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	<title>Página da Beatrix &#187; Biografias</title>
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	<description>Página da Beatrix</description>
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		<title>H.P. Lovecraft</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 17:11:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[H.P. Lovecraft]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia do escritor H.P. Lovecraft]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_1.jpg" border="0" alt="" align="left" />Howard    Phillips Lovecraft (1890-1937) é provavelmente um dos mais conhecidos    e consagrados escritores do gênero terror e fantástico de todos    os tempos, além de ser até hoje, uma grande inspiração    para vários escritores do gênero. Muitos escritores incluindo Stephen    King, Bentley Little, Joe R. Lansdale, Alan Moore e Neil Gaiman, tem citado    Lovecraft como a influência mais significativa. Lovecraft foi capaz de    desenvolver um mítica própria, extremamente original e convincente,    ao ponto de confundir seus leitores que chegaram a achar que alguns dos mitos,    deuses e criaturas citados por ele fossem reais. Um exemplo controverso disso    é o livro Necronomicon, que muitos acreditam ser referência a um    livro antigo que de fato existiu, quando na verdade era apenas uma obra de sua    prodigiosa imaginação.</div>
<p><span id="more-115"></span><br />
<strong> O Necronomicon</strong></p>
<div><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_necronomicon.jpg" border="0" alt="Necronomicon" align="left" />O Necronomicon é um   livro fictício de invocação de demônios escrito pelo, também    fictício, Abdul Alhazred, um poeta árabe louco.  O livro também seria conhecido como Al Azif (Uivo dos Demônios Noturnos). Segundo Lovecraft, azif é o nome usado pelos árabes para designar aquele barulho noturno, produzido pelos insetos, que supõem ser o uivo de demónios.  Necronomicon seria a tradução em grego do livro e significa algo como &#8220;Livro dos mortos&#8221; ou &#8220;Livro dos Nomes Mortos&#8221;.</div>
<div>O mito que se criou sobre a existência real deste livro, foi fomentado especialmente pela publicação    de vários falsos Necronomicons e por um texto, da autoria do próprio    Lovecraft, explicando a sua origem e percurso histórico.</div>
<div>Nesse ponto ele foi bastante detalhista, conferindo uma biografia para  Abdul Alhazred em que consta que ele teria nascido em nasceu em Sanna no Iêmen, e que teria scrito o livro por volta de 730 d.C, em Damasco. Ao contrário do que se pensa, não seria apenas uma lista de rituais e encantos, mas uma narrativa longa e complexa, sendo que alguns trechos isolados descreveriam rituais e fórmulas mágicas.  Nele são descritos numerosos rituais para ressuscitar os mortos, contactar com entidades sobrenaturais, viajar pelas dimensões aonde habitam estes seres, trazer de volta a Terra antigas divindades banidas e aprisionadas, etc. É mencionado ainda a sua simples leitura poderia para provocar a loucura e a morte.</div>
<div>Nesse ponto, Lovecraft inspirou-se em seus conhecimentos sobre mitologia antiga. Há referências à Biblia, aos mitos árabes e hebraicos como os Nephilins (seres gigantes, filhos anjos caídos que teriam descido à terra para possuir as mulheres humanas), e até mesmo referências à mitologia nórdica. Acompanhado da fictícia biografia de  Abdul Alhazred havia é claro uma teoria da conspiração envolvendo o Necronomicon através dos tempos. Nela, Lovecraft afirma que o livro teria sido banido pelo Papa Gregório IX em 1232, logo após a sua tradução para o latim, e que dos exemplares ainda existentes um está guardado no Museu Britânico em Londres e outro na Biblioteca Nacional em Paris.</div>
<div>Usando esta fórmula de atribuição a um autor antigo de um livro, cuja cópia em seu poder seria a última existente, o autor desenvolve a idéia de um livro mágico citado em suas obras, creditando possíveis excessos à alma de poeta do &#8220;autor&#8221; original do texto, que seria o tal poeta louco.</div>
<div>O recurso literário de se atribuir a um autor antigo a verdadeira autoria de sua obra já foi utilizada por escritores como Jorge Luís Borges e Umberto Eco.</div>
<div>Mesmo negando a existência real do livro, inúmeros fãs escreviam cartas a Lovecraft querendo informações sobre a autenticidade do mesmo. Um fenômeno parecido ao que aconteceu com o escritor Conan Doyle, que recebia cartas enviadas por pessoas que achavam que Sherlock Holmes existia de fato.</div>
<div>Entre os escritores que escreveram um Necronomicons falsos está o italiano Frank G. Ripel, fundador de uma Escola de Mistérios &#8211; a Ordem Rosa Mística. Em um de seus livros &#8211; La Magia Lunar &#8211; Ripel fornece uma tradução em castelhano do &#8220;verdadeiro Necronomicon&#8221; que, segundo Ripel, teria sido formulado há mais ou menos 4.000 anos a.C.</div>
<div>Entre as muitas lendas surgidas e teorias da conspiração surgidas em torno do Necronomicon há as que o ligam a figura controversa do polêmico ocultista britânico, Aleister Crowley e até mesmo aos nazistas.</div>
<div><strong>Os mitos de Cthulhu </strong></div>
<div>Lovecraft foi talvez o primeiro a associar divindades a seres extraterrestres. Seus mitos são atualmente, referência no cinema, na música, jogos, HQs e RPGs.</div>
<div>Outra curiosidade    sobre os mitos criados por Lovecraft, é que alguns até tencionaram    criar uma religião para as suas deidades míticas. O mais curioso    é que Lovecraft era declaradamente ateu.</div>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_cthulhu_myths.jpg" border="0" alt="" align="left" /></p>
<p align="justify">Embora não tenha feito tanto sucesso em vida, tendo um número    restrito de leitores, sua fama posteriormente cresceu muito ao longo das décadas,    e ele agora é comumente considerado como um dos mais influentes escritores    de terror do século 20, exercendo influência generalizada e indireta,    e com freqüência é comparado a Edgar Allan Poe, que aliás era uma das grandes influências de Lovecraft, ao lado de Lord Dunsany, cujas narrativas de fantasia inpiraram  muitas de suas histórias.</p>
<p align="justify">Suas constantes referências a horrores antigos e a monstros e divindades ancestrais acabaram por gerar algo análogo a uma mitologia, hoje vulgarmente chamada <em>Cthulhu Mythos</em>, contendo vários panteões de seres extradimensionais tão poderosos que eram ou podiam ser considerados deuses, e que reinaram sobre a Terra milhões de anos atrás. Entre outras coisas, alguns dos seres teriam sido os responsáveis pela criação da raça humana e que  teriam uma intervenção direta em toda a história do universo.</p>
<p align="justify">Entre os atuais admiradores de Lovecraft está Stephen King que o considera simplemente &#8220;o maior especialista do conto clássico    de horror do século XX&#8221;. Há atualmente vários círculos    de admiradores de Lovecraft espalhados pelo mundo e sua obra já foi traduzida    em vários idiomas.</p>
<p align="justify">A expressão <em>Cthulhu Mythos</em> foi criada, após a    morte de Lovecraft, pelo escritor August Derleth, um dos muitos escritores a    basearem suas histórias nos mitos de Lovecraft.</p>
<p align="justify">Cthulhu é uma entidade, um ser fantástico, o    mais poderoso dos Grandes Ancestrais (Great Old Ones). Neste conto, que o apresenta,    Lovecraft deixa claras suas intenções no gênero de horror.    A ameaça não vem de fora, mas de dentro. O horror não está    no monstro, mas no medo que ele inspira aos personagens.</p>
<blockquote>
<p align="justify"><em>&#8220;Na minha opinião, a melhor coisa do mundo      é a incapacidade da mente humana em correlacionar tudo o que há      nela. Nós vivemos em uma plácida ilha de ignorância no      meio de negro e infinito mar, e não fomos feitos para nele viajarmos.      As ciências, cada uma perambulando em uma direção, até      agora pouco nos afligiram. Porém, algum dia, o acumulo de tantas peças      desconexas de conhecimento irá nos abrir horrendas visões da      realidade, que nosso destino repousará entre a insanidade das revelações      ou a fuga da luz mortal para a paz e a segurança de uma nova era de      ignorância.&#8221;</em> H.P. Lovecraft.</p>
</blockquote>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_reanimatorxlgdk2.jpg" border="0" alt="" align="left" />No    cinema há vários filmes que se inspiram em contos de Lovecraft    ou mesmo nos seus mitos, como exemplo temos Reanimator, The dreams in the witch    house, The mouth of madness, Evil Dead 2 (cita o livro Necronomicon), The Call    of Cthulhu (inspirado no mitos de Cthulhu),The Whisperer in Darkness (&#8220;Um    sussurro nas trevas&#8221;. Inspirado no conto de mesmo nome)</p>
<p align="justify">Nos HQs há histórias totalmente baseadas nos    mitos de Lovecraft como a série The Whisperer in Darkness e The Call of Cthulhu, além    de referências mais vagas como por exemplo o &#8220;Arkhan Asylum&#8221;    da HQ Batman.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">
<p align="justify">No    mundo do RPG Cthulhu é um personagem bem presente, inclusive em 1980,    os criadores do jogo Dungeons &amp; Dragons incluíram várias criaturas    dos mitos de Cthulhu no guia de recursos chamado “Deities and Demigods”.    Infelizmente, fizeram isso sem saber que a Arkham Press, que detinha os direitos    de propriedade intelectual de Lovecraft, já tinha licenciado os direitos    a Chaosium, Inc.</p>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/Lovecraft_rpg_chaosin.jpg" border="0" alt="Suplemento Arkahn da Chaosin referente ao RPG Cthulhu" align="left" />Publicações subseqüentes do livro de recursos    excluíram as criaturas mitológicas de Cthulhu. Posteriormente    a Chaosin lançaria o livro de RPG de terror O Chamado de Cthulhu”    que se tornaria um dos mais famosos do gênero.</p>
<p align="justify">Além da obra de Lovecraft o RPG da Choasin também    se inspira em escritores como Clark Ashton Smith, Frank Belknap Long, August    Derleth e Robert W. Chambers que contribuíram com idéias assustadoras    que rapidamente se tornaram parte do imaginário dos fãs de Lovecraft,    como por exemplo, Ubbo-Sathla, os Cães de Tindalos, o Habitante da Escuridão,    O Rei em Amarelo, etc. Essas obras fundamentais e que com justiça foram    incorporadas ao jogo de Call of Cthulhu, acrescentaram novos horrores para desafiar    a sanidade dos jogadores.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">“O Chamado de Cthulhu” é um jogo totalmente    baseado nos mitos de Cthulhu. Os jogadores assumem papéis de pessoas    normais que caem no mundo aterrorizante da imaginação de Lovecraft.    Assim como acontece com as personagens nas histórias de Lovecraft, o    melhor que a maioria delas pode esperar é uma morte rápida antes    de ficar completamente maluca. As personagens devem desvendar mistérios    sabendo que, apenas adquirindo conhecimento, elas colocam sua sanidade em risco.    Um jogo bem feito cria uma sensação de inquietação    e paranóia entre os jogadores.</p>
<p align="justify">No mundo dos videogames também há outras referências    a Cthullu. O mais conhecido é o game “O Chamado de Cthulhu: lugares    sombrios da Terra”. Nesse jogo, se tem a visão em primeira pessoa    à medida que explora o universo de Lovecraft, enfrentando pesadelos do    outro mundo e lutas pela sobrevivência. Os mitos de Cthulhu são    a principal influência de muitos outros jogos como The Lurking Horror    e Discworld Noir.</p>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_band.jpg" border="0" alt="" align="left" />Entre    as bandas que já criaram músicas inspiradas na obra de Lovecraft    estão Metallica (The Call Of Ktulu), Cradle Of Filth (Cthulhu Dawn),    King Diamond (Curse of The Pharaohs), Black Sabbath (Behind the Wall of Sleep),    Zombeast (Cthulhu), Blue Öyster Cult (O nome, algo como, &#8220;Culto da    Ostra Azul&#8221;, foi retirado da obra de HP Lovecraft, assim como grande parte    da temática da banda), Mercyful Fate (The Mad Arab e Kutulu, The Mad    Arab Part Two). Não podemos esquecer também de uma banda de rock    psicodélico dos anos 60-70 que traz o nome do escritor.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">Uma das principais inspirações de Lovecraft é    a idéia de &#8220;terror cósmico&#8221;. A idéia de que a    vida é incompreensível à mente humana e que o universo    é fundamentalmente extraterreno. Aqueles que possuem este conhecimento,    são os seus protagonistas e jogam com a sanidade mental dos demais.</p>
<blockquote>
<p align="justify"><em>&#8220;Todos os meus sonhos, por heterogêneos que      possam ser uns em relação aos outros, se baseiam sobre uma crença      legendária fundamental de que nosso mundo foi, em um momento, habitado      por outras raças que, porque praticavam a magia negra, foram destituídas      de seu poder e expulsas, mas vivem sempre no espaço exterior&#8230; Sempre      dispostas a retomar a posse desta terra&#8230;” </em>H.P. Lovecraft.</p>
</blockquote>
<p align="justify">
<p align="justify"><strong>Biografia</strong></p>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_1900.jpg" border="0" alt="Lovecraft aos 9 anos de idade" align="left" />Lovecraft    nasceu no dia 20 de agosto de 1890, em Providence, Rhode Island. (A casa foi    demolida em 1961). Ele foi o único filho de Winfield Scott Lovecraft,    um negociante de jóias e metais preciosos, e Sarah Susan Phillips Lovecraft.    Uma família tão tradicional que poderiam traçar a sua árvore    geneológica na América desde a chegada dos colonizadores em 1630.</p>
<p align="justify">Seus pais se casaram por volta dos trinta anos, o que era considerada uma idade    avançada para um casamento na época. Em 1893, seu pai teve uma    grave crise psicótica em um hotel de Chicago, durante uma viagem de negócios.    Ele foi levado de volta para Providence e internado no Hospital Butler, uma    casa de repouso. Desde esse incidente ele permaneceu constantemente internado    até sua morte em 1898. A essa época, Lovecraft tinha apenas nove    anos de idade.</p>
<p align="justify">Lovecraft acreditou ao longo de sua vida que seu pai havia    morrido em um estado de paralisia imposta pelo &#8220;esgotamento nervoso&#8221;,    devido ao excesso de trabalho. Não se sabe ao certo se Lovecraft era    ciente da verdadeira natureza da doença de seu pai, ou a sua causa. O    pai de Lovecraft teria morrido certamente em decorrência da sífilis,    e provavelmente sua mãe sofria do mesmo mal, ainda que tenha recebido    tintura de arsênico como &#8220;medicação preventiva&#8221;.</p>
<p align="justify">Após a morte do pai, Lovecraft passou a morar com a    mãe Sarah, suas duas tias, Lillian Delora Phillips e Annie Emeline Phillips,    e seu avô, Whipple Van Buren Phillips, na residência da família.</p>
<p align="justify">Lovecraft desde criança era considerado um verdadeiro    prodígio. Com apenas dois anos já recitava poesias, com três    já lia e com seis já começava a escrever seus primeiros    poemas. O avô procurava estimular desde cedo seu interesse pela leitura,    oferecendo-lhe livros como &#8220;As mil e uma noites&#8221;, &#8220;O Livro de    Ouro da Mitologia&#8221; (Age of Fable) de Thomas Bulfinch e versões infantis    da &#8220;Odisséia&#8221; e da &#8220;Ilíada&#8221; de Homero. O avô    também despertou em Lovecraft o gosto pelos contos de horror gótico.    Ao que parece o próprio avô criava alguns contos no estilo. A mãe    de Lovecraft não aprovava esse tipo de leitura, pois ela temia que isso    pudesse afetá-lo de forma negativa.</p>
<p align="justify">Apesar de haver especulações sobre o fato de    Lovecraft ser ou não portador de sífilis, que ele poderia ter    contraído congenitamente, o que se sabe é que Lovecraft era uma    criança muito doente. Tais doenças eram atribuídas por    ele a uma variadade de causas, algumas provavelmente psicossomáticas.</p>
<p align="justify">Devido a fragilidade de sua saúde, ele pouco frequêntou    a escola antes dos 8 anos de idade, e depois de um ano de estudos na Slater    Avenue School deixaria novamente a escola. Durante esse período ele leu    vorazmente, interessando-se principalmente por química e astronomia.    L. Sprague de Camp, biógrafo de Lovecraft, afirmou que ele sofria de    poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele    fosse sempre gelada ao toque. Devido aos seus problemas de saúde, ele    freqüentou a escola de maneira bastante irregular mas era um leitor contumaz    e um magnífico autodidata.</p>
<p align="justify">Nesse período chegou a publicar amadoramente dois jornais    sobre Ciências e Astronomia: &#8220;The Scientific Gazette&#8221; e &#8220;The    Rhode Island Journal of Astronomy&#8221;, que eram distribuídos entre    seus amigos.</p>
<p align="justify">Quando foi para a escola secundária, Hope Street High    School, desenvolveu ainda mais seus gostos pelos estudos, encontrando incentivo    tanto dos professores quanto dos novos colegas. Foi durante esse período,    em 1906, que se deu sua estréia nas letras impresas, através de    uma carta sobre astronomia para o Providence Sunday Journal. Logo a seguir ele    passaria a contribuir mensalmente com uma coluna sobre astronomia para o Pawtuxet    Valley Gleaner, um pequeno interiorano de pouca circulação. Nos    anos que se seguiram ele colaboraria com vários periódicos como    Providence Tribune (entre 1906-1908) e o Providence Evening News (entre 1914-1918),    bem como para o Asheville e o Gazette-News (1915).</p>
<p align="justify">Em 1986, o Necronomicon Press, boletim de admiradores de H.P.    Lovecraft publicaria em suas páginas as seleções dos primeiros    artigos de Lovecraft na imprensa, incluíndo a carta sobre astronomia    que foi publicada no Providence Sunday Journal e as colunas do Pawtuxet Valley    Gleaner. Atualmente isso se tornou um item de colecionador.</p>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_house.jpg" border="0" alt="" align="left" />Em    1904, o avô de Lovecraft veio a falecer, o que afetou enormemente sua    vida. A má gestão da herança de seu avô deixou a    sua família, em difícil situação financeira. Isso    obrigou a família a mudar-se da ampla e bela casa em estilo vitoriano    para acomodações muito menores na Angell Street. Lovecraft era    tão profundamente afetado pela perda de sua casa onde nasceu e ele chegou    até mesmo a pensar em suicidar-se por um tempo, talvez essas idéias    lhe viessem a mente enquanto ele passeava de bicicleta e contemplava as profundas    e escuras águas do Rio Barrington. Felizmente o interesse pela leitura    e pelos estudos fizeram com que ele desistisse de tais pensamentos mórbidos.</p>
<p align="justify">Em 1908, antes da sua graduação na escola secundária,    ele afirmou ter sofrido o que mais tarde ele mesmo descreveria como um &#8220;colapso    nervoso&#8221;, e, conseqüentemente, nunca recebeu seu diploma colegial    (embora ele tenha dito durante a maior parte de sua vida que concluiu a graduação    no colegial). ST Joshi sugere, em sua biografia sobre Lovecraft que uma causa    primária para este fracasso foi a sua dificuldade em matemática,    uma área que ele precisava dominar para se tornar um astrônomo    profissional. Este fracasso para completar sua educação (ele pretendia    estudar na Brown University), foi uma grande fonte de decepção    e vergonha durante toda a sua vida.</p>
<p align="justify">De início Lovecraft chegou a escrever alguma ficção, trabalhos    juvenis, aos quais não atribuiu muita importância. Entre 1908 até    1913, sua produção foi principalmente poesia. Durante esse tempo,    ele viveu um período de profundo isolamento, com quase nenhum contato    com ninguém, exceto sua mãe.</p>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_uapa.gif" border="0" alt="UAPA" align="left" />Esse    estado de isolamento mudaria um pouco depois que ele escreveu uma carta para    a revista <strong>The Argosy</strong> (estilo pulp fiction), criticando as histórias    de amor insípidas de um dos escritores mais populares da publicação,    chamado Fred Jackson. Iniciou-se à partir daí um debate através    de cartas publicadas na revista Argosy e também em outros periódicos    do tipo. Tal debate chamou a atenção de Edward F. Daas, presidente    da United Amateur Press Association (UAPA), que convidou Lovecraft para participar    da <strong>UAPA</strong> em 1914.<br />
A participação na UAPA ajudou a revigorar Lovecraft incitando-o    a contribuir com muitos poemas e ensaios não só para a UAPA mas    para vários outras revistas e jornais.</p>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_dagon.jpg" border="0" alt="" align="left" />Em    1917, estimulado por cartas, ele retornou à ficção, com    histórias muito bem estruturadas como &#8220;O Túmulo&#8221; e &#8220;Dagon&#8221;.    Este último foi o seu primeiro trabalho publicado profissionalmente,    aparecendo em W. Paul Cook&#8217;s O mendigo (novembro, 1919) e Weird Tales em 1923.    A esse tempo ele começou a se corresponder com vários leitores    e escritores. Suas cartas longas e frequentes fariam dele um dos maiores e mais    prolíficos escritores do século XX nessa modalidade. Graças    ao estimulo dos missivistas e dos associados da UAPA ele se tornou cada vez    mais prolífico e produtivo quanto à ficção, gênero    que o consagrou.</p>
<p align="justify">Em referência à UAPA ele chegou a afirmar várias    vezes a importância da associação para a sua carreira e    mesmo para a sua vida, até pela forma como isso contribui para tirá-lo    do isolamento e principalmente pelo estimula para retornar a ficção.</p>
<blockquote>
<p align="justify"><em>&#8220;Em 1914, quando a mão amigável do      amadorismo se estendeu para mim, eu estava tão próximo do estado      de vegetação quanto qualquer animal&#8230; Com o advento da [Associação]      Unida, ganhei uma renovação de vida, um senso renovado da existência      como sendo algo mais que um peso supérfluo, e encontrei uma esfera      na qual podia sentir que meus esforços não eram totalmente fúteis.      Pela primeira vez, pude imaginar que minhas investidas desajeitadas no campo      da arte eram um pouco mais do que gritos débeis perdidos no mundo indiferente.&#8221;</em> H.P. Lovecraft</p>
</blockquote>
<p align="justify">Entre seus correspondentes estavam Robert Bloch (Psycho), Clark    Ashton Smith e Robert E. Howard, criador de Conan o bárbaro e que também    escreveu diversos contos onde elementos do imaginário Lovecraftiano faziam    participações especiais. Lovecraft junto de Clifford Martin Eddy,    Jr., trabalhou como ghostwriter da revista Weird Tales, para artigos do famoso    mágico Harry Houdini.</p>
<p align="justify">Além de escritores mais conhecidos e que mantinham correspondência    com Lovecraft, havia outros menos conhecidos do público em geral, mas    que também foram muito importantes para consolidar o universo imaginário    de Lovecraft.</p>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_butler.jpg" border="0" alt="" align="left" />Em    1919, após sofrer de histeria e depressão durante um longo período    de tempo, a mãe de Lovecraft teve um colapso nervoso e foi internada    no Hospital Butler, a mesma casa de repouso em que seu marido havia sido internado    anteriormente.</p>
<p align="justify">Durante esse período ela manteve contato com o filho através    de cartas freqüentes. Lovecraft a visitava também e eles continuaram    muito próximos até à sua morte em 21 de maio de 1921, provocada    por complicações de uma cirurgia na vesícula. Lovecraft    ficou arrasado pela perda. A mãe de Lovecraft nunca chegou a ver nenhum    dos trabalhos de seu filho publicados.</p>
<p align="justify">
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_sonia_green.jpg" border="0" alt="" align="left" />Após    a morte de sua mãe, Lovecraft foi a uma convenção de jornalistas    amadores, em Boston, onde conheceu Sonia Greene. Nascida em 1883, ela era judia    de origem ucraniana e sete anos mais velha do que Lovecraft.<br />
Eles se casaram em 1924, e logo depois, o casal se mudou para o bairro do Brooklin    na cidade de Nova York. As tias de Lovecraft não ficaram felizes com    essa união, primeiro pela diferença de idade e depois, ao que    parece, pelo fato de Sonia ser uma comerciante (ela era proprietária    de uma loja de chapéus).</p>
<p align="justify">Inicialmente Lovecraft ficou fascinado por New York, mas logo    a seguir vieram os problemas. As dificuldades financeiras atingiram o casal,    e Sonia perdeu a sua loja de chapéus. Sonia começou a ter problemas    de saúde, e como Lovecraft não conseguia emprego, Sonia acabou    se mudando para Cleveland para conseguir um emprego e Lovecraft ficou morando    sozinho em Brooklin Red Hook. Todas as dificuldades que passou nesse período    ficaram de certa maneira registradas no conto &#8220;O Horror em Red Hook.&#8221; Durante este período Lovecraft escreveu &#8220;A Cidade Sem Nome&#8221; e o conto &#8220;O&#8221; Cão de Caça&#8221;.</p>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_weird_tales_194203.jpg" border="0" alt="" align="left" />Alguns    anos mais tarde, ele e Greene, continuam a viver separadamente, e acabaram concordando    em uma separação amigável, que nunca foi totalmente concluída.    Ele retornou à Providence para morar com sua tias. Devido à infelicidade    do seu casamento, alguns biógrafos têm especulado que Lovecraft    poderia ser assexuado, apesar de que Greene costumava referir-se a ele como    &#8220;um amante adequadamente excelente&#8221;.</p>
<p align="justify">De volta à Providence, Lovecraft viveria em uma &#8220;espaçosa    casa de madeira escura, estilo vitoriano&#8221;, no nº 10 da Barnes Street.    O endereço curiosamente é indicado como a casa do Dr. Willett,    em &#8220;O Caso de Charles Dexter Ward&#8221;. Lovecraft viveu nessa casa até    1933.</p>
<p align="justify">Após o seu retorno à Providence &#8211; a última    década da sua vida &#8211; foi o mais prolífico de Lovecraft. Durante    esse período ele produziu a quase totalidade das suas mais conhecidos    contos para as principais publicações da época (principalmente    Weird Tales).</p>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_dexter_ward.jpg" border="0" alt="" align="left" />É    desse período também &#8220;The Case of Charles Dexter Ward&#8221;    &#8220;The Mound,&#8221; &#8220;Winged Death,&#8221; &#8220;Imprisoned with the Pharaohs&#8221;,    &#8220;The Diary of Alonzo Typer&#8221; e &#8220;At the Mountains of Madness&#8221;.    Com um número cada vez menor de leitores, para sobreviver ele freqüentemente    revisava trabalhos para outros autores e também atuava como ghost-writter    de textos assinados por outros, inclusive poemas e não-ficção.</p>
<p align="justify">Apesar de seus grandes esforços como escritor, no entanto, ele a cada    dia ficava mais pobre. Em 1932, sua tia Lillian faleceu e no ano seguinte ele    se mudou com sua tia Annie para uma casa menor e alugada, situada bem atrás    da biblioteca John Hay.</p>
<p align="justify">Em 1936, o suicídio de seu amigo, Robert E. Howard,    o deixaria bastante abalado. Nesse mesmo ano, Lovecraft foi diagnosticado com    câncer de intestino já em estado bastante avançado, além    disso ele também passou a sofrer de desnutrição. A doença    o debilitava cada vez mais e o fazia sentir intensas dores. Em 10 de março    de 1937 ele foi internado no no Hospital Memorial Jane Brown, em Providence.    Dali a cinco dias, em 15 de março de 1937 ele veio a falecer, estando    então com 46 anos de idade.</p>
<p align="justify"><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/lovecraft_grave.jpg" border="0" alt="" align="left" /> Howard Phillips Lovecraft foi enterrado no dia 18 de março de 1937, no    cemitério Swan Point, em Providence, no jazigo da família Phillips.    Seu túmulo é até hoje o mais visitado do local, mas passaram-se    décadas sem que seu túmulo fosse demarcado de forma exclusiva,    constando seu nome apenas na lápide familiar.</p>
<p align="justify">No centenário de    seu nascimento, fãs norte-americanos se cotizaram para inaugurar uma    lápide definitiva, que exibe a frase &#8220;Eu sou Providence&#8221;, extraída    de uma de suas cartas.</p>
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<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/hp-lovecraft/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Walt Whitman</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 00:36:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Walt Whitman]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia do poeta norte-americano Walt Whitman]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/whitman.jpg" border="1" alt="Walt Whitman" align="left" /></p>
<p>Walt Whitman (1819-1892), poeta norte-americano, revolucionário na forma e na temática de sua poesia, defende a abolição da escravatura, os direitos da mulher, o amor livre e o desenvolvimento tecnológico.</p>
<p>Walt Whitman nasce em West Hills,                                estado de Nova York. Em 1823 muda-se com a família                                para a cidade de Nova York e estuda em uma escola                                pública do Brooklyn. Trabalha como tipógrafo e jornalista.<br />
<span id="more-104"></span></p>
<p>Consegue um cargo no Ministério do                                Interior, mas é demitido pouco depois porque o titular                                da pasta se indigna com Leaves of Grass (Folhas                                de Relva), livro de poemas de Whitman publicado                                pela primeira vez em 1855 e reeditado com revisões                                e ampliações durante anos.</p>
<p>A obra, repudiada pelos críticos de então, introduz o verso livre e dá tratamento poético a coisas e fatos do cotidiano, como o progresso técnico e o sexo. Em 1871 expõe seus pontos de vista políticos no ensaio Democratic Vistas, que tem grande repercussão.</p>
<p>Em 1873 uma doença vascular o deixa parcialmente paralítico.</p>
<p>Passa então a morar em Camden, Nova Jersey, com a família. Em fins de 1891 publica a última edição de Leaves of Grass e morre poucos meses depois.</p>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/walt-whitman/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Oscar Wilde</title>
		<link>http://www.beatrix.pro.br/index.php/oscar-wilde/</link>
		<comments>http://www.beatrix.pro.br/index.php/oscar-wilde/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 00:31:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Obras]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Wilde]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://beatrix1.tempsite.ws/site/?p=103</guid>
		<description><![CDATA[Biografia do escritor irlandês Oscar Wilde]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/wilde.jpg" border="0" alt="Oscar Wilde" align="left" />Em 1854, nasce em Dublin (Irlanda), Oscar Fingal O&#8217;Flatertie                                Wills Wilde (1854-1900). Filho de Sir Willian Wilde, personalidade                                de destaque, oftalmologista e oculista notório por                                sua vida amorosa conturbada; e de Jane Francesca                                Elgie, que utilizando o pseudônimo de &#8220;Speranza&#8221;,                                era conhecida como a poetisa nacionalista irlandesa                                e considerada um dos gênios mais eminentes de um                                famoso salão literário. Wilde tinha ainda dois irmãos:Willian                                Wilde (1852-1899) e Isole Emily Francesca (1857-1867).<br />
<span id="more-103"></span></p>
<div>
<p><strong>Cronologia:<br />
</strong><br />
1854: Nasce em Dublin (Irlanda), Oscar Fingal O&#8217;Flatertie                                Wills Wilde. Filho de Sir Willian Wilde, personalidade                                de destaque, oftalmologista e oculista notório por                                sua vida amorosa conturbada; e de Jane Francesca                                Elgie, que utilizando o pseudônimo de &#8220;Speranza&#8221;,                                era conhecida como a poetisa nacionalista irlandesa                                e considerada um dos gênios mais eminentes de um                                famoso salão literário. Wilde tinha ainda dois irmãos:Willian                                Wilde(1852-1899) e Isole Emily Francesca (1857-1867).</p>
<p>1871: Nos estudos, Wilde sempre foi                                brilhante. Tendo iniciado sua carreira escolar em                                Portore Royal School, de Enniskillen, transferiu-se                                para no Trinity College de Dublin em 1873 onde realiza                                os estudos clássicos.</p>
<p>1874: Obtém bolsa para o Magdalen                                College, Oxford (UK), onde permanece até 1879.</p>
<p>1878: Ganhou o prêmio Newdigate por                                seu poema &#8220;Ravenna&#8221;.</p>
<p>1879: Fixou residência em Londres.</p>
<p>1881: É publicado &#8220;Poems&#8221;.</p>
<p>1882: Entre 1882 e 1888 escreveu                                pouco, fazendo no entanto, freqüentes visitas                                a Paris, onde teve contato com Flaubert, Baudelaire                                e com a escola &#8220;decadente&#8221; francesa. Inicia um ano                                de viagens e conferências à America do Norte.</p>
<p>1883: Escreve &#8220;A Duquesa de Pádua&#8221;.</p>
<p>1884: Casa-se com Constance Lloyd                                e vai viver em Chelsea (Londres).</p>
<p>Nasce o primeiro filho Cyril. Escreve                                resenhas para Pall Mall Gazette.</p>
<p>1886: Nasce o filho caçula: Vyvian.</p>
<p>1887: Torna-se editor do Wolman&#8217;s                                World. Escreve &#8220;O Fantasma de Canterville&#8221;.</p>
<p>1888: Escreve &#8220;O Príncipe                                Feliz e outros contos&#8221;.</p>
<p>1889: Escreve &#8220;O Retrato de Mr. W.H.&#8221;</p>
<p>1891: Escreve &#8220;A House of Pomegranates&#8221;,                                &#8220;O Crime de Lord Arthur Savile&#8221; e &#8220;Intenções&#8221; (ensaios).                                Publica o seu primeiro e único romance:&#8221;O retrato                                de Dorian Gray&#8221;. Essa obra foi uma espécie de materialização                                ou de comunicação dos ideais do seu autor, consistindo                                na primeira indicação, embora não expressa do seu                                homossexualismo (O escritor teria sido iniciado                                em práticas homossexuais em 1886, por Robert Ross).                                É apresentado &#8211; pelo poeta wykemista, oxfordiano                                émerito e homossexual, Lionel Johson &#8211; ao Lorde                                Alfred Douglas (chamado Bosie por seus colegas),                                com quem passou a manter um intenso relacionamento.</p>
<p>Wilde e Bosie passaram a ser vistos constantemente juntos. Wilde passaria ainda a ter serios problemas financeiros devido as exigências de seu companheiro (e amante), que esperava ser suprido de bens e caprichos mais caros, além de dinheiro sempre que pedisse.</p>
<p>Escreve a peça Salomé. Entre 1882-1883                                Wilde tenta levá-la aos palcos. Na montagem de Wilde,                                salpicada com requintes de satanismo, Salomé, num                                êxtase de necrofilia, beija a cabeça decepada                                de João Batista. Sara Bernhardt chega a se interessar                                pela compra dos direitos mas desiste.</p>
<p>1892: Wilde passa a se dedicar ao                                teatro, um dos únicos gêneros literários capazes                                de proporcionar suficiente retorno financeiro. Produz                                a peça &#8220;O Leque de Lady Windermere&#8221; que é apresentada                                no teatro Saint James, em Londres e obtém grande                                sucesso. Salomé (escrita em francês) é proibida.</p>
<p>1893. &#8220;Uma Mulher sem importância&#8221;                                e &#8220;A importância de ser prudente&#8221; são encenadas.                                Salomé é impressa em Paris.</p>
<p>1894: Salomé é traduzida para a lingua inglesa por Lorde Alfred Douglas. Apesar das desilusões de Wilde com Salomé, ele obtém grande sucesso com as comédias de costumes &#8220;Um Marido Ideal&#8221; e &#8220;A importância de ser prudente&#8221;.</p>
<p>Animado com o êxito de suas férias,                                Wilde sai de férias acompanhado de &#8220;Bosie&#8221;, seu                                amante para o Norte da África. O Marquês de Queensbury                                (pai de &#8220;Bosie&#8221;) faz severas advertências a Wilde                                e escreve um cartão que deixa no Albermale Club                                contendo inscrições ofensivas a Wilde (chamado por                                ele de sodomita). Wilde apesar das advertências                                dos amigos, decide, em atenção aos desejos de &#8220;Bosie&#8221;,                                mover uma ação criminal por injúria contra o Marquês                                de Queensbury.</p>
<p>1895: Processa o Marquês de Queensbury                                por difamação. O feitiço vira contra o feiticeiro.                                É processado pelo Marquês e com base em indícios                                retirados da interpretação de suas obras e com testemunho                                de pessoas que tiveram acesso a rotina e aos costumes                                sexuais do escritor, é julgado culpado de &#8220;praticas                                estranhas a natureza&#8221;. É condenado a dois anos de                                trabalhos forçados pelo tribunal de Old Baley por                                seu homossexualismo. Os primeiros seis meses de                                pena são cumpridos na prisão de Wondsworth, onde                                Wilde, que sempre fora acostumado a uma rotina macia                                e luxuosa, recebeu um tratamento desumano. Depois,                                devido aos esforços de alguns amigos, foi transferido                                para o cárcere de Reading. Durante estes dois anos                                Wilde sofreu intensamente, dando sinais de alienação,                                quase não falando e apresentando sinais de grande                                apatia.</p>
<p>1896: Seus filhos e sua mulher, sucumbindo                                a fortes pressões sociais, substituíram o sobrenome                                Wilde por Holland.</p>
<p>1897: Escreve &#8220;A Balada do Cárcere                                de Reading&#8221;. Escreve &#8220;De Profundis&#8221;, a longuíssima                                carta dirigida a Alfred Douglas, na qual expõe todas                                as mazelas às quais o jovem o fez passar, e que                                acaba sendo praticamente uma biografia. Libertado                                da prisão vai morar na França, depois Itália                                e Suíça, acompanhado de seu antigo companheiro                                Lorde Alfred &#8220;Bosie&#8221; Douglas, que permanece com                                Wilde até o seu dinheiro se esgotar. Uma vez abandonado                                por &#8220;Bosie&#8221;, Wilde vai para Paris, onde passou o                                restante dos seus dias atormentado por miningite                                associada à sífilis. Adota o nome de Sebastian Melmoth.</p>
<p>1898: É publicada &#8220;A balada do cárcere                                de Reading&#8221;, um pungente poema à respeito da condição                                humana, publicado sob o pseudônimo de C.3.3., sua                                identidade perante a justiça. Morre a esposa Constance.</p>
<p>1900: Vive completamente esquecido                                e miserável em Paris, visitado apenas por um grupo                                mínimo de amigos, como Robert Ross, que o ajudava                                financeiramente e também foi responsável pela publicação                                de &#8220;De profundis&#8221; após sua morte. Wilde morre dia                                30 de novembro de miningite associada à sífilis                                (logo após ter sido aceito na Igreja Católica) no                                Hotel d&#8217;Alsace, um obscuro hotel na Rue de Beaux-Arts,                                no Quartier Latin em Paris. É enterrado no Pére                                Lachaise, em Paris.</p>
<p>1950: Vyvian Holland escreve o livro:&#8221;Filho de Oscar Wilde&#8221;, numa tocante homenagem ao pai, e que muito contribuiu para resgatar a memória e o talento de Wilde.</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Obras" /><strong>OBRAS </strong></p>
<p><strong>Romance:</strong><br />
* O Retrato de Dorian Gray</p>
<p><strong>Contos:</strong><br />
* O Fantasma de Canterville</p>
<p>* O crime de Lord Arthur Saville</p>
<p>* O modelo milionário</p>
<p>* A Esfinge sem segredo</p>
<p>* O retrato do Sr. W. H.</p>
<p>* O príncipe feliz</p>
<p>* O rouxinol e a rosa</p>
<p>* O aniversário da infanta</p>
<p>* O gigante egoísta</p>
<p>* O amigo devotado</p>
<p>* O pescador e sua alma</p>
<p>* O jovem rei</p>
<p>* O foguete notável</p>
<p>* A criança estrela</p>
<p>* The house of pomegranates. (coletânea de contos)</p>
<p>* O príncipe feliz e outros contos. (coletânea                                de contos)</p>
<p><strong>Poemas </strong></p>
<p><strong>*Poemas em prosa:</strong><br />
*O artista</p>
<p>* O mestre</p>
<p>* The doer of good</p>
<p>* O tribunal</p>
<p>* O discípulo</p>
<p>* The teacher of wisdom</p>
<p><strong>*Poemas:</strong><br />
* Eleutheria</p>
<p>* Rosa Mystica</p>
<p>* Wind Flowers</p>
<p>* Flores de ouro</p>
<p>* Impressões do Teatro</p>
<p>* O quarto movimento</p>
<p>* Miscelânea</p>
<p><strong>Dramas:</strong><br />
*A importância da existência da seriedade</p>
<p>* A duquesa de Pádua</p>
<p>* Vera ou os nihilistas</p>
<p>* Salomé</p>
<p>* Um marido ideal</p>
<p>* Uma tragédia florentina</p>
<p>* Uma mulher sem importância</p>
<p>* O leque de Lady Windermere</p>
<p>* A santa cortesã ou a mulher coberta de jóias</p>
<p><strong>Ensaios:</strong><br />
*A ascensão do criticismo histórico</p>
<p>*A renascença da arte inglesa</p>
<p>* De profundis</p>
<p>* London Model</p>
<p>* A alma do homem</p>
<p><strong>Conferências:</strong></p>
<p>* House Decoration</p>
<p>* Intenções</p>
<p>* A Arte e o artesão</p>
<p>* A decadência do falso</p>
<p>* O crítico como artista</p>
<p>* Conferência para estudantes de arte</p>
<p>* A verdade das máscaras</p>
<p>* Caneta lápis e veneno</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Fontes" />
<p><strong>FONTES</strong></p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p>HOLLAND, Merlin. Wilde, uma fotobiografia. São                                Paulo, Record,2000.</p>
</div>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/oscar-wilde/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Victor Hugo</title>
		<link>http://www.beatrix.pro.br/index.php/victor-hugo/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 00:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Victor Hugo]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia do poeta e romancista francês Victor Hugo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/hugo.jpg" border="0" alt="Victor Hugo" align="left" /></p>
<div>Victor Hugo (1802-1885) nasceu em 26 de fevereiro de 1802, em Besancon, na França. Ele foi poeta, romancista, dramaturgo e um dos mais importantes escritores românticos franceses do Século XIX. Uma das obras mais conhecidas de Victor Hugo é &#8220;Notre-Dame de Paris&#8221; (também conhecida como O Corcunda de Notre-Dame) escrita em 1831, além da obra &#8220;Les Miserables&#8221; (Os miseráveis) de 1862. Ambas contaram com adaptações para o cinema.</p>
<p><span id="more-102"></span><br />
Victor Hugo criou poemas e romances que integravam questões políticas e filosóficas em histórias que procuravam retratar a sua época, mesmo quando ambientadas em outro período histórico, à exemplo de Notre Dame de Paris, ele levava o leitor a refletir sobre o seu tempo. Muitos dos poemas de Victor Hugo são destinados às inquietações sociais da França pós revolucionária. Ele procurava escrever com simplicidade procurando retratar de forma bastante humana as alegrias e vicissitudes da vida. Victor Hugo foi um autor bastante produtivo, tendo uma obra literária muito vasta. Todas as manhãs produzia ao menos umas 100 linhas de versos e 20 páginas de prosa, aproximadamente.<br />
Um tema recorrente na obra de Vítor Hugo é o eterno embate humano com o mal, seja ele externo ou interno. Ele foi um expressivo narrador dos problemas do seu tempo e das grandes inquietações humanas.<br />
Victor Hugo era filho de um general do Império. Estabeleceu-se em 1812 em Paris com sua mãe depois que os pais se separaram. Muito jovem, ainda, compôs numerosos poemas. Aos quinze anos recebeu um prêmio em um concurso de poesia da Academia Francesa, o Jeux Floraux, organizado em Toulouse. Teve sucesso precoce como poeta e romancista e resolveu dedicar-se a carreira literária. Escreveu seu primeiro romance, Han d&#8217;Island, com 21 anos. Em 1822 casou com seu amor de infância Adèle Foucher. Além da encantadora Adèle Foucher, Victor Hugo teve duas amantes Juliette Drouet e Léonie Biard. Também era freqüentador assíduo de prostíbulos, hábito que nunca abandonou.<br />
Neste período integrou-se ao romantismo transformando-se em um verdadeiro porta-voz desse movimento. A residência do jovem casal tornou-se um ponto de encontro de escritores românticos entre os quais Alfred de Vigny e o crítico literário Charles Augustin Sainte-Beuve. Nos seus escritos reserva lugar de destaque aos estados da alma. Demonstra uma forte tendência ao estranho, ao maravilhoso, ao exótico e ao pitoresco. Em 1830 estréia Hernani sua primeira obra teatral, que representa o fim do classicismo, e desencadeou uma polêmica apaixonada. Essa obra expressa novas aspirações da juventude. Para Hugo começa então um período de fecundidade, deseja se afirmar como o único e maior poeta lírico da França.<br />
A busca de Victor Hugo por mais liberdade na arte é exemplificada no romance épico Cromwell (1827). O prefácio deste trabalho é o mais influente manifesto do romantismo literário, nele o escritor fala da necessidade de romper com as amarras e restrições do formalismo clássico formal para poder então refletir a extensão plena da natureza humana.<br />
Muitos dos romances de Victor Hugo usam cenários históricos. Notre Dame de Paris é uma história melodramática poderosa que retrata a Paris medieval através da devoção de um batedor de sino deformado a uma garota cigana pobre. Les Misérables centra-se na vida de Jean Valjean, uma vitima da injustiça social, trazendo como pano de fundo vários episódios históricos que retratam a França pós-napoleônica nos primeiros anos do século XIX.<br />
A publicação da terceira coletânea de poemas de Victor Hugo, intitulada Odes and Ballads (1826), marcou o início de um período de intensa criatividade. Durante os próximos 17 anos ele publicou ensaios, três novelas, cinco volumes de poemas, e a maior parte de sua obra dramática. A partir de 1835, empreende várias viagens pela Europa. Ao mesmo tempo escreve ainda numerosas obras de teatro. Sua glória de poeta é finamente consagrada em 1841, com a sua eleição para a Academia Francesa. No mesmo ano Luís Felipe o nomeia par de França. A essa altura, Victor Hugo é um homem bem sucedido, leva uma vida burguesa e dedica-se muito pouco a toda criação verdadeiramente nova. Em 1843, entretanto, o fracasso de seu drama Les Burgraves, seguida da morte de sua filha amada Leopoldine, interrompeu sua prodigiosa criatividade.<br />
Luís Felipe revela-se um tirano. Ao ser deflagrada a revolução de 1848, Victor Hugo se entusiasma com os valores revolucionários das camadas miseráveis e rompe-se com o partido da situação. Torna-se deputado, e se destaca por sua eloqüência e por sua radical oposição a Luís Napoleão Bonaparte. Quando ocorre o golpe de Estado de 02 de dezembro de 1851, Hugo combate nas barricadas e quando &#8220;Napoleão, o pequeno&#8221;se torna imperador, vê-se obrigado a exilar-se. Parte primeiramente para Bruxelas e depois para a Channel Islands refugiando-se em Guernesey, onde continuou a escrever denuncias contundentes ao governo francês.<br />
No exílio acompanhado de sua devotada amante Julliete Drouet, Juliette Drouet, Hugo alcança a maturidade como escritor, produzindo o primeiro volume do seu visionário poema épico A Lenda dos Séculos (1859-1883). Esta obra épica evoca a história do mundo e mistura constantemente a lenda com a realidade. Para ele, o mundo é o terreno onde se defrontam os mitos, o bem e o mal, a bondade e a crueldade. Escreve sua última coletânea de poemas Contemplações (1856). Do mesmo modo, escreve alguns romances,entre eles Os Miseráveis (1862). Com a guerra de 1870 e a queda do Império, Victor Hugo retorna à França, visto como um símbolo da resistência republicana. É eleito membro da Assembléia Nacional e senador. Sua atividade literária se reduz então consideravelmente. Seus últimos anos de vida são marcados pela morte de seus filhos, de sua mulher e de sua amante. Mas ele continua a escrever alguns poemas e permanece na atividade política até 1878. Quando morre, em Paris no dia 23 de maio de 1885, a República lhe presta homenagens fúnebres nacionais. Milhares de pessoas estiveram presentes ao seu funeral. Com ele desaparece um dos grandes gênios da língua francesa. Victor Hugo despertou imenso entusiasmo e fervor popular e deixou sua marca na literatura de todo o século XIX, e ainda em boa parte do século XX.</p>
</div>
<div>
<hr class="system-pagebreak" title="Cronologia" /></div>
<div><strong>CRONOLOGIA</strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div>• 1802 Victor Hugo nasce a 26 de Janeiro em Besançon, terceiro filho do general napoleónico Léopoldo Hugo e de Sophie Trébuchet.<br />
• 1811 A família reencontra-se com o seu pai em Madri onde vive durante um ano. Victor faz os seus primeiros estudos, como interno, no Seminário de Los Nobles, na companhia do seu irmão Eugène.<br />
• 1812 Os dois regressam a França ao mesmo tempo que os seus pais se separam.<br />
• 1815 Eugène e Victor vão viver com a sua mãe no bairro parisiense Val de Grâce.<br />
• 1816 Aos catorze anos confessa numa das cartas que escreve com frequência: &#8220;Quero ser Chateubriand ou ninguém.&#8221;<br />
• 1817 A Academia Francesa premeia um dos seus poemas.<br />
• 1819 Fica noivo de Adèle Foucher, uma amiga de infância, apesar dos ciúmes do seu irmão Eugène e contra os conselhos da sua mãe.<br />
• 1820 Publica a novela &#8220;Bug-Jargal&#8221; ao mesmo tempo que recebe uma pensão de dois mil francos do rei Luís XVIII pela sua Ode sur la Mort du Duc de Berry<br />
• 1821 Sophie Hugo, a mãe do romancista, falece a 27 de Junho. A 20 de Julho o seu pai volta a casar-se cm Catherine Thomas.<br />
• 1822 As suas primeiras &#8220;Odes&#8221; vêm a lume no ano em que casa com Adèle Foucher.<br />
• 1823 Aparece &#8220;Hans de Islandia&#8221;.<br />
• 1825 É nomeado Cavaleiro da Legião de Honra ao mesmo tempo que se torna líder de um grupo de jovens escritores criando o Cenáculo.<br />
• 1826 Nasce o seu segundo filho, Charles. O prefácio do seu drama &#8220;Cromwell&#8221; é considerado o manifesto do Romantismo contra o Classicismo.<br />
• 1828 Morre o seu pai. A 24 de Outubro nasce François-Victor.<br />
• 1929 Em Agosto, a sua peça &#8220;Marion de Lorme&#8221; é censurada.<br />
• 1830 Publica &#8220;Hernani&#8221;, máxima expressão romântica. Nasce a sua filha Adèle.<br />
• 1831 Consegue a sua consagração graças à publicação de &#8220;Notre-Dame de Paris&#8221;, o seu primeiro romance histórico. A sua mulher inicia uma relação com o célebre crítico Sainte-Beuve.<br />
• 1832 Publica a peça teatral &#8220;Le Roi s&#8217;Amuse&#8221;.<br />
• 1833 Estreia dos dramas &#8220;Lucrèce&#8221; e &#8220;Marie Tudor&#8221;. Hugo e a actriz protagonista destas peças, Juliette Drouet, começam uma relação amorosa.<br />
• 1834 Edita &#8220;Littérature et Philosophie Mêlées&#8221; e a novela &#8220;Claude Gueux&#8221;. Um ano mais tarde é a vez de &#8220;Chants du Crépuscule&#8221;.<br />
• 1837 É nomeado Oficial da Legião de Honra.<br />
• 1840 &#8220;Le Retour de L&#8217;Empereur&#8221; é editado.<br />
• 1841 Depois de quatro tentativas, ingressa na Academia Francesa no mesmo ano em que sai a lume o seu livro de viagens &#8220;Le Rhin&#8221;.<br />
• 1843 A sua filha Léopoldine casa-se em Fevereiro. Em Setembro, o casal morre afogado no Sena. Victor Hugo ficaria três anos sem escrever.<br />
• 1845 Luis Felipe de Orleans nomeia o escritor par de França. Começa a esboçar &#8220;Les Misérables&#8221; que começou por chamar-se &#8220;Les Misères&#8221;.<br />
• 1848 É eleito deputado por Paris.<br />
• 1849 A 13 de Maio é eleito deputado conservador na Assembleia Legislativa. Em Agosto preside ao Congresso Internacional da Paz.<br />
• 1851 Declara-se inimigo acérrimo de Luis Bonaparte acusando-o de tirano. Os seus filhos são presos. Depois de organizar a resistência ao golpe de Estado, sai de Paris e refugia-se em Bruxelas.<br />
• 1852 Bonaparte assina o decreto de expulsão de Hugo que responde com o manifesto &#8220;Napoléon Petit&#8221;. Deixa a Bélgica e instala-se em Jersey.<br />
• 1856 Publica &#8220;Les Contemplations&#8221;.<br />
• 1859 Recusa a anistia oferecida por Napoleão III.<br />
• 1861 Conclui &#8220;Les Misérables&#8221;.<br />
• 1870 Depois da proclamação da República, regressa a Paris após cinco anos de exílio.<br />
• 1871 É eleito deputado, como cabeça de lista dos republicanos por Paris. Morre o seu filho Charles e dois anos depois François.<br />
• 1876 É eleito senador por Paris.<br />
• 1878 Sofre uma congestão cerebral.<br />
• 1881 Milhares de pessoas enchem as ruas de Paris por ocasião do seu 80º aniversário.<br />
• 1883 Morre Juliette Drouet e em Junho é publicado o último volume de &#8220;Légendes des Siècles&#8221;.<br />
• 1885 A 13 de Maio sofre uma congestão pulmonar e morre oito dias depois. O Governo decreta luto nacional. O corpo é sepultado no Panteon dos Homens Ilustres.</div>
<div>
<hr class="system-pagebreak" title="Obras" /><strong>OBRAS</strong></div>
<div></div>
<div>1822 Odes et Poésies Diverses<br />
1823 Odes; Han d&#8217;Islande<br />
1824 Nouvelles Odes<br />
1826 Bug-Jargal; Odes et Ballades<br />
1827 Cromwell, including Préface<br />
1828 Odes et Ballades (augmented)<br />
1829 Les Orientales; Le Dernier Jour d&#8217;un Condamné<br />
1830 Hernani<br />
1831 Notre-Dame de Paris; Marion de Lorme; Les Feuilles d&#8217;Automne<br />
1832 Le Roi S&#8217;Amuse<br />
1833 Lucrèce Borgia; Marie Tudor<br />
1834 Littérature et Philosophie Mêlées; Claude Gueux<br />
1835 Angelo, Tyran de Padoue; Les Chants du Crépuscule<br />
1836 La Esmeralda (libretto)<br />
1837 Les Voix Intérieures<br />
1838 Ruy Blas<br />
1840 Les Rayons et les Ombres<br />
1842 Le Rhin<br />
1843 Les Burgraves<br />
1851 Douze Discours; Treize Discours; Quatorze Discours<br />
1852 Napoléon-le-Petit<br />
1853 Châtiments; Oeuvres Oratoires<br />
1855 Discours de l&#8217;Exil, 1851-1854 (first ten speeches of Actes et Paroles II)<br />
1856 Les Contemplations<br />
1859 La Légende des Siècles, Première Série<br />
1862 Les Misérables<br />
1864 William Shakespeare<br />
1865 Les Chansons des Rues et des Bois<br />
1866 Les Travailleurs de la Mer<br />
1867 La Voix de Guernsey (Mentana)<br />
1869 L&#8217;Homme Qui Rit<br />
1870 Les Châtiments<br />
1872 Actes et Paroles, 1870-1871-1872; L&#8217;Année Terrible<br />
1874 Quatrevingt-treize; Mes Fils<br />
1875 Actes et Paroles I, Avant l&#8217;Exil, 1841-1851; Actes et Paroles II, Pendant l&#8217;Exil, 1852-1870<br />
1876 Paris et Rome; Actes et Paroles III, Depuis l&#8217;Exil, 1870-1876<br />
1877 La Légende des Siècles, Nouvelle Série; L&#8217;Art d&#8217;Être Grand-Père; Histoire d&#8217;un Crime, I<br />
1878 Histoire d&#8217;un Crime, II; Le Pape<br />
1879 La Pitié Supréme<br />
1880 Religions et Religion; L&#8217;Âne<br />
1881 Les Quatre Vents de l&#8217;Esprit<br />
1882 Torquemada<br />
1883 L&#8217;Archipel de la Manche; La Légende des Siècles, Dernière Série<br />
1886 La Fin de Satan; Théâtre en Liberté<br />
1887 Choses Vues<br />
1888 Toute la Lyre<br />
1889 Amy Robsart; Les Jumeaux; Actes et Paroles IV, Depuis l&#8217;Exil, 1876-1885<br />
1890 Alpes et Pyrénées<br />
1891 Dieu<br />
1892 France et Belgique<br />
1893 Toute la Lyre, Dernière Série<br />
1898 Les Années Funestes<br />
1900 Choses Vues, Nouvelle Série<br />
1901 Post-Scriptum de ma Vie<br />
1902 Dernière Gerbe<br />
1934 Mille Francs de Récompense<br />
1942 Océan, Tas de Pierres<br />
1951 L&#8217;Intervention</div>
<div>
<hr class="system-pagebreak" title="Fontes" /><strong>FONTES</strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong>Bibliografia</strong></div>
<div>- Graham Robb. Victor Hugo &#8211; Uma Biografia.São Paulo: Record, 2001.<br />
- Jean Marc Hovasse.Avant l’exil, 1802-1851. Paris: Fayard, 2002.<br />
- Jean Marc Hovasse.Pendant et depuis l’exil. Paris: Fayard, 1851-1885, 2003</div>
<div><strong>Links</strong></div>
<div><a class="link1" href="http://www.victorhugo.culture.fr/" target="_blank">- Victor Hugo 2002: site do governo francês feito em comemoração aos 200 anos de nascimento do escritor</a><br />
- <a class="link1" href="http://victorhugo200anos.vilabol.uol.com.br/principal.htm" target="_blank">Victor Hugo 200 anos: site comemorativo aos 200 anos de nascimento do escritor</a> comemorado em 2002.</div>
<div></div>
<div></div>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/victor-hugo/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Paul Verlaine</title>
		<link>http://www.beatrix.pro.br/index.php/paul-verlaine/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 00:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Verlaine]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Simbolismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://beatrix1.tempsite.ws/site/?p=101</guid>
		<description><![CDATA[Biografia de Paul Verlaine, poeta simbolista francês]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/verlaine.jpg" border="0" alt="Paul Verlaine" align="left" />Paul Verlaine (1844-1896) é um dos maiores poetas simbolistas franceses, seu lirismo musical abriu novos caminhos para a poesia em seu país e no mundo.</div>
<div>O lirismo musical e evanescente de Verlaine exerceu influência decisiva no desenvolvimento do simbolismo e abriu novos caminhos para a poesia francesa. Com Mallarmé e Baudelaire, Verlaine compõe o grupo dos chamados poetas decadentes.</div>
<p><span id="more-101"></span></p>
<p>Paul-Marie Verlaine nasceu em Metz, França, em 30 de março de 1844. Filho de um militar abastado, estudou no Liceu Bonaparte &#8212; hoje Condorcet &#8212; de Paris e mais tarde conciliou o trabalho numa companhia de seguros com a vida boêmia nos círculos literários parisienses. Em seus primeiros livros, Poèmes saturniens (1866; Poemas saturninos) e Fêtes galantes (1869; Festas galantes), ouvem-se ecos do romantismo e do parnasianismo.<br />
Em 1872, dois anos após casar-se, Verlaine abandonou mulher e filho e iniciou, com o jovem poeta francês Arthur Rimbaud, uma turbulenta ligação sentimental que os levou a percorrer vários países europeus. O relacionamento teve um final abrupto em Bruxelas, em 10 de julho de 1873, quando Verlaine feriu o amigo com um tiro de revólver e foi condenado a dois anos de prisão. Libertado, Verlaine tentou em vão reconciliar-se com Rimbaud. Viveu no Reino Unido até 1877, quando regressou à França. Datam desses anos dois magníficos livros de poesia, Romances sans paroles (1874; Romances sem palavras) e Sagesse (1880; Sabedoria), este a expressão de sua volta aos ideais de um cristianismo simples e humilde.<br />
Apesar de sua crescente fama e de ser considerado um mestre pelos jovens simbolistas, o fracasso dos esforços que fez para recuperar a esposa e levar uma vida retirada conduziram Verlaine a uma recaída no mundo da boêmia e do alcoolismo que, durante o resto de seus dias, o obrigou a freqüentes hospitalizações.<br />
Os vários livros de poemas que se seguiram apenas ocasionalmente recuperaram a antiga magia, como Amour (1888). Da produção posterior de Verlaine, o que mais se destaca são os textos em prosa, como o ensaio Les Poètes maudits (1884; Os poetas malditos), vital para o reconhecimento público de Rimbaud, Mallarmé e outros autores, e as atormentadas obras autobiográficas Mes hôpitaux (1892; Meus hospitais) e Mes prisons (1893; Minhas prisões). Paul Verlaine morreu em Paris em 8 de janeiro de 1896.</p>
<hr size="2" />©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Obras" /><strong>OBRAS </strong></p>
<p><strong>Poèmes saturniens </strong>(1861-1866)</p>
<p><strong>Fêtes galantes </strong>(1866)<strong> </strong></p>
<p><strong> La bonne chanson </strong>(1870)<strong> </strong></p>
<p><strong> Romances sans paroles </strong>(1874)</p>
<p><strong>Sagesse </strong>(1880)</p>
<p><strong>Jadis</strong></p>
<p><strong>Naguère</strong></p>
<p><strong>Jadis et naguère </strong>(1884)</p>
<p><strong>Amour </strong></p>
<p><strong> Parallèlement </strong>(1889)</p>
<p><strong>Chair: dernières poésies.</strong></p>
<p><strong>Album de vers et de prose </strong>(coletânea póstuma)</p>
<p><strong>&#8220;Laurent Tailhade&#8221; </strong>(soneto).</p>
<p><strong>Les poètes maudits. </strong>(prosa)</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Textos" />
<p><strong>TEXTOS</strong></p>
<p><strong>Arte poética</strong></p>
<p>A Charles Morice</p>
<p>Antes de qualquer coisa, música<br />
e, para isso, prefere o Ímpar<br />
mais vago e mais solúvel no ar,<br />
sem nada que pese ou que pouse.<br />
E preciso também que não vás nunca<br />
escolher tuas palavras em ambigüidade:<br />
nada mais caro que a canção cinzenta<br />
onde o Indeciso se junta ao Preciso.<br />
São belos olhos atrás dos véus,<br />
é o grande dia trêmulo de meio-dia,<br />
é, através do céu morno de outono,<br />
o azul desordenado das claras estrelas!<br />
Porque nós ainda queremos o Matiz,<br />
nada de Cor, nada a não ser o matiz!<br />
Oh! O matiz único que liga<br />
o sonho ao sonho e a flauta à trompa.<br />
Foge para longe da Piada assassina,<br />
do Espírito cruel e do Riso impuro<br />
que fazem chorar os olhos do Azul<br />
e todo esse alho de baixa cozinha!<br />
Toma a eloqüência e torce-lhe o pescoço!<br />
Tu farás bem, já que começaste,<br />
em tornar a rima um pouco razoável.<br />
Se não a vigiarmos, até onde ela irá?<br />
Oh! Quem dirá os malefícios da Rima?<br />
Que criança surda ou que negro louco<br />
nos forjou esta jóia barata<br />
que soa oca e falsa sob a lima?<br />
Ainda e sempre, música!<br />
Que teu verso seja um bom acontecimento<br />
esparso no vento crispado da manhã<br />
que vai florindo a hortelã e o timo&#8230;<br />
E tudo o mais é só literatura.</p>
<p><strong>Canção do Outono</strong></p>
<p>Os soluços graves<br />
dos violinos suaves<br />
do outono<br />
ferem a minh&#8217;alma<br />
num langor de calma<br />
e sono.</p>
<p>Sufocado em ânsia,<br />
Ai! quando à distância<br />
soa a hora,<br />
meu peito magoado<br />
relembra o passado<br />
e chora.</p>
<p>Daqui, dali,<br />
pelo vento em atropelo<br />
seguido,<br />
vou de porta em porta<br />
como a folha morta,<br />
batido&#8230;</p>
<p>Tradução de<br />
Alphonsus de Guimaraens</p>
<p><strong>O Rouxinol</strong></p>
<p>Numa revoada azul de pássaros cantando,<br />
descem-me ao coração as saudades, em bando;<br />
descem à murchecida e lúrica folhagem<br />
do meu peito, que mira a dolorosa imagem<br />
sobre a violácea cor do rio da Amargura.</p>
<p>Tradução de Batista Cepelos</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Fontes" /><strong>FONTES</strong></p>
<p><strong>Bibliografia </strong></p>
<p>Escoube, Paul. &#8220;Paul Verlaine et l&#8217;amour&#8221;, dans l&#8217;ouvrage du même auteur: Préférences: Charles Guérin, Rémy de Gourmont, Stéphane Mallarmé, Jules Laforgue, Paul Verlaine. Paris, Mercure de France, 1913.</p>
<p>Morice, Charles (1861-1919). Paul Verlaine, Paris, L. Vanier, 1888.</p>
<p>Retté, Adolphe. &#8220;III. Verlaine&#8221;, dans Aspects, Paris, Bibliothèque artistique et littéraire, 1897.</p>
<p>Tailhade, Laurent. &#8220;Verlaine&#8221;, dans l&#8217;ouvrage du même auteur: Quelques fantômes de jadis, Paris, Société des Trente , A. Messein, 1913.</p>
<p><strong>Links</strong></p>
<p><strong><a class="link1" href="http://agora.qc.ca/mot.nsf/Dossiers/Paul_Verlaine" target="_blank">L&#8217;Encyclopédie de L&#8217;Agora:</a></strong> Verlaine (enciclopédia em francês)<br />
<strong><a class="link1" href="http://www.france.org.br/abr/label/label26/letras/verlai.html" target="_blank">Paul Verlaine</a></strong> (site da Embaixada Francesa no Brasil, em português)</p>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/paul-verlaine/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rabindranath Tagore</title>
		<link>http://www.beatrix.pro.br/index.php/rabindranath-tagore/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 00:17:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Rabindranath Tagore]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia de Rabindranath Tagore, escritor indiano que produziu uma vasta obra que abrangeu todos os gêneros e estimulou a renovação da literatura em língua bengali.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/tagore.gif" border="0" alt="Tagore" align="left" />Rabindranath Tagore nasceu em 7 de maio de 1861, em Calcutá, Índia, então sob domínio britânico. Tagore era filho do reformador religioso hindu chamado Devendranath Tagore, que se encarregou de sua educação por não concordar com as coerções do ensino clássico. Entre 1878 e 1880, o escritor esteve na Inglaterra e conheceu a literatura e a música européias. O gênio prolífico e criativo do escritor se traduziu ao longo da vida numa vasta obra que abrangeu todos os gêneros e estimulou a renovação da literatura em língua bengali.</p>
<p><span id="more-100"></span></p>
<p>Rabindranath Tagore: Poeta, contista, dramaturgo e crítico de arte hindu; nascido em Calcutá; seu pensamento abre novos caminhos a interpretação do misticismo, procurando atualizar as antigas doutrinas religiosas nacionais; recebeu o Premio Nobel de Literatura em 1913; principais obras poéticas : O Jardineiro, O Carteiro do Rei, e Pássaros Perdidos.</p>
<p>As atividades literárias e educativas do poeta e místico bengali Rabindranath Tagore contribuíram de maneira significativa para o melhor conhecimento mútuo das culturas indiana e ocidental.</p>
<p>Filho de uma família de reformadores religiosos e sociais, que a todo custo procurou libertar a Índia dos preconceitos milenares que esmagavam o povo.<br />
Tagore é uma ocidentalização do nome que em sânscrito quer dizer &#8220;homem nobre&#8221;, &#8220;senhor&#8221;. Em casa era chamado de Rabi que no idioma dos seus quer dizer &#8220;o Sol&#8221;.</p>
<p>Bem cedo se revelou artista profundamente identificado com a natureza, apaixonado pelo povo e, sobretudo aberto para o INFINITO. Com 8 anos de idade já fazia versos, aos 12 teve a satisfação de ver a sua poesia aprovada pelo seu venerando pai que exclamou: &#8220;Se o rei conhecesse a língua da nossa terra e pudesse apreciar-lhe a literatura, recompensaria por certo o poeta&#8221;.</p>
<p>Com 15 anos foi para a Inglaterra estudar Direito, 3 anos após regressou à pátria a chamado da família. Ao regressar recebeu do pai a incumbência de administrar a propriedade da família.</p>
<p>Casou-se aos 23 anos. E, nesta época, já havia publicado 2 livros de poemas: Canções da Noite e Canções da manhã, com destaque para o poema O Despertar de uma Fonte.Bem como a novela para crianças O Sábio Real, que mais tarde serviu de tema à peça intitulada O Sacrifício..</p>
<p>Em 1891 Tagore estabeleceu-se em Shilaidah para administrar a fazenda paterna. Viveu então em contato direto com o meio rural de Bengala, cuja influência se expressou nos dramas líricos Chitrangada (1892) e Malini (1895) e numa série de coletâneas poéticas, como Citra (1896), Kalpana (1900; Sonhos) e Naibedya (1901; Sacrifício), obras nas quais a comunhão com a natureza é realçada pela linguagem cristalina e emotiva. Em 1901 Tagore criou em Santiniketan uma instituição educativa denominada A Voz Universal, na qual combinava elementos da cultura hindu e ocidental. Em clima de liberdade, com aulas ao ar livre, a escola logo se converteu em centro de difusão do panteísmo espiritualista, relacionado com as doutrinas védicas, e dos ideais de solidariedade humana preconizados pelo fundador.</p>
<p>Em 1901, com a venda de uma casa e das jóias da esposa, fundou uma escola superior de filosofia em Santiniketan (que depois foi transformada em Universidade, em 1921).</p>
<p>As preocupações sociais do escritor, o levaram a defender a independência da Índia em diversos ensaios, embora sempre tenha considerado que a mudança individual deve preceder a social. A dor pela morte da esposa e de dois de seus filhos, entre 1902 e 1907, inspirou a Tagore alguns dos mais profundos poemas místicos, entre os quais os incluídos em Gitañjali (1910; A oferenda lírica). A repercussão internacional dessa última obra influiu na decisão da academia sueca em conceder ao escritor o Prêmio Nobel de literatura de 1913. Tagore recebeu também o título de cavaleiro britânico em 1915, ao qual renunciou quatro anos depois em protesto contra o massacre de Amritsar.</p>
<p>A partir de então, Tagore desenvolveu intensa atividade como conferencista em diversos países e em 1921 passou a dedicar grande parte de seus esforços na promoção da universidade internacional Visva-Bharati, que fundou nesse mesmo ano no centro de Santiniketan.</p>
<p>Recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 1913 e tornou-se mundialmente famoso graças ao seu livro de poemas Gitanjali (Oferenda Lírica).<br />
Isso não o impediu de continuar a literatura, além da pintura e da música, atividades nas quais também obteve prestígio nacional. Tagore faleceu em Santiniketan, Bengala, 1941. , em 7 de agosto de 1941. Aclamado por Gandhi como &#8220;o grande mestre&#8221; e reconhecido por todos os indianos como &#8220;o sol da Índia&#8221;.</p>
<hr />Fonte:<br />
<a class="link1" href="http://www.ficarjovemlevatempo.com.br/monta_tela.php4?page=inc_frases_det&amp;cod_autr=193&amp;NS=FR" target="_blank"><strong>Ficar Jovem leva tempo</strong></a><br />
<strong><a class="link1" href="http://www.geocities.com/toshiko.geo/" target="_blank">Rabindranath Tagore &#8211; por Miriam Swevo</a></strong><br />
Encyclopaedia Britannica do Brasil</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Obras" />OBRAS</p>
<p><strong>Poesia:</strong><br />
Manasi (1890) [The Ideal One]<br />
Sonar Tari (1894) [The Golden Boat]<br />
Gitanjali (1910) [Song Offerings]<br />
Raja (1910) [The King of the Dark Chamber]<br />
Dakghar (1912) [The Post Office]<br />
Gitimalya (1914) [Wreath of Songs]<br />
Achalayatan (1912) [The Immovable]<br />
Gardener (1913)<br />
Balaka (1916) [The Flight of Cranes]<br />
Fruit-Gathering (1916)<br />
The Fugitive (1921)<br />
Muktadhara (1922) [The Waterfall]<br />
Raktakaravi (1926) [Red Oleanders]</p>
<p><strong>Contos e Romances:</strong></p>
<p>Gora (1910)<br />
Ghare-Baire (1916) [The Home and the World]<br />
Yogayog (1929) [Crosscurrents]</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Fontes" /><strong>FONTES</strong></p>
<p><strong>Links</strong></p>
<p><strong><br />
<a class="link1" href="http://www.geocities.com/toshiko.geo/" target="_blank">Rabindranath Tagore &#8211; por Miriam Swevo</a><br />
<a class="link1" href="http://www.ficarjovemlevatempo.com.br/monta_tela.php4?page=inc_frases_det&amp;cod_autr=193&amp;NS=FR" target="_blank">Ficar Jovem Leva Tempo</a><br />
</strong></p>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/rabindranath-tagore/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>William Shakespeare</title>
		<link>http://www.beatrix.pro.br/index.php/william-shakespeare/</link>
		<comments>http://www.beatrix.pro.br/index.php/william-shakespeare/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 00:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia de William Shakespeare]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/shake.gif" border="0" alt="William Shakespeare" align="left" />William Shakespeare (1564 &#8211; 1616) nasceu aos 23 de abril de 1564 em Stratford-Avon, Inglaterra, e gozou de uma vida rica até os 12 anos. A partir de então, com a falência do pai, foi obrigado a trocar os estudos pelo trabalho árduo, passando a contribuir para o sustento da família. Guardava, entretanto, os conhecimentos adquiridos na escola elementar, na qual havia iniciado seus estudos de inglês, grego e latim. Além disso, continuou a ler autores clássicos, poemas, novelas e crônicas históricas.</div>
<p>Aos 18 anos casou-se com a rica Anne Hathaway, oito anos mais velha, com quem teve três filhos.</p>
<p><span id="more-99"></span></p>
<p>Não se sabe ao certo o motivo pelo qual seguiu sozinho para Londres quando tinha 23 anos. Nessa cidade teve vários empregos, o mais significativo foi guardador de cavalos em um teatro. Algum tempo depois Shakespeare passou a copiar peças e representou alguns papeis. Mais tarde, virou sócio do teatro, depois de algum tempo tornou-se dono do lugar.</p>
<p>Atribui-se a William Shakespeare a autoria de 37 ou 38 peças, das quais destacam-se Antonio e Cleópatra, Rei Lear, Hamlet, Otelo, A Tempestade, A comédia dos erros, A Megera domada, Macbeth etc.<br />
Shakespeare é autor também dos seguintes poemas: Vênus e Adônis, 1593; O rapto de Lucrécia, 1594 e 154 sonetos, publicados em 1609, que expressam, entre outras coisas, agitação e frustração.<br />
Shakespeare morreu em 23/4/1616, ao que se diz, das conseqüências de um banquete com Samuel Johnson.</p>
<p>É impossível estabelecer as datas exatas das obras de Shakespeare, mas pode-se classificá-las em quatro grandes grupos, que representam os períodos de sua vida, da juventude à velhice: As obras do primeiro período são marcadas por sonhos juvenis e pelo espírito exuberante; O segundo período foi o das grandes crônicas e comédias românticas; Depressão e tristeza marcam o terceiro período. O motivo de ou a desilusão que levou o dramaturgo a sentir-se deprimido durante essa fase da vida, não se sabe ao certo. No quarto período a tempestade abrigada no espírito de Shakespeare parece ter se desvanecido.</p>
<div>Assim, o gênio William Shakespeare completa seu ciclo vida sem diminuir seu poder poético e com um retorno quase divino ao seu apogeu na literatura universal.</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Obras" /><strong>OBRAS</strong></div>
<div></div>
<div><strong>Comédia</strong>Bem Está o que bem acaba<br />
As You Like It<br />
A Comédia dos Erros<br />
Cimbeline<br />
Trabalhos de amor perdidos<br />
Medida por Medida<br />
As Alegres Comadres de Windsor<br />
O Mercador de Veneza<br />
Sonho de uma noite de verão<br />
Muito barulho por nada<br />
Péricles<br />
Taming of the Shrew<br />
A Tempestade<br />
Trólio e Créssida<br />
Noite de Reis<br />
Os dois cavalheiros de Verona<br />
Conto de Inverno</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>Henrique IV, part 1<br />
Henrique IV, part 2<br />
Henrique V<br />
Henrique VI, part 1<br />
Henrique VI, part 2<br />
Henrique VI, part 3<br />
Henrique VIII<br />
Vida e morte do Rei João<br />
Ricardo II<br />
Ricardo III</p>
<p><strong>Tragédia</strong></p>
<p>Antonio e Cleopatra<br />
Coriolano<br />
Hamlet<br />
Júlio Cesar<br />
Rei Lear<br />
Macbeth<br />
Otelo<br />
Romeo e Julieta<br />
Timão de Atenas<br />
Tito Andrônico</p>
<p><strong>Poesia</strong></p>
<p>Os Sonetos<br />
A Lover&#8217;s Complaint<br />
O Rapto de Lucrecia<br />
Venus e Adonis<br />
Funeral Elegy by W.S</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Fontes" /></div>
<p><strong>FONTES</strong></p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p>BLOOM, Harold. Shakespeare : a invenção do humano. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.<br />
BLOOM, Harold. O Cânone Ocidental. 3ª ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.<br />
FRYE, Northrop. Sobre Shakespeare. São Paulo: Edusp, 1999.<br />
GRAZIA, Margreta de. The Cambridge Companion to Shakespeare. 2ª ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.<br />
HELIODORA, Bárbara. Falando de Shakespeare. São Paulo: Perspectiva,2001.<br />
HELIODORA, Bárbara. Expressão Dramática do Homem Político em Shakespeare. São Paulo: Paz e Terra, 1978.<br />
HONAN, Park. Shakespeare uma vida. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.<br />
KIERNAN, Victor. Shakespeare: Poeta e Cidadão. São Paulo: Unesp, 1999.<br />
KOTT, Jan. Shakespeare &#8211; Nosso Contemporâneo. São Paulo: Cosac &amp; Naify 2003.</p>
<p><strong>Links</strong><br />
<a class="link1" href="http://www.mundocultural.com.br/escritor_consagrado/shakespeare/shakespeare.htm" target="_blank"><strong>Mundo Cultura</strong>l</a> &#8211; biografia e obras (em português)<br />
<strong><a class="link1" href="http://www.simplyshakespeare.hpg2.ig.com.br/" target="_blank">Simply Shakespeare</a></strong> &#8211; biografia, obras e links (em português)<br />
<a class="link1" href="http://classics.mit.edu/Shakespeare/" target="_blank"><strong>The Complete Works of William Shakespeare</strong></a> (em inglês)</p>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/william-shakespeare/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Marquês de Sade</title>
		<link>http://www.beatrix.pro.br/index.php/marques-de-sade/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 00:07:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Marquês de Sade]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia e obras de Donatien-Alphonse-François de Sade, mais conhecido como Marquês de Sade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/sade.jpg" border="0" alt="Sade" align="left" />Marquês de Sade (1740-1814). Dia 02 de junho, nasce em Paris, Donatien-Alphonse-François de Sade, Marques de Sade. Dos quatro aos 10 anos, primeira infância no “Comtat-Venaissin”.</p>
<p><span id="more-98"></span></p>
<p><strong>CRONOLOGIA </strong></p>
<p>1740. Dia 02 de junho, nasce em Paris, Donatien-Alphonse-François de Sade, Marques de Sade. Dos quatro aos 10 anos, primeira infância no “Comtat-Venaissin”.</p>
<p>1750. Colégio “Loius-Le-Grand” e preceptor particular.</p>
<p>1754. Escola de cavalaria leve.</p>
<p>1755. Sub tenente no regimento de infantaria do Rei.</p>
<p>1757. Serve na “guerra dos Sete anos”.</p>
<p>1759. Capitão do regimento de infantaria da Bourgogne.</p>
<p>1763. Desmobilização. Casamento com Renée-Pélagie de Montreuil. Quinze dias de encarceramento na prisão de Vincennes, sob acusação de práticas libertinas agravadas por atos de blasfêmea.</p>
<p>1764. Recepção no parlamento da Bourgogne, nas funções de tenente geral das províncias de Bresse, Bugey, Valromey e Gex.</p>
<p>1765/66. Ligações públicas com atrizes e dançarinas.</p>
<p>1767. Morte do Conde de Sade, seu pai. Nascimento de seu primeiro filho.</p>
<p>1768. Processo Rose Keller em Arcueil. Quinze dias de detenção em Saumur e mais sete meses em Pierre-Encise, próximo a Lyon. Festas e bailes em seu castelo de “La Coste”, na região de Provence.</p>
<p>1769. Nascimento de seu segundo filho.</p>
<p>1771. Nascimento de sua filha.</p>
<p>1772. Processo a partir do caso das quatro jovens de Marseille. Condenação à morte à revelia. Fuga para a Itália, acompanhado de sua cunhada(?). Execução simbólica na cidade Aix-en-Provence, no dia 12 de setembro. Preso em Chambéry é transferido para Miolans na Savoie.</p>
<p>1773. Fuga de Miolans. A senhora de Montreuil, sua sogra, obtém ordens do Rei para prendê-lo e seqüestrar seus documentos e escritos. Sem resultados.</p>
<p>1774. Ele se esconde em seu castelo de “La Coste”.</p>
<p>1775. Processo a partir do caso das cinco jovens de Vienne e de Lyon. Nova fuga para a Italia, com estadias no seu castelo de “La Coste”.</p>
<p>1777. Morte da senhora Sade, sua mãe. Detido em Paris, é mantido prisioneiro em Vincennes.</p>
<p>1778. Anulação, na sua presença, do julgamento de Aix-en-Provence. Escapa e é detido em “La Coste” e reencarcerado em Vincennes.</p>
<p>1782. Conclusão do Dialogue entre un prêtre et un moribond.</p>
<p>1784. Transferido para a Bastilha.</p>
<p>1785. Redige a última versão da obra Cent vingt journées de Sodome.</p>
<p>1787. Redação de Contes et d’historiettes.</p>
<p>1788. Redação de Eugénie de Franval e do romance Infortunes de la vertu.</p>
<p>1789. Redige provavelmente a última versão da obra Aline et Valcour. Transferido às pressas para Charenton na noite de 03 para 04 de julho. Tomada da Bastilha e pilhagem de seus pertences e documentos.</p>
<p>1790. É libertado da prisão de Charenton. Estabelece relações com Marie-Constance Quesnet, que não o abandonará até a sua morte.</p>
<p>1791. Publicação (clandestina) de Justine, ou les malheurs de la vertu. Primeiro texto político. Primeira representação de Oxtiern.</p>
<p>1792. É nomeado membro da “section des Piques”. Textos políticos. Representação do Suborneur.</p>
<p>1793. Textos políticos. Nomeado jurado de acusaçõ e em seguida presidente da “section de Piques”. Intensa atividade anti-religiosa. Detido.</p>
<p>1794. É conduzido à prisaõ “Carmes”, “Saint-Lazre” e finalmente à casa de saúde de “picpus”. Condenado à morte é após Thermidor posto em liberdade.</p>
<p>1795. Publicação-clandestina- da La philosophie dans le boudoir, e- oficial- de Aline et Valcour, ou le roman philosophique.</p>
<p>1796. Publicação (clandestina) do romance L’histoire de Juliete.</p>
<p>1799. Remontagem da peça teatral Oxtiern em Versailles onde Sade mora em condições de pobreza. Ele representa o papel de “Fabrice”.</p>
<p>1800. Publicação oficial da peça Oxtiern e dos Crimes de L’amour e publicação clandestina de La Nouvelle Justine.</p>
<p>1801. Detido e conduzido à prisão de Sainte-Pélagie” e posteriormente à “Bicêtre”, sob a acusação de ser o autor do romance L’histoire de Juliette. A edição de L’histoire de Juliette é recolhida.</p>
<p>1803. A família consegue a transferência de Sade para o hospício de Charenton. Lá ele organizará espetáculos.</p>
<p>1807. Redação da obra Journées de Florbelle. Os manuscritos são seqüestrados de seu quarto.</p>
<p>1813. Publicação oficial da obra La Marquise de Ganges.</p>
<p>1814. No dia 02 de dezembro, Sade morre no hospício de Charenton.</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Obras" />
<p><strong>OBRAS</strong></p>
<p>Les cent vingt journées de Sodome</p>
<p>Cinq écrits de jeunesse</p>
<p>Quatrième cahier de notes ou réflexions</p>
<p>Lettre d’Étrennes à Mademoiselle de Rousset</p>
<p>Dialogue entre un prêtre et un moribond</p>
<p>Pensée</p>
<p>Fragments du portefeuille d’un homme de letres</p>
<p>La Vérité</p>
<p>Historiettes, contes et fabliaux</p>
<p>Projets et plans</p>
<p>Les Infortunes de la vertu</p>
<p>Eugénie de Franval</p>
<p>Justine, ou les Malheurs de la vertu</p>
<p>Opuscules politiques</p>
<p>La Philosophie dans le boudoir</p>
<p>Cent onze note pour la Nouvelle Justine</p>
<p>Aline et Valcour</p>
<p>La Nouvelle Justine</p>
<p>Histoire de Juliette</p>
<p>Préface à Pauline et Belval</p>
<p>Lettres à des journaux</p>
<p>Les Crimes de l’amour</p>
<p>Projet d’advertissement</p>
<p>L’auteur des Crimes de L’amour à Villeterque, folliculaire.</p>
<p>Théâtre</p>
<p>Histoire secrète d’Isabelle de Bavière, reine de France</p>
<p>Adélaide de Brunswick, princesse de Saxe.</p>
<p>Notes littéraires</p>
<p>Couplets et Pièces de circonstance</p>
<p>Notes pour les Journées de Florbelle</p>
<p>Journal de Charenton</p>
<p>Lettres de Charenton et Testament</p>
<p>La Marquise de Gange</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Fontes" />
<p><strong>FONTES</strong></p>
<p><strong>Bibliografia </strong></p>
<blockquote><p>ALEXANDRIAN. Hiatória da Literatura erótica.Rio de Janeiro, Rocco, 1993.</p>
<p>APOLLINAIRA, Guillaume. El Marqués de Sade, Buenos Aires, Brújula, 1970.</p>
<p>BEAUVOIR, Simone de .&#8221;Deve-se queimar Sade?&#8221; in: Novelas do Marquês de Sade, São Paulo, DIFEL, 1961.</p>
<p>BORGES, L. A. Contador. &#8220;Sade e a revolução dos espíritos&#8221; in: Ciranda dos Libertinos. São Paulo, Max-Limonad, 1988.</p>
<p>DELEUZE, Gilles. Sade/Masoch.Lisboa, Assirio &amp; Alvim, 1982.</p>
<p>ENDORE, Guy. Sade: o santo diabólico. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967.</p>
<p>GIANNATTASIO, Gabriel. Sade: um anjo negro da modernidade.São Paulo,Imaginário, 2000.</p>
<p>LEFORT, Claude. &#8220;Sade: o desejo de saber e o desejo de corromper&#8221; in: O Desejo, São Paulo, Companhia das Letras,1990.</p>
<p>MORAES, Eliane Robert. Marquês de Sade: um libertino no salão dos filósofos.</p>
<p>PEIXOTO, Fernando. Sade- vida e obra. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979. THOMAS, Donald. Marquês de sade: o filósofo libertino. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1992.</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Edgar Allan Poe</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 23:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>

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		<description><![CDATA[Biografia de Edgar Allan Poe]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/poe.jpg" border="0" alt="Edgar Allan Poe" align="left" /></p>
<div>
<div>Edgar Allan Poe (1809 &#8211; 1849). Este famoso escritor americano se celebrizou, no século XIX, por suas histórias mórbidas e fantásticas. Edgar Allan Poe nasceu em Boston, em 19 de janeiro de 1809, filho do ator David Poe Jr, que abandonou a família em 1810, e da atriz Elizabeth Arnold Hopkins Poe. Em 1911, o destino reservou um duro golpe para o menino e seus irmãos, quando sua mãe morreu de tuberculose. As crianças foram recolhidas por pessoas da família e Edgar acabou encontrando abrigo na casa de Francis Allan e o seu marido John Allan, um mercador de tabaco bem sucedido de Richmond, que nunca o adotou legalmente. No entanto, as dificuldades do início da vida provocaram um permanente pessimismo e um espírito macabro que o acompanharam até sua morte.</div>
<p><span id="more-97"></span></p>
<p>Poe estudou na Inglaterra durante sua juventude, mas logo voltou aos Estados Unidos, onde frequentou as Universidades de Charlotteville e Virginia. Porém, não conseguiu se enquadrar nos rígidos padrões da época e acabou expulso da Universidade de Virginia. Devido a desentendimento com seu padrasto relacionado  à dívidas de jogo, alistou-se nas forças armadas com o nome Edgar A. Perry, e foi para a Grécia lutar contra os turcos. Na volta, alistou-se no Batalhão de Artilharia e acabou conseguindo uma indicação para a Academia Militar de West Point. No entanto, nessa época, sua cabeça estava voltada para a poesia e após publicar o seu primeiro livro de poemas, Tamerlane and other poems, by a Bostonian, decidiu abandonar a carreira militar. Em 1833, ganha o prêmio do jornal Philadelphia Saturday Visitor com o seu conto Manuscript found in a bottle. O diretor do jornal, com pena da miséria e da depressão em que o escritor vivia, consegue-lhe um emprego no Southern Literacy , onde ele fica pouco tempo pois se tornara num alcoólatra.</p>
<p>O casamento com sua prima Virgínia, de apenas 13 anos, faz Edgar ficar mais confiante. Ele começa a trabalhar em diversos jornais em Nova Iorque e Filadélfia. Em 1840, publica sua primeira coleção de contos, Tales of grotesque and arabesque e &#8220;Os crimes da rua Morgue&#8221;, apresentando a figura do detecive Dupin, antecessor de Sherlock Holmes.</p>
<p>Mas o destino outra vez surpreende o escritor. Sua mulher é atacada pela tuberculose, doença que matou seus pais. Edgar volta ao alcoolismo e se relaciona com Frances Osgood, para tentar esquecer sua dor familiar. Em 1847, com a morte de sua mulher, Poe se afunda num estado de profundo desespero e passa a viver em constante embriaguez e abuso de ópio. Aos 40 anos, numa taberna, em Baltimore, Edgar Allan Poe passa mal sofrendo de <em>delirium tremens</em> em virtude do consumo exagerado de ópio. Acaba assim falecendo três dias depois num hospital. Era sete de outubro de 1849.</p>
<p>Poe escreveu novelas, contos e poemas, exercendo larga influência em autores fundamentais como Baudelaire, Maupassant e Dostoievski. Admite-se hoje que a culminância de seu talento dá-se no gênero conto. Suas histórias curtas podem ser classificadas tematicamente em dois grupos principais:</p>
<p>a) contos de horror ou “góticos”.</p>
<p>b) contos analíticos, de raciocínio ou policiais. Escreveu também contos de humor e contos que anteciparam o que hoje se chama “ficção científica”.</p>
<p>Os contos de horror ou “góticos” apresentam invariavelmente personagens doentias, obsessivas, fascinadas pela morte, vocacionadas para o crime, dominadas por maldições hereditárias, seres que oscilam entre a lucidez e a loucura, vivendo numa espécie de transe, como espectros assustadores de um terrível pesadelo. Muitos destes relatos ainda causam calafrios nos leitores modernos. Entre eles destacam-se O gato preto, Ligéia, O coração delator, A queda da casa de Usher, O poço e o pêndulo, Berenice e O barril de Amontillado.<br />
Os contos analíticos, de raciocínio ou policiais entre os quais figuram os antológicos Assassinato de Maria Roget, Os crimes da Rua Morgue e A carta roubada, ao contrário dos contos de horror, primam pela lógica rigorosa e pela dedução intelectual que permitem o desvendamento de crimes misteriosos. É o início do que se convencionou chamar de literatura policial.</p>
<p>Poe não foi apenas um notável contista. Foi também o primeiro grande teórico do gênero, ressaltando no conto três elementos básicos: a estrutura centrada num efeito único, o valor dominante do clímax (o desfecho do conto) e o despojamento da expressão. Aliás, a linguagem das histórias curtas de Poe é elevada, porém direta, apresentando diálogos de grande força dramática que conduzem o leitor por um mundo labiríntico e asfixiante.</p>
<p>Enquanto os demais autores se concentravam no terror externo, no terror visual se valendo apenas de aspectos ambientais, Poe se concentrava no terror psicológico, vindo do interiorde seus personagens.<br />
Estes sofriam de um terror avassalador, fruto de suas próprias fobias e pesadelos, que quase sempre eram um retrato do próprio Poe que sempre teve sua vida regida por um cruel e terrível destino. Não há conto algum de Poe narrado em terceira pessoa e é sempre &#8220;ele&#8221; que vê, que sente, que ouve e que vive o mais profundo e escandente terror. São relatos em que o delírio do personagem se mistura de tal maneira à realidade que não se consegue mais diferenciar se o perigo é concreto ou se trata apenas de ilusões produzidas por uma mente atormentada.<br />
Numa época em que começava a se desenvolver o espiritismo na América do Norte, Poe se valhe desses argumentos e povoa suas obras com novas sensações e angústias onde reencarnação, hipnotismo ou mesmerismo eram quase sempre presentes. Mas em todos os contos, ou em quase todos, sempre há um mergulho, em certas profundezas da alma humana, em certos estados mórbidos da mente, em recônditos desvãos do subconciente. Por isso mesmo a psicanálise lança-se com afã ao estudo da obra de Poe, porque nela encontram exemplos em grande quantidade para ilustrar suas demonstrações. Independentemente, porém, desses aspectos, o que há nela é um talento narrativo impressionante e impressivo, uma força criadora monumental e uma realização artística invejável, que explicam o ascendente enorme que até os nossos dias exercem os contos de terror de Edgar Allan Poe</p>
<hr />Fonte: <a class="link1" href="http://www.ciadosmisterios.com.br/poe.htm" target="_blank"><strong>Cia. dos Mistérios</strong></a></div>
<div></div>
<div>
<hr class="system-pagebreak" title="Obras" /></div>
<div><strong>OBRAS</strong></div>
<div></div>
<div><strong>Poesia</strong>Al Aaraaf (1829)<br />
Alone (1830)<br />
An Enigma (1848)<br />
Annabel Lee (1849)<br />
The Bells (1849)<br />
Bridal Ballad (1837)<br />
The City In The Sea (1831)<br />
The Coliseum (1833)<br />
The Conqueror Worm (1843)<br />
A Dream (1827)<br />
A Dream Within A Dream (1827)<br />
Dreamland (1844)<br />
Dreams (1827)<br />
Eldorado (1849)<br />
Elizabeth (1850)<br />
Eulalie (1845)<br />
Evening Star (1827)<br />
Fairy-Land (1829)<br />
For Annie (1849)<br />
The Happiest Day, The Happiest Hour (1827)<br />
The Haunted Palace (1839)<br />
Hymn (1835)<br />
Israfel (1831)<br />
The Lake. (1827)<br />
Lenore (1831)<br />
The Raven (1845)<br />
Romance (1829)<br />
Serenade (1850)<br />
The Sleeper (1831)<br />
Song (1827)<br />
Sonnet- To Science (1829)<br />
Sonnet- To Zante (1837)<br />
Spirits Of The Dead (1827)<br />
Stanzas (1827)<br />
Tamerlane (1827)<br />
To &#8212; (1830)<br />
To &#8212; &#8211; (1829)<br />
To F&#8211; (1835)<br />
To F&#8211;S S. O&#8211;D (1835)<br />
To Helen (1831)<br />
To Helen (1848)<br />
To M&#8211; (1830)<br />
To M.L.S. (1847)<br />
To My Mother (1849)<br />
To One In Paradise (1834)<br />
To The River &#8212; (1829)<br />
Ulalume (1847)<br />
A Valentine (1846)<br />
The Valley Of Unrest (1831)</p>
<p><strong>Prosa</strong></p>
<p><strong>Artigos</strong></p>
<p>Criticism (1850)<br />
The Daguerreotype (1840)<br />
Marginalia (1844-49)</p>
<p><strong>Romances e histórias longas</strong></p>
<p>The Gold-Bug (1843)<br />
Hans Phaall (1850)<br />
The Murders In The Rue Morgue (1841)<br />
The Mystery Of Marie Roget &#8211; A Sequel To &#8220;The Murder In The Rue Morgue&#8221; (1850)<br />
The Narrative Of Arthur Gordon Pym Of Nantucket (1850)</p>
<p><strong>Contos</strong></p>
<p>The Angel Of The Odd- An Extravaganza (1850)<br />
The Assignation (1834)<br />
The Balloon-Hoax (1850)<br />
Berenice (1835)<br />
The Black Cat (1843)<br />
Bon-Bon (1850)<br />
The Business Man (1850)<br />
The Cask Of Amontillado (1846)<br />
The Colloquy Of Monos And Una (1850)<br />
The Conversation Of Eiros And Charmion (1850)<br />
A Descent Into The Maelstrom (1841)<br />
The Devil In The Belfry (1850)<br />
Diddling &#8211; Considered As One Of The Exact Sciences (1850)<br />
The Domain Of Arnheim (1850)<br />
The Duc De l&#8217;Omlette (1850)<br />
Eleonora (1850)<br />
The Facts In The Case Of M. Valdemar (1845)<br />
The Fall Of The House Of Usher (1839)<br />
Four Beasts In One- The Homo-Cameleopard (1850)<br />
Hop-Frog Or The Eight Chained Ourang-Outangs (1850)<br />
How To Write A Blackwood Article (1850)<br />
The Imp Of The Perverse (1850)<br />
The Island Of The Fay (1850)<br />
King Pest &#8211; A Tale Containing An Allegory (1835)<br />
Landor&#8217;s Cottage &#8211; A Pendant To &#8220;The Domain Of Arnheim&#8221; (1850)<br />
The Landscape Garden (1850)<br />
Ligeia (1838)<br />
Lionizing (1850)<br />
Literary Life Of Thingum Bob, Esq. &#8211; Late Editor Of The Goosetherumfoodle &#8211; By Himself (1850)<br />
Loss Of Breath &#8211; A Tale Neither In Nor Out Of &#8220;Blackwood&#8221; (1850)<br />
The Man Of The Crowd (1850)<br />
The Man That Was Used Up &#8211; A Tale Of The Late Bugaboo And Kickapoo Campaign (1850)<br />
The Masque Of The Red Death (1842)<br />
Mellonta Tauta (1850)<br />
Mesmeric Revelation (1850)<br />
Metzengerstein (1850)<br />
Morella (1850)<br />
Morning On The Wissahiccon (1850)<br />
Ms. Found In A Bottle (1833)<br />
Mystification (1850)<br />
Never Bet The Devil Your Head &#8211; A Tale With A Moral (1850)<br />
The Oblong Box (1850)<br />
The Oval Portrait (1850)<br />
The Pit And The Pendulum (1842)<br />
The Power Of Words (1850)<br />
A Predicament (1838) &#8211; 21KB<br />
The Premature Burial (1850)<br />
The Purloined Letter (1845)<br />
Scenes From Politian (1835)<br />
Shadow- A Parable (1850)<br />
Silence &#8211; A Fable (1837)<br />
Some Words With A Mummy (1850)<br />
The Spectacles (1850)<br />
The Sphinx (1850)<br />
The System Of Dr. Tarr And Prof. Fether (1850)<br />
Tale Of Jerusalem (1850)<br />
A Tale Of The Ragged Mountains (1850)<br />
The Tell-Tale Heart (1843)<br />
&#8220;Thou Art The Man&#8221; (1850)<br />
The Thousand-And-Second Tale Of Scheherazade (1850)<br />
Three Sundays In A Week (1850)<br />
Von Kempelen And His Discovery (1850)<br />
Why The Little Frenchman Wears His Hand In A Sling (1850)<br />
William Wilson (1839)<br />
X-Ing A Paragrab (1850)</p>
<p><strong>Histórias de Detetive</strong></p>
<p>The Murders In The Rue Morgue (1841)<br />
The Mystery Of Marie Roget &#8211; A Sequel To &#8220;The Murder In The Rue Morgue&#8221; (1850)<br />
The Purloined Letter (1845)</p>
<p><strong>Terror</strong></p>
</div>
<div>Berenice (1835)<br />
The Cask Of Amontillado (1846)<br />
The Fall Of The House Of Usher (1839)<br />
The Masque Of The Red Death (1842)<br />
Morella (1850)<br />
The Oblong Box (1850)<br />
The Oval Portrait (1850)<br />
The Pit And The Pendulum (1842)<br />
The Premature Burial (1850)<br />
Von Kempelen And His Discovery (1850)</p>
<p><strong>Obras Lançadas no Brasil:</strong></p>
<p>Annabel Lee, Ulaume e o Corvo</p>
<p>Assasinatos na Rua Morgue</p>
<p>As Aventuras de Arthur Gordon PYM</p>
<p>A Carta Roubada</p>
<p>Contos</p>
<p>Contos de Edgar Allan Poe</p>
<p>Contos de Terror, Mistério e Morte</p>
<p>Contos Escolhidos</p>
<p>O Corvo e Suas Traduções</p>
<p>Edgar Allan Poe: Ficção Completa, Poesia e Ensaios</p>
<p>O Escaravelho de Ouro e Outras Histórias</p>
<p>Histórias de Crime e Mistério</p>
<p>Histórias Extraordinárias</p>
<p>O Homem da Multidão</p>
<p>Manuscrito Encontrado Numa Garrafa e Outros Contos</p>
<p>O Mistério de Marie Roget</p>
<p>Passageiro Clandestino: Aventuras de Arthur Gordon Pym</p>
<p>Poemas e Ensaios</p>
<p>Poesia e Prosa: Obras Escolhidas, Novelas, Contos</p>
</div>
<div></div>
<div>
<hr class="system-pagebreak" title="Fontes" /></div>
<div><strong>FONTES</strong></div>
<div></div>
<div><strong>Bibliografia</strong></div>
<div></div>
<div>ALVES, Vinícius (org). O Corvo, Corvos e o outro corvo:traduções do corvo. In: Filosofia da Composição.Florianópolis: UFSC/Bernúncia, 2000.</p>
<p>BARROSO, Ivo (org).O Corvo e suas traduções.São Paulo: Nova Aguilar, 2000.</p>
<p>COULTHARD, Malcolm; ROSA, Carmen (org).O Corvo Tropical de Edgar allan Poe.<br />
in Tradução: Teoria e Prática. Caldas-Coulthard. Florianópolis: UFSC, 1991.</p>
</div>
<div></div>
<div><strong>Links</strong></div>
<div>
<p><a class="link1" href="http://www.ciadosmisterios.com.br/poe.htm" target="_blank"><strong>Cia. dos Mistérios</strong></a> : Site Brasileiro sobre os mestres do Mistério<br />
<a class="link1" href="http://www.visitorinfo.com/ghost/CompleteStoriesandPoemsofEdgarAllanPoe.htm" target="_blank"><strong>Complete Allan Poe:</strong></a> Site em inglês com textos e poemas de Allan Poe<br />
<a class="link1" href="http://www.nadn.navy.mil/englishdept/poeperplex/thepope.htm" target="_blank"><strong>The Poe Perplex</strong></a><strong>:</strong> Mais um site em inglês sobre Allan Poe<br />
<a class="link1" href="http://www.zaz.com.br/almanaque/literatur/poe_0.htm" target="_blank"><strong>Terra &#8211; Almanaque &#8211; Edgar Allan Poe<br />
</strong></a><a class="link1" href="http://www.gothictomb.com/poe/" target="_blank"><strong>Poe&#8217;s Tomb</strong></a></p>
</div>
<div id="pfButton"><a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/edgar-allan-poe/?pfstyle=wp" title="Print an optimized version of this web page" style="text-decoration: none;"><img id="printfriendly" style="border:none; padding:0;" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-print-icon.gif" alt="Print"/><span style="font-size: 12px; color: #55750c;"> Print <img src="http://cdn.printfriendly.com/pf-pdf-icon.gif" alt="Get a PDF version of this webpage" /> PDF </span></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sylvia Plath</title>
		<link>http://www.beatrix.pro.br/index.php/sylvia-plath/</link>
		<comments>http://www.beatrix.pro.br/index.php/sylvia-plath/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 23:46:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beatrix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Obras]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Sylvia Plath]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://beatrix1.tempsite.ws/site/?p=96</guid>
		<description><![CDATA[Biografia da escritora Sylvia Plath]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 0pt none;" src="http://www.beatrix.pro.br/imagens/plath.jpg" border="0" alt="Plath" align="left" /></p>
<div>A fama de Sylvia Plath como escritora está irremediavelmente ligada à repercussão do seu suicídio. Os poemas mais conhecidos estão no livro Ariel, publicado dois anos depois de sua morte e foram, na maioria, escritos nos seus últimos meses de vida. Durante o final da década de 50, Sylvia Plath era considerada uma escritora completa, porém alternativa, vivendo à sombra do talento do marido, o poeta inglês Ted Hughes. Escreveu um romance angustiado, The bell jar (1963), publicado sob pseudônimo, dias antes de morrer. Poucos, com certeza, teriam adivinhado que seria capaz de produzir poemas de tamanha força como os últimos que escreveu, combinando desespero enfurecido e altíssimo nível técnico literário.</div>
<p><span id="more-96"></span></p>
<p>Seus poemas são atormentados e profundamente inteligentes. Por expressar raiva e dirigi-los praticamente contra os homens, como em Daddy (Papaizinho), Plath foi canonizada pelas feministas durante as décadas de 70 e 80, que usaram indevidamente sua obra para suscitar polêmicas. Quando esse fanatismo passou, pôde-se perceber que sua poesia era realmente única, dotada de um misterioso jorro de eloquência poética.</p>
<p>Sylvia Plath suicidou-se em 1963. Se ela tivesse sobrevivido à terceira e última tentativa de pôr fim à vida, talvez não soubesse justificar a origem dos poemas de Ariel (1965). Hughes publicou uma coletânea (Collected poems), com textos inéditos de Sylvia, em 1981, que recebeu o prêmio Pulitzer em 1982. Os poemas são encantadores e inimitáveis e possivelmente influenciaram inúmeros poetas ao longo dos últimos 30 anos.</p>
<p><strong>Os diários de Plath</strong></p>
<p>Hoje, a tradução completa de seus diários permite ver, dia após dia, como uma escritora mágica, uma moça sadia, vaidosa, espontânea, irônica, hipersensível, foi acometida de uma neurose. Seus diários se assemelham a uma longa novela de Fitzgerald cujo personagem fosse verdadeiro, dotado de lucidez total e de coragem igualmente grande para enfrentar os problemas íntimos.</p>
<p>Duas coisas chamam particularmente a atenção nesses diários: de um lado, é a capacidade da estudante Sylvia Plath de nos mergulhar mais uma vez nas ondas luminosas daquela época do pós-guerra e um lado &#8220;American Graffitti&#8221; e, de outro, a terrível transformação de seu estilo mágico em imagens convencionais quando começa a viver com o poeta Ted Hugues. As pequenas estradas verdes e brancas de Cap Code, as noites de chuva primaveril de Cambridge, a insolência natural dos retratos, tudo perde seu verniz, seu brilho.</p>
<p><strong>Vida breve</strong></p>
<p>Nascida em 1932, no Estado de Massachusetts, numa família de origem austríaca, ela fez estudos brilhantes no Smith College. O pai morreu quando ela tinha 8 anos. Em 1953, tentou matar-se. Em 1957, seu marido, Ted Hughes, publicou The Hawk in the Rain, primeira coletânea de poemas que o tornaria célebre.</p>
<p>Em 1962, Hughes encontrou outra mulher e abandonou Sylvia. Em junho, numa casa de campo, em Devon, ela escreveu seus mais belos poemas, que compõem a coletânea Ariel, movida por verdadeiro frenesi. Antes do Natal, solitária, desamparada, mudou-se com os filhos para uma casa em Londres, onde viveu Yeats. Na manhã de 11 de fevereiro de 1963, depois de preparar o leite das crianças, escreveu um bilhete e abriu o gás da cozinha. Sua morte a tornou tão célebre quanto Hemingway e se instalou um culto em torno de sua obra e de sua vida.</p>
<p>Hoje, Sylvia Plath ainda provoca polêmicas nos jornais americanos e ingleses. Fazem-se acusações a seu marido. Mas todos ficam estupefatos com a essência fugaz de sua arte, como diante de um monte de cinzas após uma noite de grande festa, como se o vento do entusiasmo tivesse levado uma geração à beira de uma praia, incapaz de abordar essa vida adulta que todos haviam deixado de levar em conta.</p>
<p>Mais do que uma obra literária, seus diários continuam a ser os misteriosos fragmentos de uma juventude americana, que devorava o sexo, suco de grapefruit, a brancura da aurora, a intensidade, o brilho fugaz da existência. O mundo da nova América era visto por cima dos óculos redondos de uma Lolita que leu O Apanhador nos Campos de Centeio, de Salinger, até a exaustão.</p>
<p>Em tudo Silvia Plath mostra preocupação constante para o valor musical das palavras. Em The Colossus a inquietação quase parece excessiva como se fosse um preparatório para Ariel. A musicalidade é um elemento da poesia difícil de se falar, sentida e não sentida que chegam quase a tocar-se num movimento contínuo.</p>
<p>Não é somente em relação aos instintos que ela liberta a sua linguagem poética da alienação. Porque se este grau de transgressão se manifesta como falso respeito ao nível lexical, este vem de forma muito mais direta. Não tanto na suposição gratuita das palavras consideradas &#8220;pouco poéticas&#8221; (na verdade nenhuma palavra é pouco poética que a outra), mas com a perseguição tenaz das expressões precisas que num poeta inspirado (ou seja – qualquer coisa dita) é mais um resultado de uma necessidade interior que uma abstrata normativa da poética [ou dito de outra forma: o poeta com "qualquer coisa dita" pode perseguir uma expressão precisa]. Isto poderia a primeira vista complicar a tarefa do tradutor e por conseguinte ao leitor. Quem sabe não?! Porque nos resta (a mim e a vc leitor) o fator constitutivo fundamental da própria língua do poeta: a exatidão do original que nos leva a certeza da tradução e da leitura. Rendemo-nos ao acontecimento que não deve e não pode subtrair certas paisagens obrigatórias.</p>
<p>Nas suas poesias, e principalmente as derradeiras, Sylvia Plath torna-se ela mesma, imaginária criação selvagem e delicada: não uma pessoa, nem mulher, nem ao certo uma poetisa (ou poeta); porém uma daquelas heroínas clássicas mais que reais: hipnóticas. Não tanto para ser feminina ou fêmea, ou ainda, para ser os elementos costumeiros que nos distingue como mulher. A sua voz &#8211; ora fria e divertida, irônica, ácida, sonhadora, pueril e agraciada – pode-se fazer áspera e destoante como uma exclamação vampiresca – Dione, Fedra ou Medea a quais sabem rir de si mesmas. Os versos se repetem, parecem estarem perdidos na linha mas o seu idioma jamais morre.</p>
<div>Tudo em Plath lembra-nos pessoal, confessional e profundo sentimento. Entretanto, nela a forma do sentir é a controlada alucinação, a autobiografia de uma febre. O queimor da ânsia que se move para uma cavalgada, uma viagem, um vôo da abelha rainha forçada a alcançar os batimentos cardíacos ofegantes.</div>
<div></div>
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<hr class="system-pagebreak" title="Cronologia" /><strong>CRONOLOGIA</strong></div>
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<div>1932: Norte-americana de Boston, Sylvia Plath nasceu em 27 de outubro . Seu pai era um renomado professor de biologia e a mãe professora de alemã. Suas origens polonesa e austríaca talvez indiquem o tom de sua obra.1940: Publicou o primeiro poema , época do falecimento do pai.</p>
<p>1947: Á partir de 1947, passou a ganhar inúmeros concursos de redação e enviou 45 contos para a Revista Seventeen. Logo o primeiro conto foi publicado, assim como o poema Bitter Strawbwrry.</p>
<p>1950: Ingressou na faculdade feminina do Smith College dedicando-se integralmente à literatura. No ano seguinte ganhou o concurso da revista de modas Mademoiselle, com o conto Sunday at Mintons. Passou então a colecionar prêmios, entrando em contato com a vida cultural de Nova York.</p>
<p>1953: Tentou suicídio pela primeira vez, sendo internada para tratamento psiquiátrico.</p>
<p>1955: Graduou-se em inglês ganhando bolsa para estudar em Cambridge, na Inglaterra, e lá conheceu o marido, o poeta inglês Ted Hughes.</p>
<p>1956: Casando-se em 16 de junho.Iniciou os poemas que integrariam &#8220;The Colossus and Others Poems&#8221;.</p>
<p>1957:Retornou com o marido para os Estados Unidos, dando aulas no Smith College, mas nesse mesmo ano desistiu da carreira do magistério.</p>
<p>1959: Foi trabalhar no Hospital Geral de Boston, onde reviu seu psiquiatra. Em dezembro retornou em definitivo para a Inglaterra.</p>
<p>1960:Nasceu sua primeira filha, Frieda, e seu livro é publicado.</p>
<p>1961: Iniciou &#8220;The Bell Jar&#8221;. Sofreu um aborto e uma apendicite e voltou a engravidar.</p>
<p>1962: Nasce seu filho Nicholas. Ocorre a segunda tentativa de suicídio e a separação do casal, devido ao envolvimento de Hughes com Assia Gutman. Sylvia muda-se para Londres com os filhos.</p>
</div>
<div>1963: &#8220;The Bell Jar&#8221; é publicado. Em 11 de fevereiro do mesmo ano comete suicídio.Após sua morte são publicados &#8220;Ariel&#8221; e &#8220;The Collected Poems&#8221;, sendo este agraciado com o prêmio Pullitzer na categoria Poesia.</p>
<hr class="system-pagebreak" title="Obras" /><strong> </strong></div>
<div><strong>OBRAS</strong></div>
<div></div>
<div>
<ul>
<li>The Colossus and Others Poems(poesia), 1960.</li>
<li>The Bell Jar(romance), 1963.</li>
<li>Ariel(poesia),1965.</li>
<li>Crossing the Water(poesia), 1971.</li>
<li>Winter Trees (poesia),1971.</li>
<li>Letters Home; Correspondance (cartas), 1975.</li>
<li>The Bed Book (juvenilia), 1976.</li>
<li>Johnny Panic and the Bible of Dreams (ficção, diários, ensaios), 1979.</li>
<li>The Collected Poems (obra poética completa), 1981.</li>
<li>The Journals of Sylvia Plath (diários), 1982.</li>
</ul>
</div>
<div>
<hr class="system-pagebreak" title="Textos" /></div>
<div><strong>TEXTOS</strong></div>
<div></div>
<div><strong>ARIEL</strong>Estancamento no escuro<br />
E então o fluir azul e insubstâncial<br />
De montanha e distância.<br />
Leoa do Senhor como nos unimos<br />
Eixo de calcanhares e joelhos!&#8230; O sulco<br />
Afunda e passa, irmão<br />
Do arco tenso<br />
Do pescoço que não consigo dobrar.<br />
Sementes<br />
De olhos negros lançam escuros<br />
Anzóis&#8230;<br />
Negro, doce sangue na boca,<br />
Sombra,<br />
Um outro vôo<br />
Me arrasta pelo ar&#8230;<br />
Coxas, pêlos;<br />
Escamas e calcanhares.<br />
Branca<br />
Godiva, descasco<br />
Mãos mortas, asperezas mortas.<br />
E então<br />
Ondulo como trigo, um brilho de mares.<br />
O grito da criança<br />
Escorre pela parede.<br />
E eu<br />
Sou a flecha,<br />
O orvalho que voa,<br />
Suicida, unido com o impulso<br />
Dentro do olho<br />
Vermelho, caldeirão da manhã.</p>
<p><strong>Canção de Amor da Jovem Louca</strong></p>
<p>tradução de Maria Luíza Nogueira</p>
<p>Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro<br />
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer<br />
(Acho que te criei no interior da minha mente)</p>
<p>Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,<br />
Entra a galope a arbitrária escuridão:<br />
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.</p>
<p>Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,<br />
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.<br />
(Acho que te criei no interior de minha mente)</p>
<p>Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:<br />
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:<br />
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.</p>
<p>Imaginei que voltarias como prometeste<br />
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.<br />
(Acho que te criei no interior de minha mente)</p>
<p>Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão<br />
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo<br />
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:<br />
(Acho que te criei no interior de minha mente.)</p>
<p><strong><br />
Papoulas de Julho</strong></p>
<p>Tradução:Afonso Félix de Souza.</p>
<p>Ó papoulinhas, pequenas flamas do inferno,<br />
Então não fazem mal?</p>
<p>Vocês vibram. É impossível tocá-las.<br />
Eu ponho as mãos entre as flamas. Nada me queima.</p>
<p>E me fatiga ficar a olhá-las<br />
Assim vibrantes, enrugadas e rubras, como a pele de uma boca.</p>
<p>Uma boca sangrando.<br />
Pequenas franjas sangrentas!</p>
<p>Há vapores que não posso tocar.<br />
Onde estão os narcóticos, as repugnantes cápsulas?</p>
<p>Se eu pudesse sangrar, ou dormir!<br />
Se minha boca pudesse unir-se a tal ferida!</p>
<p>Ou que seus licores filtrem-se em mim, nessa cápsula de vidro,<br />
Entorpecendo e apaziguando.<br />
Mas sem cor. Sem cor alguma.</p>
</div>
<div>
<hr class="system-pagebreak" title="Fontes" /></div>
<div><strong>FONTES</strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong>Bibliografia</strong></div>
<div>
KUKIL, Karen V. Os Diários de Sylvia Plath &#8211; 1950 1962. São Paulo: GLOBO, 2004.<br />
MALCOLM,Janet. A Mulher Calada: Sylvia Plath. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.</div>
<div></div>
<div><strong>Links</strong></div>
<div><strong><a class="link1" href="http://www.opoema.libnet.com.br/sylviaplath/sylviaplath.htm" target="_blank">O POEMA</a><br />
<a class="link1" href="http://geocities.yahoo.com.br/edterranova/sylvia1.htm" target="_blank">Sylvia Plath</a>: </strong>(Página com poesias e ensaios sobre a escritora)<strong><br />
<a class="link1" href="http://www.sylviaplath.de/" target="_blank">Sylvia PLath Homepage:</a> </strong>(págian bastante completa em inglês)<strong><br />
</strong></div>
<div></div>
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