Breve histórico do mito do vampiro com ênfase no sexo

30/01/2010

Encontrei o texto abaixo em um blog/podcast bem interessante o Le Petit Mort que fala basicamente de Horror, Sexo e RPG. De fato não é breve é na verdade brevíssimo, mas quem sabe me inspiro e aprofundo essa tese. Os exemplos são interessantes e contrariam a imagem de vampiro assexuado que muitos gostam de usar em Vampiro a Máscara, ou como disse o Malk na reunião de antediluvianos,  “se você acredita nesta história de que vampiros não tem interesse em sexo  é mais doido que eu”. Ainda bem que a Jeanette desmente essa tese, ela concorda com o vovô Malk.

E felizmente eu nem vi, nem li e nem vou ler Crepúsculo. Prefiro mesmo os “vampiros tarados” de True Blood.

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(ou Uma tese que nunca escreverei, ou ainda Porque odiei “Crepúsculo”)


“Vampiros” estão envolvidos em comportamentos de certa forma sexuais há milênios. Criaturas que tiram sustento de algum tipo de força vital humana aparecem em várias culturas. Ataques sexuais por elfos demoníacos sugadores de sangue na Áustria; espíritos femininos babilônicos atrás de sêmen; demônios orientais que se alimentavam de sangue, sêmen e secreção vaginal; bruxas européias bebedoras de sangue e anteriores ao cristianismo; antigos “ghuls” árabes (nome que aparece em várias mitologias asiáticas e africanas) que na forma de mulheres atraentes enganavam beduínos e canibalizava-os… a coisa varia muito.

O vampiro que nós conhecemos, no entanto, provavelmente não é descendente direto destas fontes – ele começou a surgir na Europa Central por volta do século XVII, quando houve um recrudescimento da mitologia vampírica da região e termos como “vampir”, “vapir”, “uper” e “ubyr”, provavelmente significando “bruxa” ou “demônio” chegam ao inglês moderno. Surtos mortais de alguma doença foram atribuídos ao “vampirismo”, e médicos ingleses, alemães e franceses chamados apara avaliar a situação acabaram por levar o termo ao latim e às suas próprias línguas maternas, ajudados por um monge beneditino francês que publicou um livro sobre aparições, mortos-vivos em geral e vampiros.

Em 1748, Ossenfelder (alemão contemporâneo deste pessoal) publica o poema “Der Vampir”, considerado o primeiro texto literário sobre vampiros. Adivinharam o script? Um vampirão narra em 1ª pessoa os prazeres não-cristãos que proporcionará a uma jovem… Hummm… neste meio tempo, um cientista dá o nome de “vampiro” a morcegos sul-americanos hematófagos, entrelaçando de vez o vampiro ao morcego. Logo depois, outros alemães publicam poemas dedicados ao monstro (até Goethe, com uma versão feminina). Rola sempre uma ênfase no “furor sexual” destes seres, fazendo jus à mitologia da Europa central.

Em 1816, Coleridge leva o monstro para a poesia inglesa (todo gótico tr00 conhece “Christabel” e a vibe lésbica do poema, hehehe),  e em 1818 Polidori publica o famosíssimo “O Vampiro” (e todo Tzimisce já ouviu falar de um certo Ruthven, hahaha), no que teoricamente é a estréia do vampiro na prosa. A partir daí, ele se torna o queridinho dos romances góticos, criando grandes personas literárias como Drácula e Carmilla, aparecendo em textos de gente como Edgar Allan Poe e Baudelaire, e culminando em obras modernas como as de Anne Rice, que praticamente ressuscitou o mito (com trocadilho).

Desde sua gênese literária (e, por que não dizer, em grande parte de suas variações folclóricas), vampiros estão intimamente ligados à sexualidade. Para dizer o mínimo, representam uma metáfora sexual poderosíssima, mostrando a força de símbolos eternos da humanidade como o sangue, o sêmen, o sexo e a violência, junto à exploradíssima dicotomia amor-morte, que vem desde Eros e Thanatos e “contamina” de Sade a Freud.

Tirar o sexo e o pecado do vampiro pra mim é criminoso – por isso não gosto de “Crepúsculo”, onde meu grande perversor é transformado num “príncipe encantado bonzinho”, na figura patética do vampiro que só fará sexo depois de casar. Tsc, tsc, tsc.

>>> Texto originalmente publicado na comunidade do Orkut {NEW} Vampiro A Máscara

 

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Diálogos

04/11/2008

Os diálogos são um dos pontos fortes do jogo. Há opções especiais de diálogos para jogadores com níveis altos de sedução, persuasão ou que possuam demência (malkavianos) ou dominação como disciplinas (ventrue apenas).

  • Os diálogos de Sedução aparecem em tonalidade rosa-violeta e letra em itálico.
  • Opções de diálogo de Intimidação aparecem na cor verde.
  • Persuasão aparece em azul.
  • Demência e dominação aparecem em vermelho. Note que a quantidade de pontos de sangue necessária para usar demência ou dominação durante o diálogo, aparece o lado da própria opção do diálogo.

Blood Doll

Dependendo do clã do personagem também há diálogos especiais e diferenciados, além de mudanças de reação provocadas pelas relações de clã ou pelos níveis de atributos sociais do personagem, além de reações diferentes de acordo com o sexo. Personagens femininas têm mais facilidade em seduzir, pois além dos homens, conseguem seduzir até mesmo outras mulheres se seus atributos de sedução forem bem altos (por volta de 5 ou 6). Já os homens não conseguem seduzir facilmente outros homens, pois ao que parece há poucos homens gays no jogo. Já as NPCs mulheres, quase todas são bissexuais.

Durante os diálogos pressione as teclas numéricas para escolher entre as respostas possíveis. Resposta 1, tecle 1, resposta 2 tecle dois e assim por diante.

 

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Alimentação

04/11/2008

O sangue é simplesmente indispensável para um vampiro. É sua única fonte de alimentação e energia, também é aquilo que lhe permite usar suas disciplinas especiais. Sem uma quantidade de sangue razoável, além de não poder usar as disciplinas o vampiro ainda corre em risco de entrar em frenesi.

Humanos são a fonte primária de sustento dos Membros. É possível também conseguir um pouco de sangue com ratos, entretanto certos clãs como Ventrue não conseguem nenhum ponto de sangue alimentando-se dessa forma. Bolsas de sangue também podem ser usadas, se conseguir encontrá-las ou comprá-las no Banco de Sangue. No jogo há três tipos de bolsa de sangue: comum, sangue azul e sangue de ancião. Bolsas de sangue comum restauram poucos pontos de sangue (3), bolsas de sangue azul são bem mais eficientes (restaura 5 pontos) e bolsas de sangue de ancião restauram todos os pontos de sangue. Durante os combates é possível curar um pouco dos danos usando as bolsas de sangue, dessa forma a recuperação é bem mais rápida.

Sempre que atacar um mortal para sugar seu sangue é necessário um teste. Se falhar o mortal consegue se desvencilhar e até mesmo reagir contra o vampiro. Mortais comuns normalmente saem correndo, o que pode alertar a polícia e causar violação criminal e até mesmo provocar quebra da máscara. Um bom nível de combate desarmado facilita o teste de alimentar-se durante combates.

 

Para atacar uma vítima é necessário estar próximo e apertar a tecla F. Quando começar a sugar o sangue do mortal tome cuidado com a barra de alimentação, pois ela indica quanto de sangue o mortal ainda possui. Se o nível ficar muito baixo ou a barra se esgotar completamente, o mortal poderá morrer. Outra maneira de conseguir alimentar-se é seduzir mortais. Uma vez que o mortal tenha sido seduzido não há risco de violar a máscara durante a alimentação.

Para quem tiver nível alto de sedução uma forma fácil de se alimentar de humanos é seduzir as garotas (blood dolls). Isso é possível para ambos os sexos.

Em áreas de combate é possível alimentar-se de NPCs hostis e matá-los sem risco de se perder humanidade.

 

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