Clarice Lispector Infelizmente só tenho em casa quatro livros da Clarice Lispector: “A hora da Estrela “, “A paixão segundo G. H.”, “Laços de Família” e “A Via Crucis do Corpo”. Pode parecer muito, mas queria na verdade ter todos. Ela é sem dúvida a escritora que eu mais admiro. Podem afirmar o contrário, mas na minha modesta opinião prefiro mil vezes ela à Virginia Woolf . Clarice não tem medo nem pudor de levar seus personagens até as últimas consequências, enquanto a Virginia Woolf tem medo, ou melhor seus personagens tem medo e desistem mesmo antes de tentar. Os personagens da Clarice mesmo tendo medo vão em frente e seguem até o fim, e ela vai até o fim com eles. Não que Clarice seja cruel, mas é a própria humanidade que traz em si essa característica. Ninguém é inocente, nos textos da Clarice tudo é nú e cru, ou nem tanto, pois o mal habita as entrelinhas…E é nas entrelinhas onde na verdade ela mais se revela.
Há uma frase da Clarice Lispector que exprime bem o que ando sentindo ultimamente:

Às vezes me dá enjôo de gente. Depois passa e fico de novo toda curiosa e atenta. E é só.