Oscar Wilde

Oscar WildeEm 1854, nasce em Dublin (Irlanda), Oscar Fingal O’Flatertie Wills Wilde (1854-1900). Filho de Sir Willian Wilde, personalidade de destaque, oftalmologista e oculista notório por sua vida amorosa conturbada; e de Jane Francesca Elgie, que utilizando o pseudônimo de “Speranza”, era conhecida como a poetisa nacionalista irlandesa e considerada um dos gênios mais eminentes de um famoso salão literário. Wilde tinha ainda dois irmãos:Willian Wilde (1852-1899) e Isole Emily Francesca (1857-1867).

Cronologia:

1854: Nasce em Dublin (Irlanda), Oscar Fingal O’Flatertie Wills Wilde. Filho de Sir Willian Wilde, personalidade de destaque, oftalmologista e oculista notório por sua vida amorosa conturbada; e de Jane Francesca Elgie, que utilizando o pseudônimo de “Speranza”, era conhecida como a poetisa nacionalista irlandesa e considerada um dos gênios mais eminentes de um famoso salão literário. Wilde tinha ainda dois irmãos:Willian Wilde(1852-1899) e Isole Emily Francesca (1857-1867).

1871: Nos estudos, Wilde sempre foi brilhante. Tendo iniciado sua carreira escolar em Portore Royal School, de Enniskillen, transferiu-se para no Trinity College de Dublin em 1873 onde realiza os estudos clássicos.

1874: Obtém bolsa para o Magdalen College, Oxford (UK), onde permanece até 1879.

1878: Ganhou o prêmio Newdigate por seu poema “Ravenna”.

1879: Fixou residência em Londres.

1881: É publicado “Poems”.

1882: Entre 1882 e 1888 escreveu pouco, fazendo no entanto, freqüentes visitas a Paris, onde teve contato com Flaubert, Baudelaire e com a escola “decadente” francesa. Inicia um ano de viagens e conferências à America do Norte.

1883: Escreve “A Duquesa de Pádua”.

1884: Casa-se com Constance Lloyd e vai viver em Chelsea (Londres).

Nasce o primeiro filho Cyril. Escreve resenhas para Pall Mall Gazette.

1886: Nasce o filho caçula: Vyvian.

1887: Torna-se editor do Wolman’s World. Escreve “O Fantasma de Canterville”.

1888: Escreve “O Príncipe Feliz e outros contos”.

1889: Escreve “O Retrato de Mr. W.H.”

1891: Escreve “A House of Pomegranates”, “O Crime de Lord Arthur Savile” e “Intenções” (ensaios). Publica o seu primeiro e único romance:”O retrato de Dorian Gray”. Essa obra foi uma espécie de materialização ou de comunicação dos ideais do seu autor, consistindo na primeira indicação, embora não expressa do seu homossexualismo (O escritor teria sido iniciado em práticas homossexuais em 1886, por Robert Ross). É apresentado – pelo poeta wykemista, oxfordiano émerito e homossexual, Lionel Johson – ao Lorde Alfred Douglas (chamado Bosie por seus colegas), com quem passou a manter um intenso relacionamento.

Wilde e Bosie passaram a ser vistos constantemente juntos. Wilde passaria ainda a ter serios problemas financeiros devido as exigências de seu companheiro (e amante), que esperava ser suprido de bens e caprichos mais caros, além de dinheiro sempre que pedisse.

Escreve a peça Salomé. Entre 1882-1883 Wilde tenta levá-la aos palcos. Na montagem de Wilde, salpicada com requintes de satanismo, Salomé, num êxtase de necrofilia, beija a cabeça decepada de João Batista. Sara Bernhardt chega a se interessar pela compra dos direitos mas desiste.

1892: Wilde passa a se dedicar ao teatro, um dos únicos gêneros literários capazes de proporcionar suficiente retorno financeiro. Produz a peça “O Leque de Lady Windermere” que é apresentada no teatro Saint James, em Londres e obtém grande sucesso. Salomé (escrita em francês) é proibida.

1893. “Uma Mulher sem importância” e “A importância de ser prudente” são encenadas. Salomé é impressa em Paris.

1894: Salomé é traduzida para a lingua inglesa por Lorde Alfred Douglas. Apesar das desilusões de Wilde com Salomé, ele obtém grande sucesso com as comédias de costumes “Um Marido Ideal” e “A importância de ser prudente”.

Animado com o êxito de suas férias, Wilde sai de férias acompanhado de “Bosie”, seu amante para o Norte da África. O Marquês de Queensbury (pai de “Bosie”) faz severas advertências a Wilde e escreve um cartão que deixa no Albermale Club contendo inscrições ofensivas a Wilde (chamado por ele de sodomita). Wilde apesar das advertências dos amigos, decide, em atenção aos desejos de “Bosie”, mover uma ação criminal por injúria contra o Marquês de Queensbury.

1895: Processa o Marquês de Queensbury por difamação. O feitiço vira contra o feiticeiro. É processado pelo Marquês e com base em indícios retirados da interpretação de suas obras e com testemunho de pessoas que tiveram acesso a rotina e aos costumes sexuais do escritor, é julgado culpado de “praticas estranhas a natureza”. É condenado a dois anos de trabalhos forçados pelo tribunal de Old Baley por seu homossexualismo. Os primeiros seis meses de pena são cumpridos na prisão de Wondsworth, onde Wilde, que sempre fora acostumado a uma rotina macia e luxuosa, recebeu um tratamento desumano. Depois, devido aos esforços de alguns amigos, foi transferido para o cárcere de Reading. Durante estes dois anos Wilde sofreu intensamente, dando sinais de alienação, quase não falando e apresentando sinais de grande apatia.

1896: Seus filhos e sua mulher, sucumbindo a fortes pressões sociais, substituíram o sobrenome Wilde por Holland.

1897: Escreve “A Balada do Cárcere de Reading”. Escreve “De Profundis”, a longuíssima carta dirigida a Alfred Douglas, na qual expõe todas as mazelas às quais o jovem o fez passar, e que acaba sendo praticamente uma biografia. Libertado da prisão vai morar na França, depois Itália e Suíça, acompanhado de seu antigo companheiro Lorde Alfred “Bosie” Douglas, que permanece com Wilde até o seu dinheiro se esgotar. Uma vez abandonado por “Bosie”, Wilde vai para Paris, onde passou o restante dos seus dias atormentado por miningite associada à sífilis. Adota o nome de Sebastian Melmoth.

1898: É publicada “A balada do cárcere de Reading”, um pungente poema à respeito da condição humana, publicado sob o pseudônimo de C.3.3., sua identidade perante a justiça. Morre a esposa Constance.

1900: Vive completamente esquecido e miserável em Paris, visitado apenas por um grupo mínimo de amigos, como Robert Ross, que o ajudava financeiramente e também foi responsável pela publicação de “De profundis” após sua morte. Wilde morre dia 30 de novembro de miningite associada à sífilis (logo após ter sido aceito na Igreja Católica) no Hotel d’Alsace, um obscuro hotel na Rue de Beaux-Arts, no Quartier Latin em Paris. É enterrado no Pére Lachaise, em Paris.

1950: Vyvian Holland escreve o livro:”Filho de Oscar Wilde”, numa tocante homenagem ao pai, e que muito contribuiu para resgatar a memória e o talento de Wilde.


OBRAS

Romance:
* O Retrato de Dorian Gray

Contos:
* O Fantasma de Canterville

* O crime de Lord Arthur Saville

* O modelo milionário

* A Esfinge sem segredo

* O retrato do Sr. W. H.

* O príncipe feliz

* O rouxinol e a rosa

* O aniversário da infanta

* O gigante egoísta

* O amigo devotado

* O pescador e sua alma

* O jovem rei

* O foguete notável

* A criança estrela

* The house of pomegranates. (coletânea de contos)

* O príncipe feliz e outros contos. (coletânea de contos)

Poemas

*Poemas em prosa:
*O artista

* O mestre

* The doer of good

* O tribunal

* O discípulo

* The teacher of wisdom

*Poemas:
* Eleutheria

* Rosa Mystica

* Wind Flowers

* Flores de ouro

* Impressões do Teatro

* O quarto movimento

* Miscelânea

Dramas:
*A importância da existência da seriedade

* A duquesa de Pádua

* Vera ou os nihilistas

* Salomé

* Um marido ideal

* Uma tragédia florentina

* Uma mulher sem importância

* O leque de Lady Windermere

* A santa cortesã ou a mulher coberta de jóias

Ensaios:
*A ascensão do criticismo histórico

*A renascença da arte inglesa

* De profundis

* London Model

* A alma do homem

Conferências:

* House Decoration

* Intenções

* A Arte e o artesão

* A decadência do falso

* O crítico como artista

* Conferência para estudantes de arte

* A verdade das máscaras

* Caneta lápis e veneno


FONTES

Bibliografia

HOLLAND, Merlin. Wilde, uma fotobiografia. São Paulo, Record,2000.