O site Página da Beatrix existe desde 1996, apesar de que só mais recentemente, por volta de 2004, adquiri esse domínio e contratei um servidor particular.
Desde então, o site tem crescido lentamente. Minha ideia original era apenas juntar textos de que gostava e que escrevia para me distrair. Alguns são trabalhos que fiz da época em que estudava na Escola de Música, ou depois quando fazia graduação de Pedagogia. Outros, realmente fiz só pelo gosto de escrever e pesquisar sobre assuntos que me interessavam. Contos que costumava usar em sala de aula, ou mesmo que simplesmente gostava de ler. Era uma maneira de matar a saudade dos meus livros quando estivesse longe deles. E algumas vezes de fato o registro virtual me ajudou ou até mesmo me salvou em algumas situações. Dentre as coisas que tenho registradas, nem todas são textos autorais. Deixo isso bastante claro quando indico autoria no texto, além de fontes utilizadas. Algumas dessas compilações eram registros para consulta, quando não era tão fácil assim andar com esses registros no bolso como é hoje em 2016. Em 1996, não havia sequer pendrives, que dirá celulares com gigas de espaço de armazenagem.

Nem todos os registros estão perfeitos, alguns carecem de correções, como erros de digitalização, perda de trechos ou mesmo erros de exportação das páginas, quando mudei o formato do site algumas vezes (quando passei o site de html simples para o CMS Joomla e deste para o WordPress). Sempre me prometo parar para fazer isso, mas nunca há tempo.

Desde então, tenho recebido emails de leitores quase sempre elogiosos, apesar de que nunca tive grandes pretensões com o site. É registro, é memória, e acima de tudo diversão. Algumas sessões como a de literatura podem parecer incompletas, mas é porque só escrevo sobre o que gosto. Ou seja, se não gosto do escritor não vou escrever nem compilar uma biografia sobre ele. Talvez outro site o faça. Ou talvez seja simplesmente falta de tempo.

Por conta de falta de tempo também é que praticamente parei de atualizar o site. Ele não tem nenhuma pretensão comercial, não há anúncios, não há patrocinadores e nem teria como manter a constância de algo nesses termos.

Claro que nesses vinte anos muita coisa aconteceu e eu mudei muito, as ideias mudaram e os gostos nem tanto. Contudo, conservo todos os textos que escrevi e compilei como um registro meu, mesmo com seus erros e lacunas.

Não existe uma equipe da Página da Beatrix, não é um trabalho a várias mãos como muitos que encontro. De vez em quando publico um texto ou outro de um colaborador (meu esposo é meu colaborador mais constante), mas é um site praticamente mantido por apenas uma pessoa. Hoje em dia além do site há mais quatro blogs com outros temas. Fruto de outros interesses que foram surgindo ao longo dos anos.

Uma das coisas boas da internet é não apenas possibilitar o acesso a informação mas também divulgar aquilo que se produz de maneira fácil e rápida. Há várias coisas ruins na internet é claro, mas nenhuma ferramenta humana está livre disso.

O nome Beatrix foi escolhido meio que por acaso. Mas há várias razões, a primeira foi uma homenagem a uma banda que adoro, chamada Cocteau Twins. Eles tem uma música linda com esse nome. Outra foi o significado do próprio nome, AQUELA QUE FAZ OS OUTROS FELIZES. Acho que deveria ser a pretensão de todo ser humano. Também há a célebre Beatriz de Dante Alighieri, que mais que uma mulher é guia ideológica e espiritual, representa a busca da verdade, da beleza e do bem. Todo professor de certa maneira se propõe como um guia, um mediador que auxilia seus alunos na busca não só pelo conhecimento, afinal…”A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.” (Paulo Freire)

Beatrix Algrave