Marquês de Sade

SadeMarquês de Sade (1740-1814). Dia 02 de junho, nasce em Paris, Donatien-Alphonse-François de Sade, Marques de Sade. Dos quatro aos 10 anos, primeira infância no “Comtat-Venaissin”.

CRONOLOGIA

1740. Dia 02 de junho, nasce em Paris, Donatien-Alphonse-François de Sade, Marques de Sade. Dos quatro aos 10 anos, primeira infância no “Comtat-Venaissin”.

1750. Colégio “Loius-Le-Grand” e preceptor particular.

1754. Escola de cavalaria leve.

1755. Sub tenente no regimento de infantaria do Rei.

1757. Serve na “guerra dos Sete anos”.

1759. Capitão do regimento de infantaria da Bourgogne.

1763. Desmobilização. Casamento com Renée-Pélagie de Montreuil. Quinze dias de encarceramento na prisão de Vincennes, sob acusação de práticas libertinas agravadas por atos de blasfêmea.

1764. Recepção no parlamento da Bourgogne, nas funções de tenente geral das províncias de Bresse, Bugey, Valromey e Gex.

1765/66. Ligações públicas com atrizes e dançarinas.

1767. Morte do Conde de Sade, seu pai. Nascimento de seu primeiro filho.

1768. Processo Rose Keller em Arcueil. Quinze dias de detenção em Saumur e mais sete meses em Pierre-Encise, próximo a Lyon. Festas e bailes em seu castelo de “La Coste”, na região de Provence.

1769. Nascimento de seu segundo filho.

1771. Nascimento de sua filha.

1772. Processo a partir do caso das quatro jovens de Marseille. Condenação à morte à revelia. Fuga para a Itália, acompanhado de sua cunhada(?). Execução simbólica na cidade Aix-en-Provence, no dia 12 de setembro. Preso em Chambéry é transferido para Miolans na Savoie.

1773. Fuga de Miolans. A senhora de Montreuil, sua sogra, obtém ordens do Rei para prendê-lo e seqüestrar seus documentos e escritos. Sem resultados.

1774. Ele se esconde em seu castelo de “La Coste”.

1775. Processo a partir do caso das cinco jovens de Vienne e de Lyon. Nova fuga para a Italia, com estadias no seu castelo de “La Coste”.

1777. Morte da senhora Sade, sua mãe. Detido em Paris, é mantido prisioneiro em Vincennes.

1778. Anulação, na sua presença, do julgamento de Aix-en-Provence. Escapa e é detido em “La Coste” e reencarcerado em Vincennes.

1782. Conclusão do Dialogue entre un prêtre et un moribond.

1784. Transferido para a Bastilha.

1785. Redige a última versão da obra Cent vingt journées de Sodome.

1787. Redação de Contes et d’historiettes.

1788. Redação de Eugénie de Franval e do romance Infortunes de la vertu.

1789. Redige provavelmente a última versão da obra Aline et Valcour. Transferido às pressas para Charenton na noite de 03 para 04 de julho. Tomada da Bastilha e pilhagem de seus pertences e documentos.

1790. É libertado da prisão de Charenton. Estabelece relações com Marie-Constance Quesnet, que não o abandonará até a sua morte.

1791. Publicação (clandestina) de Justine, ou les malheurs de la vertu. Primeiro texto político. Primeira representação de Oxtiern.

1792. É nomeado membro da “section des Piques”. Textos políticos. Representação do Suborneur.

1793. Textos políticos. Nomeado jurado de acusaçõ e em seguida presidente da “section de Piques”. Intensa atividade anti-religiosa. Detido.

1794. É conduzido à prisaõ “Carmes”, “Saint-Lazre” e finalmente à casa de saúde de “picpus”. Condenado à morte é após Thermidor posto em liberdade.

1795. Publicação-clandestina- da La philosophie dans le boudoir, e- oficial- de Aline et Valcour, ou le roman philosophique.

1796. Publicação (clandestina) do romance L’histoire de Juliete.

1799. Remontagem da peça teatral Oxtiern em Versailles onde Sade mora em condições de pobreza. Ele representa o papel de “Fabrice”.

1800. Publicação oficial da peça Oxtiern e dos Crimes de L’amour e publicação clandestina de La Nouvelle Justine.

1801. Detido e conduzido à prisão de Sainte-Pélagie” e posteriormente à “Bicêtre”, sob a acusação de ser o autor do romance L’histoire de Juliette. A edição de L’histoire de Juliette é recolhida.

1803. A família consegue a transferência de Sade para o hospício de Charenton. Lá ele organizará espetáculos.

1807. Redação da obra Journées de Florbelle. Os manuscritos são seqüestrados de seu quarto.

1813. Publicação oficial da obra La Marquise de Ganges.

1814. No dia 02 de dezembro, Sade morre no hospício de Charenton.


OBRAS

Les cent vingt journées de Sodome

Cinq écrits de jeunesse

Quatrième cahier de notes ou réflexions

Lettre d’Étrennes à Mademoiselle de Rousset

Dialogue entre un prêtre et un moribond

Pensée

Fragments du portefeuille d’un homme de letres

La Vérité

Historiettes, contes et fabliaux

Projets et plans

Les Infortunes de la vertu

Eugénie de Franval

Justine, ou les Malheurs de la vertu

Opuscules politiques

La Philosophie dans le boudoir

Cent onze note pour la Nouvelle Justine

Aline et Valcour

La Nouvelle Justine

Histoire de Juliette

Préface à Pauline et Belval

Lettres à des journaux

Les Crimes de l’amour

Projet d’advertissement

L’auteur des Crimes de L’amour à Villeterque, folliculaire.

Théâtre

Histoire secrète d’Isabelle de Bavière, reine de France

Adélaide de Brunswick, princesse de Saxe.

Notes littéraires

Couplets et Pièces de circonstance

Notes pour les Journées de Florbelle

Journal de Charenton

Lettres de Charenton et Testament

La Marquise de Gange


FONTES

Bibliografia

ALEXANDRIAN. Hiatória da Literatura erótica.Rio de Janeiro, Rocco, 1993.

APOLLINAIRA, Guillaume. El Marqués de Sade, Buenos Aires, Brújula, 1970.

BEAUVOIR, Simone de .”Deve-se queimar Sade?” in: Novelas do Marquês de Sade, São Paulo, DIFEL, 1961.

BORGES, L. A. Contador. “Sade e a revolução dos espíritos” in: Ciranda dos Libertinos. São Paulo, Max-Limonad, 1988.

DELEUZE, Gilles. Sade/Masoch.Lisboa, Assirio & Alvim, 1982.

ENDORE, Guy. Sade: o santo diabólico. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967.

GIANNATTASIO, Gabriel. Sade: um anjo negro da modernidade.São Paulo,Imaginário, 2000.

LEFORT, Claude. “Sade: o desejo de saber e o desejo de corromper” in: O Desejo, São Paulo, Companhia das Letras,1990.

MORAES, Eliane Robert. Marquês de Sade: um libertino no salão dos filósofos.

PEIXOTO, Fernando. Sade- vida e obra. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979. THOMAS, Donald. Marquês de sade: o filósofo libertino. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1992.