O site Página da Beatrix existe desde 1996, apesar de que só mais recentemente, por volta de 2004, adquiri esse domínio e contratei um servidor particular.
Desde então, o site tem crescido lentamente. Minha idéia original era apenas juntar textos de que gostava e que escrevia para me distrair. Alguns são trabalhos que fiz da época em que estudava na Escola de Música, ou quando fazia graduação de Pedagogia. Outros, realmente fiz só pelo gosto de escrever e pesquisar sobre assuntos que me interessavam. Contos que costumava usar em sala de aula, ou mesmo que simplesmente gostava de ler. Era uma maneira de matar a saudade dos meus livros quando estivesse longe deles. E algumas vezes de fato o registro virtual me ajudou ou até mesmo me salvou em algumas situações.
Desde então, tenho recebido emails de leitores quase sempre elogiosos, apesar de que nunca tive grandes pretensões com o site. É registro, é memória, e acima de tudo diversão. Algumas sessões como a de literatura podem parecer incompletas, mas é porque só escrevo sobre o que gosto. Ou seja, se não gosto do escritor não vou escrever uma biografia sobre ele. Talvez outro site o faça. Ou talvez seja simplesmente falta de tempo.
Não existe uma equipe da Página da Beatrix, não é um trabalho há várias mãos como muitos que encontro. De vez em quando publico um texto ou outro de um colaborador (meu esposo é meu colaborador mais constante), mas é um site praticamente mantido por apenas uma pessoa. Hoje em dia além do site há mais quatro blogs com outros temas. Fruto de outros interesses que foram surgindo ao longo dos anos.
Uma das coisas boas da internet é não apenas possibilitar o acesso a informação mas também divulgar aquilo que se produz de maneira fácil e rápida. Há várias coisas ruins na internet é claro, mas nenhuma ferramenta humana está livre disso.
O nome Beatrix foi escolhido meio que por acaso. Mas há várias razões, a primeira foi uma homenagem a uma banda que adoro, chamada Cocteau Twins. Eles tem uma música linda com esse nome. Outra foi o significado do próprio nome, AQUELA QUE FAZ OS OUTROS FELIZES. Acho que deveria ser a pretensão de todo ser humano. Também há a célebre Beatriz de Dante Alighieri, que mais que uma mulher é guia ideológica e espiritual, representa a busca da verdade, da beleza e do bem. Todo professor de certa maneira se propõe como um guia, um mediador que auxilia seus alunos na busca não só pelo conhecimento, afinal…”A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.” (Paulo Freire)
Beatrix Algrave
