Monthly Archives: janeiro 2015

Declarada proscrita e criminosa

Declarada proscrita e criminosa

Mais uma recordaçãozinha do coração, do Reinado do Rei Pedro, só que pelas mãos do seu controverso Príncipe Regente. Eu não sou de fato citada, na verdade ninguém o foi nominalmente, pois o regente simplesmente considerou como criminosos todo os membros de um Conselho Condal devidamente eleito.

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[RP] Ateliê Tecelã da Alvorada – A Donzela tecelã em Alcobaça

[RP] Ateliê Tecelã da Alvorada – A Donzela tecelã em Alcobaça

A donzela tecelã chegara a Alcobaça, a Guilda de tecelãs e fiandeiras ganhara ali um novo nome como era comum em cada uma das cidades em que se instalara. Dessa vez havia condições muito melhores e pela primeira vez havia não uma mas duas casas para hospedar em uma o ateliê e em outra o lar das fiandeiras.

As duas propriedades estavam situadas na parte litorânea da cidade. As salas amplas do prédio do ateliê permitiam que mais assistentes fossem contratadas para dar conta das diversas encomendas que eram ali feitas. Havia espaço também para o atelier de arte onde Beatrix poderia fazer seus trabalhos de heráldica e pintura.

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Na casa das fiandeiras, estava a maior parte dos móveis trazidos do antigo atelier, alguns mais foram encomendados à carpintaria de Samuel. Havia uma ampla sala de visitas, onde colocaram cadeiras, aparadores, mesas e uma mesa menor para servirem chá e bolo às visitas. A sala de jantar era igualmente ampla, e nela foi colocada a grande mesa de madeira antiga, que já acompanhava a família a tanto tempo. Os aposentos com amplas janelas possuíam cortinas para em dias ensolarados regular a entrada de luz e tornar o ambiente arejado mas não excessivamente quente. Mas como ainda era inverno, as janelas estavam fechadas. Do alto do sobrado de três pavimentos, se via através das janelas a bela cidade de Alcobaça com seus pomares e macieiras, e do lado oposto era possível admirar o mar quebrando suas ondas na costa.

Aquele lar muito agradara às fiandeiras. Beatrix ia visitá-las sempre que possível mas continuava a residir na casa dos Henriques que apesar da mudança efetiva da família, ainda precisava de algumas reformas.

O ateliê estava pronto, para receber seus clientes e novas encomendas.

Uma tabela de preços foi afixada em uma das paredes da recepção do ateliê, mas tal tabela era apenas uma indicação, pois dependendo da quantidade de pedidos e do tipo de tecido empregado, da fidelidade e antiguidade do cliente, os valores poderiam ser negociados.

O prédio do ateliê também tinha três pavimentos superiores e mais um porão, que poderia servir para depósito de mercadorias. Foram encomendados alguns manequins de madeira forrados em tecido para suporte de vestidos e roupas.

Com poucas semanas, o negócio começava a prosperar, o atelier também não perdera a clientela antiga que continuava a buscar o atelier. tecela_alvorada

Mudando mais uma vez…

Mudando mais uma vez…

Depois de algum tempo residindo com a família Henriques em Santarém, eis que mais uma vez Beatrix mudaria de ares.

Enquanto Fitzwilliam e seus irmãos viajavam para negociar a casa que seria a nova residência da família Henriques, Beatrix cuidava dos detalhes da mudança, em Santarém, com Heloysa, a esposa de Samuel, além dos empregados dos Henriques.

A louça deveria ser embalada e encaixotada em meio à palha, os móveis da família deveriam ser cuidadosamente transportados. Ali estavam objetos que pertenciam aos Henriques e dos quais eles tinham uma memória afetiva muito forte. Esse apego ao passado era uma forma de manter viva a memória dos pais, já falecidos há tanto tempo. Era curioso como eles se esforçavam para estar sempre próximos vivendo na mesma casa.

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