em oposição à época posterior, em Paris) de fase de sombras, na qual estas sempre se valorizam mais do que a luz.</p>
<p><img src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/brecheret_bandeiras.jpg" border="0" alt="Monumento às bandeiras" width="286" height="193" align="left" /> Em 1920, por encomenda do governo paulista, concebeu sua obra mais grandiosa, o &#8220;Monumento às bandeiras&#8221; , no qual evoca a saga dos bandeirantes na conquista de novas terras. Mas somente em 1936 tal projeto passou à realidade, num bloco de granito de cinqüenta metros de comprimento, 16 de largura e dez de altura, no qual foram esculpidas 37 figuras de grande expressividade, e só em 1953 o monumento pôde ser inaugurado, no parque Ibirapuera.</p>
<p>Graças à execução da escultura tumular &#8220;Figura Feminina&#8221;, atualmente no Cemitério do Araçá, conquistou uma bolsa de estudo do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo. Assim, em 1921, viaja a Paris onde permanece até 1935, para estudar escultura e desenvolver sua técnica.</p>
<p>Na capital francesa, entra em contato com os escultores Henry Moore (1898-1986), Emile Antoine Bourdelle (1861-1929), Aristide Maillol (1861-1944) e Constantin Brancusi (1876-1957). Alterna sua estada entre França e Brasil até 1936. Entre 1921 e 1929, expõe no Salon d´Automne, no Salon de la Société des Artistes Français &#8211; Section de Sculpture et Gravure sur Pierre e no Salon des Indépendents. Mesmo ausente do país, participa com 12 esculturas da Semana de Arte Moderna de 1922.</p>
<div><img src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/brecheret_sepultamento.jpg" border="0" alt="Sepultamento" width="470" height="200" /></div>
<p>Em Paris, Brecheret será muito sensível a três fontes que busca fundir de maneira pessoal: a ênfase ao volume geométrico da escultura cubista, o tratamento sintético da forma dado pelo escultor romeno Constantin Brancusi (1876-1957) e a estilização elegante do art deco. A convergência dessas matrizes pode ser percebida na obra &#8220;Tocadora de Guitarra&#8221; (1923). Nessa fase o escultor reduz a dramaticidade vista em suas obras anteriores. Agora produz formas simplificadas e de forte cunho ornamental. A escultura &#8220;Mise au Tombeau&#8221; (O Sepultamento), de 1923 &#8211; hoje no túmulo de Olivia Guedes Penteado, no cemitério da Consolação, em São Paulo &#8211; é uma das obras mais destacadas de seu período francês. Esta é organizada em formas lineares e possui uma suavidade melódica. O tema é tratado com muita simplificação formal, evocando um clima de grande serenidade.<br />
Em Paris ainda foi premiado com a escultura &#8220;Templo da minha raça&#8221;. Mais uma vez em Roma, figurou na exposição internacional de 1925.</p>
<p>Em 1932, torna-se sócio-fundador da Sociedade Pró-Arte Moderna, SPAM. Inicia, em 1936, a execução do Monumento às Bandeiras, cujo anteprojeto data de 1920 e que é inaugurado em 1953 na Praça Armando Salles de Oliveira, em São Paulo.</p>
<p>Em 1936, Victor Brecheret fixa-se em São Paulo, onde recebe encomendas de esculturas públicas e também de trabalhos com temas religiosos. Retoma o projeto do &#8220;Monumento às Bandeiras&#8221;, que é concluído apenas em 1953. A obra se destaca pelas figuras elaboradas com grande síntese formal, pela preocupação com os volumes, pela simplificação dos detalhes e linhas estilizadas. O monumento consegue resumir o apelo narrativo e alegórico do tema: em sua composição convergem uma forte marcação horizontal e um movimento de arrasto que culmina na figura da Glória, que enfeixa heroicamente todo o grupo escultórico. O tratamento da superfície é mais áspero, se comparado ao de obras anteriores, o escultor dá maior ênfase à matéria.</p>
<p>É durante o período de 1930 a 1951 que Brecheret passa a trabalhar certas formas, materiais, movimentações e luminosidades que acabam por desvelar uma linguagem escultórica mais abstrata.<br />
<img src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/brecheret_duquecaxias.jpg" border="0" alt="Duque de Caxias" width="150" height="250" align="left" />Nos anos 1940 e 1950, realizou esculturas para locais públicos, fachadas e baixos-relevos, entre outras obras. Boa parte das obras instaladas em áreas públicas, que hoje identificam a cidade de São Paulo, foram feitas por ele, como o &#8220;Monumento às Bandeiras&#8221; e a escultura de &#8220;Duque de Caxias&#8221;. Infelizmente muitas dessas obras hoje estão em péssimo estado de conservação e necessitam de restauração.</p>
<p>A partir da década de 1940, o artista se aproxima dos temas ligados à cultura indígena, em esculturas realizadas em bronze ou terracota: &#8220;Drama Marajoara&#8221; (1951) ou &#8220;Drama Amazônico&#8221; (1955).</p>
<p>Nessa fase passa a utilizar formas cada vez mais orgânicas e essenciais. E nesse período em que alcança o ponto alto de sua carreira, também trabalha com pedras de formas circulares, nas quais interfere realizando suaves incisões, como nas obras &#8220;Luta da Onça&#8221; ou &#8220;Índia&#8221; e o &#8220;Peixe&#8221; (ambas de 1947/1948).<br />
<img src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/brecheret_indio.jpg" border="0" alt="Índio e a Suassuapara" width="161" height="145" align="left" /> Nestas evoca o caráter sagrado ou mágico das pedras e retoma assim, de maneira muito pessoal, formas e arquétipos indígenas, ainda que se note aí a presença da escultura de Henry Moore (1898-1986) e Hans Arp (1886-1966). Em trabalhos como &#8220;Luta dos Índios Kalapalos&#8221; (1951) produz formas nas quais dialoga com a abstração. Em &#8220;Índio e a Suassuapara&#8221; (1951) o artista parte de dois volumes que se aglutinam e trabalha as superfícies vazias ou cheias, nas quais se inserem as incisões. Essa obra expande o volume e oferece uma tensão conceitual, onde a figura equilibra-se com aspectos mais essenciais. O índio é uma forma inflada no espaço. É um grande volume. Cheio de inscrições, revela o desenho de seu rosto, com boca e olhos, cicatrizes, rasgos, tatuagens e marcas. O peixe envolve a figura por trás, enlaça-a. Os volumes se fundem e a obra aparece em dois ritmos: frontalmente, o índio encobre o peixe, numa movimentação ondulatória. Por trás, o peixe sobe verticalmente com a figura indígena, num confronto de forças. O material bronze desdobra-se em mais uma materialidade. Antes, mais liso, agora com mais texturas. A luz derrama-se sobre as superfícies, ressalta a linguagem de Brecheret: formas volumosas e simplificadas, movimentação orgânica, tratamentos &#8220;matéricos&#8221; diversos.</p>
<p>Premiado como melhor o escultor nacional na I Bienal de São Paulo, em 1951, Vítor Brecheret morreu em São Paulo em 18 de dezembro de 1955. Em 1957, a Bienal prestou-lhe homenagem, em sala especial com 61 esculturas e vinte desenhos. Em 1995 uma exposição de 112 esculturas do artista inaugurou o Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo.<br />
<strong>Principais exposições individuais</strong><br />
1930 &#8211; Apresentação de obras na Praça Ramos de Azevedo.<br />
1957 &#8211; Sala Especial na 4ª Bienal de São Paulo, onde ficaram expostos cerca de 60 de seus trabalhos.<br />
1969 &#8211; Retrospectiva no Museu de Arte Brasileira &#8211; curadoria de Carlos von Schmidt.<br />
1992 &#8211; XXIV Exposição de Arte Contemporânea na Chapel Art Show<br />
1995 &#8211; É inaugurado em São Paulo o Museu Brasileiro da Escultura, com exposição de 71 obras de Brecheret.</p>
<p><strong>Coletivas</strong><br />
1922 &#8211; Semana de Arte Moderna, São Paulo<br />
1951 &#8211; Foi artista convidado na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em julho de 1978<br />
1992 &#8211; Participação póstuma na exposição comemorativa dos 70 anos da Semana de Arte Moderna, Rio de Janeiro<br />
2001 &#8211; Galeria de Arte André exposição 4 décadas, com curadoria de Carlos von Schmidt, São Paulo.</p>
<p><strong>Principais prêmios</strong><br />
1916 &#8211; Primeiro prêmio na Exposição Internacional Belas Artes em Roma<br />
1920 &#8211; Vence a concorrência para o Monumento das Bandeiras e o Monumento dos Andradas em São Paulo<br />
1951 &#8211; Primeiro Prêmio Melhor Escultor Nacional em Escultura na I Bienal Internacional de São Paulo.</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Cronologia" /><strong>Cronologia</strong><br />
1894 &#8211; Nascimento de Victor Brecheret em São Paulo, dia 22 de fevereiro.</p>
<p>1916 &#8211; Participa da exposição dos &#8220;Amatori e Cultori&#8221; com a escultura Despertar, 1º prêmio na Exposição de Belas Artes.</p>
<p>1920 &#8211; 27 de julho &#8211; Expõe na &#8220;Casa Byington&#8221; a Maquete do Monumento às Bandeiras, concorrendo no concurso então instituído. Expõe em Santos (SP), juntamente com outros artistas, a Maquete do Monumento aos Andradas.</p>
<p>1921 &#8211; 24 de abril &#8211; Apresenta na &#8220;Casa Byington&#8221; a escultura Eva, esculpida em 1919.</p>
<p>1922 &#8211; Participa da &#8220;Semana de Arte Moderna&#8221; através de obras expostas no saguão do Teatro Municipal de São Paulo.</p>
<p>1923 &#8211; Expõe no &#8220;Salon d&#8217;Automne&#8221;, tendo sido premiado com a obra Mise au Tombeau (Sepultamento).</p>
<p>1924 &#8211; Expõe no &#8220;Salon d&#8217;Automne&#8221; sua obra Porteuse de Perfums (Portadora de Perfumes).</p>
<p>1925 &#8211; Participa do &#8220;Salon de la Société des Artistes Français de Sculpture et Cravure sur Pierre&#8221;, em Paris. Recebe Menção Honrosa. Expõe no &#8220;Salon d&#8217;Automne&#8221; a escultura Danseuse (Dançarina). Participa das &#8220;Exposições Internacionais de Roma&#8221;.</p>
<p>1926 &#8211; Expõe no &#8220;Salon d&#8217;Automne&#8221;.</p>
<p>1º Exposição em São Paulo.</p>
<p>&#8220;Peintres et Sculpteurs de L&#8217;Ecole de Paris, à la Renaiscence&#8221;, du 19 juillet au 15 octobre.</p>
<p>1929 &#8211; Expõe no &#8220;Salon des Indépendents&#8221; as esculturas Aprés le Bain (Depois do Banho) e Fuit on Egipte (Fuga para o Egito).</p>
<p>1932 &#8211; Sócio fundador da &#8220;Sociedade Pró Arte Moderna&#8221; (SPAM).</p>
<p>1934 &#8211; Aquisição pelo Governo Francês da obra O Grupo para o &#8220;Museu Jeu de Pomme&#8221;, atualmente em La Roche-sur-Yon, recebendo a &#8220;Cruz da Legião de Honra, a título de Belas Artes, no Grau de Cavaleiro&#8221;.</p>
<p>1936 &#8211; Início dos trabalhos para execução do Monumento às Bandeiras.</p>
<p>1937/39 &#8211; Participa do I, II e III Salão de Maio.</p>
<p>1941 &#8211; Vence o concurso internacional de maquetes para o Monumento a Caxias.</p>
<p>1942 &#8211; Esculpe o Fauno.</p>
<p>Esculpe para &#8220;Capela do Hospital das Clínicas&#8221; São Paulo e Cristo.</p>
<p>1946 &#8211; Via Crucis para a &#8220;Capela do Hospital das Clínicas&#8221;.</p>
<p>1950 &#8211; Participa da &#8220;XXV Bienal de Veneza&#8221;.</p>
<p>1951 &#8211; 1º Prêmio Nacional da Escultura na &#8220;I Bienal de São Paulo&#8221;, com O Índio e a Suassuapara.</p>
<p>1952 &#8211; Participa da &#8220;XXVI Bienal de Veneza&#8221;.</p>
<p>1953 &#8211; 25 de janeiro &#8211; Inauguração do Monumento às Bandeiras.</p>
<p>Fachada e Interior do &#8220;Jockey Club de São Paulo (Cidade Jardim).</p>
<p>Participa da &#8220;II Bienal de São Paulo&#8221;.</p>
<p>1954 &#8211; Afrescos Três Graças e São Francisco em Osasco, São Paulo.<br />
Afresco da Capela Pararanga, Atibaia, SP.</p>
<p>1955 &#8211; Participa da &#8220;III Bienal de São Paulo&#8221;, expondo Bartira. Em maio participa da mostra &#8220;Artistes Brésiliens&#8221;, em Paris, através dos &#8220;Museus de Arte Moderna&#8221; do Rio e São Paulo.<br />
17 de dezembro &#8211; Falecimento em São Paulo.</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Galeria" /><strong>GALERIA</strong></p>
<dl class="ZenphotoPress_badge ZenphotoPress_shortcode"><hr /></dl>
<hr class="system-pagebreak" title="Fontes" /><strong>Fontes</strong></p>
<p><strong>Fundação Escultor Victor Brecheret</strong><br />
<a class="link1" rel="nofollow" href="http://www.victor.brecheret.nom.br/" target="_blank">http://www.victor.brecheret.nom.br/</a></p>
<p><strong>Pitoresco:</strong><br />
<a class="link1" href="http://www.pitoresco.com.br/escultura/brecheret/brecheret.htm" target="_blank">http://www.pitoresco.com.br/escultura/brecheret/brecheret.htm</a></p>
<p><strong>MAC/USP &#8211; Victor Brecheret</strong><br />
<a class="link1" href="http://mac.mac.usp.br/projetos/percursos/brecheret/" target="_blank">http://mac.mac.usp.br/projetos/percursos/brecheret/</a></p>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/victor-brecheret/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Claude Monet</title>
		<link>http://www.beatrix.pro.br/index.php/claude-monet/</link>
		<comments>http://www.beatrix.pro.br/index.php/claude-monet/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 01:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte - Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Claude Monet]]></category>
		<category><![CDATA[Pintura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://beatrix1.tempsite.ws/site/?p=35</guid>
		<description><![CDATA[Biografia do pintor Claude Monet]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">
	Oscar-Claude Monet, nasceu em Paris, em 1840, mas todas as impress&otilde;es de sua inf&acirc;ncia e adolescente est&atilde;o ligadas a Le Havre, cidade onde passou a morar com apenas 5 anos. Em sua juventude pintou caricaturas e nesta &eacute;poca conheceu o pintor Eugene Boudin, que vendo alguns de seus desenhos o encorajou a pintar ao ar livre, m&eacute;todo n&atilde;o muito comum numa &eacute;poca de pintores de ateli&ecirc;. Entusiasmado com a id&eacute;ia de ser pintor, foi estudar em Paris, onde encontrou Pissaro, Renoir e C&eacute;zanne, entre outros.</p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p>
	<span id="more-35"></span></p>
<p>
	&nbsp;</p>
<p align="justify">
	Foi muito influenciado por Manet e pelo japonismo. Come&ccedil;ou ent&atilde;o a criar um jardim de inspira&ccedil;&atilde;o japonesa em sua casa e tamb&eacute;m a pintar quadros com o mesmo motivo, visto em diferentes horas do dia com diferentes luzes, como &quot;Montes de Feno&quot;, &quot;&Aacute;lamos&quot;, &quot;A Catedral de Rouen&quot;, &quot;O T&acirc;misa&quot; e o mais famoso de todos, &quot;Nen&uacute;fares&quot;. Depois de 1916, pintou uma s&eacute;rie de &quot;Nen&uacute;fares&quot; para o Estado. Estas telas enormes com lagos de cores imprecisas, s&atilde;o consideradas por muitos o ponto de partida da arte abstrata ou como as &uacute;ltimas obras impressionistas. Monet, considerado uma das mais importantes figuras do impressionismo, mesmo j&aacute; velho e com a vista muito enfraquecida, empenhava-se em pintar o que via num determinado momento, captando uma luz particular e as vari&aacute;veis da cor que essa luz produzia, sem se preocupar com a representa&ccedil;&atilde;o convencional da forma dos objetos.</p>
<p align="justify">
	<br />
	<img align="left" alt="Claude Monet" border="0" height="239" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/claudemonet.jpg" width="170" />Um dos fundadores do Impressionismo, Claude Monet &eacute; considerado uma das principais figuras da hist&oacute;ria da pintura. Dedicou-se em especial &agrave; pintura de paisagens. Sempre pesquisou por conta pr&oacute;pria, aprendendo com a observa&ccedil;&atilde;o. Um quadro t&iacute;pico de seu periodo mais antigo &eacute; o Terrace at Le Havre (1866-Metropolitan Museum). Mais tarde, dedicou-se a pintar as transforma&ccedil;&otilde;es da luz e da atmosfera causadas pelas mudan&ccedil;as de hora e de esta&ccedil;&otilde;es, usando a pr&oacute;pria observa&ccedil;&atilde;o das leis de &oacute;ptica.</p>
<p align="justify">
	De sua paleta, foram eliminados o negro e o cinza, decompondo a luz em suas m&uacute;ltiplas cores, assim como faz um prisma, e pintando seguidamente temas como o feno, a Catedral de Rouen e a grande s&eacute;rie l&iacute;rica representada pelos l&iacute;rios d&#39;&aacute;gua (1899-1904), em seu jardim em Giverny.</p>
<p align="justify">
	Monet reencontra Boudin, Jongkind, com quem trabalha no Havre, antes de entrar para o ateli&ecirc; de Gleyre em Par&iacute;s, em 1868, onde se liga com Renoir, Sisley e Bazille.</p>
<p align="justify">
	<strong>A busca da luminosidade</strong></p>
<p align="justify">
	O primeiro sucesso &eacute; encontrado no Sal&atilde;o de 1865. Ele, ent&atilde;o, empreende a execu&ccedil;&atilde;o de D&eacute;jeneur sur l&rsquo;Herbe (Almo&ccedil;o sobre a relva), em homenagem a Manet e pinta ao ar livre (1865-1866). Nessa &eacute;poca, a arte de Monet se caracteriza por uma indiferen&ccedil;a evidente ao tema, &agrave; novidade (La Pie, 1869-1870, Paris, Museu d&rsquo;Orsay) e at&eacute;, em certa medida, &agrave; pr&oacute;pria composi&ccedil;&atilde;o. O que lhe interessa no espet&aacute;culo da natureza s&atilde;o os ritmos crom&aacute;ticos que o animam, as rela&ccedil;&otilde;es primordiais que unem os elementos em um movimento perp&eacute;tuo. Influenciado pelos quadros de Barbizon, nos quais aprecia as paisagens e o senso de luminosidade, ele o ultrapassa em breve, assimilando uma dimens&atilde;o verdadeiramente c&oacute;smica.</p>
<p align="justify">
	Os estudo de Monet entretanto foram interrompidos pelo servi&ccedil;o militar em Alg&eacute;ria entre os anos de 1860 a 1862. Em 1862 ele entrou no est&uacute;dio de Charles Gleyre em Paris e conheceu v&aacute;rios artistas como Auguste Renoir, Alfred Sisley, e Fr&eacute;d&eacute;ric Bazille. Durante os anos de 1863 e 1864 ele trabalhou periodicamente no bosque em Fontainebleau com os artistas Th&eacute;odore Rousseau, Jean Fran&ccedil;ois Millet e Daubigny. Em PAris no ano de 1869 passou a frequentar o Caf&eacute; Guerbois, onde conheceu &Eacute;douard Manet</p>
<p>	Com a eclos&atilde;o da guerra Franco-Prussiana em 1870, Monet foi trabalhar em London, onde conheceu o aventureiro e simp&aacute;tico negociante Paul Durand-Ruel. No ano seguinte Monet e sua esposa, Camille, com a qual havia se casado em 1870, estabeleceram-se em Argenteuil, onde estabeleceram uma resid&ecirc;ncia semi-fixa (ele continuaria a viajar periodicamente com sua esposa) pelos pr&oacute;ximos seis anos.</p>
<p align="justify">
	As constantes viagens de Monet durante este per&iacute;odo estavam relacionadas com sua ambi&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica. O fen&ocirc;meno da luz natural, atmosfera e calor cativaram a sua imagina&ccedil;&atilde;o, e ele buscava registrar de forma fiel toda essa encantadora variedade.</p>
<p align="justify">
	Aos poucos ia desenvolvendo uma agu&ccedil;ada percep&ccedil;&atilde;o acerca das variedades de matizes e subtons das cores das paisagens. Paul C&eacute;zanne ichegou a afirmar que considerava que Monet possuia um olhar prodigioso para captar a ess&ecirc;ncia daquilo que pintava.</p>
<p align="justify">
	Relativamente poucas de suas telas da d&eacute;cada de 1860 sobreviveram. Durante esta d&eacute;cada e a de 1870 tamb&eacute;m, Monet sofreu dificuldades finaceiras extremas e frequentemente destu&iacute;a seus pr&oacute;prios trabalhos antes que eles fossem arrancados pelos credores.</p>
<p align="justify">
	Um surpreendente exemplo de seu estilo inicial &eacute; a obra Terrace at Sainte-Adresse (1867). A pintura painting possui um brilhante raio de luz, cores naturais. Aos poucos, foi abandonando as tonalidades escuras e tenebrosas de suas primeiras obras e adotou uma paleta de cores frias e ao mesmo tempo transparentes.</p>
<p align="justify">
	Fundamentado-se nos pressentimentos tumultuosos de Delacroix e pela convers&atilde;o moderada que caracteriza a pintura de Corot, de Millet, a revolu&ccedil;&atilde;o que Monet realiza tem como objetivo libertar a pintura ocidental do jugo da forma, descobrindo formid&aacute;veis fontes de energia e exprimindo as for&ccedil;as e as tens&otilde;es do universo. Quando apresentado ao marchand Durand-Ruel, em Londres, em 1871, este far&aacute; o seguinte coment&aacute;rio: &quot;Aqui est&aacute; um homem que ser&aacute; mais forte que todos n&oacute;s.&quot;</p>
<p align="justify">
	<strong>O l&iacute;der do Impressionismo</strong></p>
<p align="justify">
	Em 1874, Monet participa de uma exposi&ccedil;&atilde;o de grupo com o fot&oacute;grafo Nadar, mostrando uma tela intitulada Impress&atilde;o, Sol Levante (1872, Paris, Museu Marmottan, a qual inspira o nome ao movimento (Impressionismo), aparecendo, da&iacute; em diante, como seu l&iacute;der incontest&aacute;vel, suscitando ao mesmo tempo pol&ecirc;mica e admira&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;ando pelo pr&oacute;prio Durand-Ruel, que lhe abrir&aacute; regularmente sua galeria para a exposi&ccedil;&atilde;o de obras e lhe conceder&aacute; uma confian&ccedil;a ilimitada e prosseguindo com o apoio de escritores igualmente eminentes, como Maupassant, Zola ou Mirbeau.</p>
<p>	Durante a d&eacute;cada de 1880 a coes&atilde;o que havia no grupo dos impressionistas come&ccedil;a a se dissolver, entretanto alguns membros continuavam a trabalhar juntos ocasionalmente. Em 1883 Monet muda-se para Giverny, mas continua viajando periodicamente a Londre, Madri e Veneza, assim como a suas cidades favoritas na Fran&ccedil;a. Durante as d&eacute;cadas de 1880 e 1890, gradualemnte come&ccedil;a a conquistar sucesso de cr&iacute;tica e ter algum retorno financeiro. Isso foi conseguido em parte gra&ccedil;as aos esfor&ccedil;os de Durand-Ruel que promoveu uma exibi&ccedil;&ccedil;&atilde;o dos trabalhos de Monet no in&iacute;cio de 1883, e posteriormente organizou uma exposi&ccedil;&atilde;o reunindo v&aacute;rios trabalhos de impressionistas para uma grande exposi&ccedil;&atilde;o em 1886 nos Estados Unidos.<br />
	Durante esse per&iacute;odo Monet desenvolve um estilo mais expansivo e expressivo. Sua obra &quot;In Spring Trees by a Lake&quot; (1888), a superf&iacute;cie da &aacute;gua parece vibrar eletricamente carregada de luz e calor. Paradoxalmente, enquanto seu estilo continua amadurecendo e sua vis&atilde;o atingindo uma sensibilidade cada vez maior o aspecto rigorosamente ilusionistico de suas pinturas come&ccedil;a a desaparecer. A forma pl&aacute;stica se dissolve em pigmentos coloridos, o espa&ccedil;o tridimensional evapora-se. Seus quadros contudo invariavelmente inspirados pelo mundo vis&iacute;vel, crescentemente surgem como objetos que s&atilde;o acima de tudo pinturas e n&atilde;o c&oacute;pias da realidade. <br />
	Nesse per&iacute;odo Claude Monet pintou uma s&eacute;rie de imagens da Catedral de Rouen em v&aacute;rios hor&aacute;rios e pontos de vista diferentes. Vinte pinturas da catedral foram exibidas na galeria Durand-Ruel em 1895. Ele tamb&eacute;m fez uma s&eacute;rie de pinturas de pilhas de feno. Monet gostava principalmente de pintar a natureza controlada &#8211; seu pr&oacute;prio jardim, seus nen&uacute;fares e sua ponte. Tamb&eacute;m pintou uma s&eacute;rie de bancos ao longo do Sena.</p>
<p>	<img align="left" alt="Casa de Claude Monet em Giverny. Atualmente funciona como um museu." border="0" height="209" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/claudemonet_casagiverny.jpg" width="343" />Durante vinte anos, Monet atira-se a uma incans&aacute;vel pesquisa: tanto em Normandie como em C&ocirc;te d&rsquo;Azur, tanto em Londres como em Paris, se faz int&eacute;rprete de um universo promissor, onde a mat&eacute;ria, submetida as misteriosos caprichos da luz, parece eternamente recriada, se desfaz para criar-se outra vez. Essa &quot;ambi&ccedil;&atilde;o sobre-humana&quot;, segundo a f&oacute;rmula de Georges Clemenceau, encontrou sua express&atilde;o privilegiada nas famosas s&eacute;ries: a de Meules (1891), a de Peupliers (1892) e sobretudo da Catedral de Rouen, que ele exp&ocirc;s em 1895, e das vistas do T&acirc;misa, em Londres, que pintou entre 1900 e 1904. De sua estada em Venise em 1908, Monet apresenta n&atilde;o menos que 29 telas. Trabalha incessante para a exposi&ccedil;&atilde;o de 1901 e depois, entre 1904 e 1906, pinta 48 Ninf&eacute;ias. Em 1914 Monet come&ccedil;ou uma nova grande s&eacute;rie de pinturas de seus nen&uacute;fares, ap&oacute;s sugest&atilde;o de um amigo, o pol&iacute;tico Georges Clemenceau. Ent&atilde;o, Clemenceu, valendo-se da amizade que tinha com Monet, convence-o a doar as telas pintadas no vasto atelier de Giverny, as quais s&atilde;o colocadas em duas salas subterr&acirc;neas do l&rsquo;Orangerie des Tuileries, em Paris, com oito telas imensas, a maior delas com 17 metros de comprimento. Este ser&aacute; o &uacute;ltimo ciclo de pinturas conclu&iacute;das por Monet. Por&eacute;m, sua inaugura&ccedil;&atilde;o somente ocorrer&aacute; em 1927, ap&oacute;s a morte do artista. Sua &uacute;ltima casa, em Giverny, foi transformada em museu.</p>
<p align="justify">
	Em verdade, Monet fez &agrave; pintura o mesmo que Debussy fez &agrave; m&uacute;sica, ou Proust, Joyceet e Pound fizeram &agrave; literatura, ou Heiddeger fez &agrave; filosofia, isto &eacute;, promoveu uma excitada explos&atilde;o de uma nova aventura do esp&iacute;rito na conquista do infinito.</p>
<p>	Morreu em 1926 e sobre seu caix&atilde;o, Clemenceau colocou uma mortalha surpreendentemente colorida, justificando: &quot;Nada de cores negras para Monet.&quot;</p>
<p>
	<strong>Fontes:<br />
	</strong><br />
	<strong>Enciclop&eacute;dia Atlas</strong> (em franc&ecirc;s)</p>
<p>
	<strong>Claude Monet</strong><br />
	<a class="link1" href="http://www.cinderela.com.br/pitoresco/textos/monet/monet2.htm" target="_blank">http://www.cinderela.com.br/pitoresco/textos/monet/monet2.htm</a></p>
<p>
	<strong>Artes Pl&aacute;sticas</strong><br />
	<a class="link1" href="http://www.edukbr.com.br/artemanhas/monet.asp" target="_blank">http://www.edukbr.com.br/artemanhas/monet.asp</a></p>
<p>
	<a class="link1" href="http://www.edukbr.com.br/artemanhas/monet.asp" target="_blank"><strong>ABC Gallery</strong> <br />
	http://www.abcgallery.com</a></p>
<hr alt="Galeria" class="system-pagebreak" title="Galeria" />
<p>
	GALERIA</p>
<dl class="ZenphotoPress_badge ZenphotoPress_shortcode"><hr /></dl>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/claude-monet/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Camille Claudel</title>
		<link>http://www.beatrix.pro.br/index.php/camille-claudel/</link>
		<comments>http://www.beatrix.pro.br/index.php/camille-claudel/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 01:07:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte - Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Camille Claudel]]></category>
		<category><![CDATA[Escultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia da escultora francesa Camille Claudel]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><img align="left" alt="Camille Claudel" border="0" height="143" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/camille1.jpg" width="102" /><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 10pt;"><strong>Camille Claudel</strong> nasceu no dia 8 de dezembro de 1864, em Villeneuve-sur-F&eacute;re, na Fran&ccedil;a em uma pequena cidade do Tardenois, nos arredores de Paris, sendo a segunda entre quatro irm&atilde;os de uma fam&iacute;lia burguesa francesa. O primeiro filho, tamb&eacute;m chamado Camille, morreria logo ap&oacute;s nascer e portanto Camille Claudel, menina, tornou-se assim a irm&atilde; mais velha, sendo o ca&ccedil;ula Paul Claudel, que viria a tornar-se o festejado poeta, escritor cat&oacute;lico e diplomata do Estado franc&ecirc;s.</span></span></div>
<p>
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 10pt;"><br />
	</span></span></p>
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	<span id="more-34"></span></p>
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	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 10pt;"> <br />
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	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 10pt;">Camille contou sempre com o apoio paterno e conviveu com uma certa rusga com a m&atilde;e e a irm&atilde; Louise, que viria a se acentuar muito no final de sua vida.Incentivada pelo pai, p&ocirc;de desenvolver sua voca&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, dedicando-se aos primeiros estudos de escultura.Aos catorze anos ela j&aacute; esculpia, seu professor era Alfred Boucher.</span></span></div>
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	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 10pt;"></p>
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	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><img align="left" alt="Camille Claudel e sua família" border="0" height="371" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/camille_claudellfamilia.jpg" width="203" /></span></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 10pt;">Alfred e outras pessoas j&aacute; notavam no &iacute;nicio da carreira de Camille a grande semelha&ccedil;a das esculturas dela e de Rodin. Posteriormente, em 1881 (Camille com 17 anos) a fam&iacute;lia Claudel mudou-se para Paris, estimulada pela sugest&atilde;o do escultor Boucher a Camille, que reconhecia nela um talento a ser desenvolvido, e pela preocupa&ccedil;&atilde;o de seu pai que procurava melhorar os padr&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o e preparo dela e de seus irm&atilde;os.</span></span></div>
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	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br />
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	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;">Em Paris, Boucher que orientara at&eacute; ent&atilde;o Camille Claudel, recomendou-a a Rodin. Ela viria a se tornar sua aluna, disc&iacute;pula, colaboradora e amante. Assim ela se tornou a primeira mulher a quem Rodin deu aulas.</span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> </span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> Em 1888, Camille e Rodin passaram a ter uma rela&ccedil;&atilde;o amorosa. Durante essa fase eles tamb&eacute;m costumavam servir de modelo um para o outro.</span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> </span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> Por esculpir figuras nuas e ser amante assumida de Rodin, Camille passou ent&atilde;o a ser rejeitada pela sociedade. Passando assim a ser v&iacute;tima de um duplo preconceito, por ser mulher e tamb&eacute;m por ser escultora.</span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> </span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> Camille logo demonstrou sua grande habilidade e foi uma das principais respons&aacute;veis pelo desenvolvimento de v&aacute;rios projetos, de esculturas ou de parte delas, dentre as encomendas que chegavam ao atelier do grande escultor, ent&atilde;o em intensa fase criativa e no limiar de um reconhecimento mais consistente. Durante sua carreira Camille fez v&aacute;rias esculturas como: &quot;Idade madura&quot;, &quot;Sakuntala&quot;, &quot;Perseu e Medusa&quot;, &quot;A aurora&quot; e &quot;Pequena castel&atilde;&quot;.</span></span></span></div>
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	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> </span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><img align="left" alt="Camille Claudel em seu ateliê" border="0" height="278" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/camille_claudellatelie.jpg" width="188" /></span></span></span><span style="font-size: 10pt;">O romance entre Rodin e Claudel duraria quase 15 anos, nesse per&iacute;odo trabalharam juntos numa comunh&atilde;o de talentos e de identidades criativas at&eacute; o afastamento definitivo que ocorreria por volta de 1894. Rodin 20 anos mais velho que Camille resolveu viver com Rose uma mulher 40 anos mais velha que ela. Ap&oacute;s a ruptura, que marcaria profundamente Rodin e sua obra, o sentimento de fracasso afetivo e a solid&atilde;o encaminharam a fr&aacute;gil estrutura emocional de Camille Claudel ao desespero, ao ressentimento e ao &oacute;dio de seu antigo companheiro.</span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> </span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> Passou a viver isolada em seu atelier, tornando-se a &quot;reclusa do Quai Bourbon&quot;, restrita a um espa&ccedil;o &uacute;mido e mal-conservado, em plena &Icirc;le de Saint-Louis, no cora&ccedil;&atilde;o de Paris.</span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> </span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> Ap&oacute;s v&aacute;rias manifesta&ccedil;&otilde;es de uma paran&oacute;ia persecut&oacute;ria, naufragada na mis&eacute;ria, na solid&atilde;o e no desespero da falta de reconhecimento que lhe teria sido importante num dado momento, Camille passou a responsabilizar de maneira crescente a Rodin pelos seus insucessos e dificuldades, a ponto de colocar em risco sua pr&oacute;pria vida.</span></span></span></div>
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	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> </span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> <span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><img align="left" alt="Camille Claudel  no Hospital de  Montdevergues em 1929" border="0" height="235" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/camille-montdevergues.jpg" width="133" /></span></span>Vivendo pobremente, assistiu cerrarem-se suas oportunidades como escultora uma vez que lhe faltavam encomendas para obras em espa&ccedil;os p&uacute;blicos, o que ela atribu&iacute;a a influ&ecirc;ncias nefastas de seu antigo mestre. Passou a esculpir e para logo em seguida, destruir e enterrar seus estudos e maquetes. Camille tinha medo de que Rodin assinasse-as roubando-lhe a sua autoria. Outro motivo seria o ci&uacute;me e a raiva que ela sentia por haver sido desprezada por Rodin.</span></span></span><br />
	<span style="font-family: American Classic; font-size: 12pt;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 10pt;"> Dessa maneira, melancolicamente foi internada por sua fam&iacute;lia num asilo de alienados, no ano de 1913, uma semana depois da morte de seu pai, que sempre a protegera ou auxiliara na medida do poss&iacute;vel. No hosp&iacute;cio a que foi destinada, ficaria reclusa e quase esquecida de seus poucos amigos e de seus familiares, at&eacute; falecer em 1943. Procedeu-se assim a uma esp&eacute;cie de condena&ccedil;&atilde;o e cumprimento de uma silenciosa pena de pris&atilde;o perp&eacute;tua, que durou trinta anos e exting&uuml;iu a chama do talento e da vivacidade de uma grande escultora.</span></span></span> <br />
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	<strong>GALERIA<br />
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	<strong>Fontes:</strong></p>
<p>	<strong>Na internet:</strong></p>
<p>	<strong>Association Camille Claudel</strong><br />
	<strong> </strong><a class="link1" href="http://www.camilleclaudel.asso.fr/" target="_blank">http://www.camilleclaudel.asso.fr/ </a><br />
	<strong> </strong><br />
	<strong> Mus&eacute;e Rodin</strong><br />
	<a class="link1" href="http://www.musee-rodin.fr/claud-e.htm" target="_blank">http://www.musee-rodin.fr/claud-e.htm </a></p>
<p>	<strong>Some Beautiful (If Tortured) Works of Camille Claudel</strong><br />
	<a class="link1" href="http://www.cs.wustl.edu/%7Eloui/camille.html" target="_blank">http://www.cs.wustl.edu/~loui/camille.html </a></p>
<p>	<strong>The Sculpture of Camille Claudel</strong><br />
	<a class="link1" href="http://www.bc.edu/bc_org/avp/cas/fnart/art/claudel.html" target="_blank">http://www.bc.edu/bc_org/avp/cas/fnart/art/claudel.html</a></div>
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<hr class="system-pagebreak" title="Galeria" />
<dl class="ZenphotoPress_badge ZenphotoPress_shortcode"><hr /></dl></p>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/camille-claudel/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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