Clepsidra – A clériga de Obladi-Obladá

Clepsidra viveu a maior parte de sua vida no templo de Obladi-Obladá, onde foi criada desde criança. No templo aprendeu a fazer poções e mais tarde conseguiu ser aceita como clériga. O que Clepsidra mais gosta são as poções. Ela passa horas admirando os vidros, materiais e utensílios. Considera isso uma verdadeira arte. Tudo tem que estar perfeito, cada ingrediente meticulosamente preparado. Devido ao seu capricho quanto ao trabalho, a clériga se tornou muito boa naquilo que faz, apesar de às vezes deixar seus companheiros malucos com sua mania de perfeição e limpeza. Cheira as coisas para ver se não estão passadas e vive mandando os outros tomarem banho, literalmente. Fora isso é uma boa pessoa e muito amiga e companheira.

Apesar de se dar bem com todas as raças, incluindo humanos, Clepsidra tem certa aversão a elfos, pois os acha muito metidos e esnobes. Isso vem desde o dia em que foi destratada por um mago elfo que veio comprar algumas de suas poções e botou defeito na rolha da poção. Como Clepsidra é bastante rigorosa e perfeccionista ficou chateada e nunca mais vendeu poções a elfos. Mesmo com essa restrição normalmente a clériga costuma ser atenciosa e educada com aqueles que vêm ao templo para as orações e em busca de poções, mas os elfos ele procura evitar contato. O templo de Obladi-Obladá fica na grande cidade de Tanith na costa leste. Uma cidade à beira mar com muitos mercadores e movimento, por isso há a presença de várias raças, até mesmo orcs. As ruas de Tanith às vezes são perigosas e cheias de ladrões, o que pode ser uma ameaça para uma pequena halfling de apenas 90 centímetros.

O que mais aborrece os habitantes é o tributo anual que eles tem que pagar à Tyon, clérigo de Chasterchesterchister, depois que ele invadiu e dominou Tanith. Todos odeiam esse jugo, mas preferem pagar impostos do que se rebelarem e ser atirados ao fosso de cobras ou ter algum destino pior, como o que aconteceu aos rebeldes cabeças de prego, que passaram a ser chamados assim depois que tiveram suas cabeças miniaturizadas.

Com esse jugo terrível, todos temem que a qualquer momento Tyon ameace o culto a Obladi-Obladá e feche o templo. Na verdade isso é apenas questão de tempo. Os habitantes ainda não sabem que no próximo tributo ele pretende destruir o templo e fazer uma grande estalagem de veraneio para os turistas ogros que virão da cidade de Stulat.

Tyon ultimamente não tem visitado a cidade, o que na verdade é um alívio a todos, pois além de tirano, ele é cruel e desagradável. Contudo Tyon deixou seu representante na cidade, o nauseabundo Narserallah que não toma banho há anos.

Os clérigos do templo de Obladi-Obladá estão cada vez mais preocupados, pois têm recebido auspícios terríveis.