Cemitério das almas marcadas – Hamilton Lima Souza

Tem um lugarejo entre as cidades de Quatro Barras e Morretes, cujo nome foge agora, onde a existência e o fim dela tem cores marcadas. Local de parada para turistas pela estrada da Graciosa. É uma estrada onde o terreno é íngreme, pela Serra do Mar, levando nos bons tempos da década de 50 a riqueza paranaense para o porto de Antonina, buscando os dólares preciosos do exterior.

O enterro do Anjinho – Rosalice de Araujo Scherffius

“VESTIDOS DE BRANCO, NA COVA DA IA, NO CÉU APARECE…” Cantavam as criancinhas do grupo escolar,que foram “escolhidas”, para a honra de fazer a procissão,levar a tampa e até mesmo o caixão do menino ainda nenê,que tivera uma vidinha tão breve nesta terra… E a mãe do anjinho chorava sem controle ao seguir ao lado do caixão diminuto que guardava aquele corpinho inerte,ao ser levado a sepultura. E o desfile…

O enterro do cabo ótico – Maurílio Silva

A falta de senso crítico, aliada à ignorância por parte de certas pessoas, às vezes cria situações esdrúxulas, como a que aconteceu no interior de Goiás. Um grupo de senhoras religiosas levou anos cuidando do que julgavam ser a cova de um pobre homem, que fora enterrado quase como indigente, já que o infeliz, nunca fora visitado por parente algum. Inexplicavelmente, embora houvesse um cemitério nas proximidades, o indulgente foi…

As tumulares – Guy de Maupassant

Os cinco amigos terminaram de jantar. Eram homens da alta sociedade, maduros, ricos – três casados e dois solteiros. Reuniam-se todos os meses, em recordação da mocidade, e depois de jantar conversavam até as duas horas da madrugada. Tendo permanecido amigos íntimos e, apreciando estar juntos, achavam, talvez, que fossem aqueles os melhores serões da sua vida.

O fotógrafo – Adriano Siqueira

Eu sou fotógrafo. Tenho 32 anos e gosto de tirar fotos dos cemitérios. Meus trabalhos são bem conhecidos, mas mesmo sendo o único a fazer este tipo de trabalho no Brasil, eu estava desempregado. Mantenho sempre em ordem meus e-mails para receber propostas nesta área.Recebi uma mensagem para entrar em um grupo. (Grupo é onde algumas pessoas que tem gostos parecidos se encontram para comentar algo em comum. Depois de…

Ratos de Cemitério – Henry Kuttner

O Velho Masson, zelador de um dos mais antigos e relaxados cemitérios da cidade de Salem, vivia eternamente às voltas com os ratos. Há gerações atrás, tinham vindo eles dos molhes, dos cais, e se instalaram no cemitério, uma verdadeira colônia de enormes ratos. Quando Masson passou a ocupar o atual cargo, após o desaparecimento inexplicável do outro zelador, decidira dar-lhes caça. A principio, deitara-lhes armadilhas, envenenara comida, que largava…