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Dama Beatrix_algrave,  Donzela Tecelã

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Dama BeatrixBeatrix Algrave Nunes Marques Henriques – Filha de Ruth Algrave Nunes e Theodore Algrave

Theodore Algrave cuidava da tecelagem de seu pai, em Galway, na Irlanda.  Os pais dele já haviam acertado tudo para que ele casasse-se com uma moça de uma boa família da região e assumisse totalmente os negócios do pai. Esses planos foram frustrados quando Theodore conheceu Ruth Blanc Nunes, filha de Juliana Nunes Blanc e Pierre Blanc.

Como tanto os Algrave como os Nunes eram contra o casamento, Theodore deixou Galway e partiu com sua jovem esposa (com quem havia se casado em segredo), para a península Ibérica em 1429.

 Durante os primeiros meses, Theodore teve dificuldades financeiras e mudou de cidade várias vezes para fugir dos credores.

Felizmente, conseguiu em 1430 se estabelecer em Montemor, povoado de Lisboa, em Portugal onde finalmente fixou residência e passou a ter uma vida mais tranquila. Na época já haviam nascido seus dois primeiros filhos, Willian (1425) e Elizabeth (1427) os quais mudaram os nomes para Isabel e Guilherme, enquanto viveram em Portugal.

O nascimento de Beatrix

 A terceira e última filha do casal nasceu em Montemor, em 1445 e recebeu o nome de Beatrix Algrave, em homenagem à mãe de Theodore. Ruth morreu logo após o parto e Theodore ficou inconsolável. Após isso ele deixou os negócios a cargo do filho mais velho, que assumiu a tecelagem do pai em Montemor, pois Theodore estava decidido a retornar à Galway e acabar com a antiga rixa de família.

Beatrix ficou muito tempo sem saber o verdadeiro motivo da rixa de família, mas desconfiava que teria algo a ver com o casamento de seus pais.

Assim, dois anos depois da morte da esposa, Theodore retornou com Elizabeth para a cidade natal e deixou Beatrix com William em Montemor. Poucos meses após chegar em Galway, Elizabeth casou-se com Arthur Cárthaigh, pois já estava com dezessete anos.

William ficou em Portugal cuidando da irmã por sete anos. Beatrix praticamente não conheceu o pai e a irmã mais velha pois conviveu com eles por pouco tempo. Foi com William que Beatrix aprendeu a tocar alaúde e flauta, e também desenvolveu o gosto por pintar e desenhar. Foi com William que Beatrix aprendeu também a atirar com arco e flecha e usar a espada.

A menina tinha os traços da mãe, em especial a boca e os olhos, mas era ruiva como o pai. Apesar do pouco contato, herdou dele o jeito franco e direto de lidar com as pessoas, sem usar de subterfúgios ou evasivas, costumando dizer diretamente o que queria e o que pretendia e admirava quem usava da mesma franqueza.

A pedido de Theodore, Beatrix foi deixada no internato do convento de Nossa Senhora dos Anjos. Ela estava com nove anos de idade. Após isso, Willian vendeu suas propriedades em Montemor com exceção de uma casa que cedeu em aluguel para um grupo de fiandeiras. Então, ele retornou para junto do pai e lá acabou se casando com uma prima do esposo de Elizabeth, chamada Noreen Cárthaigh.

Deixando o convento

O dinheiro do aluguel da propriedade em Montemor serviria para ajudar no sustento de Beatrix e garantir sua permanência no convento. Theodore veio a falecer em 1458 e deixou a propriedade de Montemor por herança para a filha caçula, além de uma pequena quantia em dinheiro. Na ocasião, ela pediu para deixar o convento, pois não pretendia tornar-se religiosa, e assim foi trabalhar como tecelã na propriedade da herança de seu pai em Montemor.

Desde a separação da família, Beatrix recebeu periodicamente cartas e visitas dos irmãos, mas nunca do pai. Isso lhe causava uma grande tristeza, pois não conseguia entender por que ele ainda guardava rancor sobre um fato do qual Beatrix não tinha nenhuma culpa verdadeira.

Com o espólio do testamento do pai, Beatrix recebeu uma carta dele, mas nunca teve coragem de abri-la, pois o afastamento e abandono a magoara profundamente, e ela julgou que nada que ele dissesse poderia amenizar isso.

Com parte do dinheiro da herança adquiriu alguns carneiros que ajudariam a suprir as necessidades do ateliê.

O espaço do ateliê estava alugado por um grupo de fiandeiras. Como estas trabalhavam muito bem, Beatrix decidiu oferecer-lhes emprego e sociedade no ateliê que reabriu sob o novo nome de “A Donzela Tecelã”.

Com 16 anos, Beatrix Algrave atendeu o chamado militar e passou a integrar as forças do Exército Real Português, onde serve até hoje, como supervisora da alfândega. Recentemente tornou-se Comandante Local de Montemor e Mestre-de-Armas da Heráldica Militar.  Ela serviu ao ERP até junho de 1461 quando deixou a instituição por motivos pessoais, solicitando reforma militar. No entanto, atendendo pedidos, ela retornaria em setembro, desse mesmo ano, mas apenas como Mestre-de-Armas, ocupando a patente de Anadel.

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Devido ao seu interesse artístico, inscreveu-se também como Passavante da Heráldica Portuguesa e foi aprovada passando posteriormente a Arauto.

Pouco depois de completar dezessete anos, Beatrix recebeu a notícia trágica do falecimento de sua irmã Isabel (Elizabeth).

Pouco tempo depois dessa triste notícia, Beatrix tomou o batismo na Santa Igreja Aristotélica, sendo batizada pelo Monsenhor Guido Henrique de Albuquerque, e tendo por padrinhos Phillipus de Bruges Guerra e Matahari de Bruges.

Beatrix sempre desejou o batismo, mas o fato dos pais não pertencerem à igreja Aristotélica, e do pai em vida, desaprovar isso (apesar de ter colocado a filha em um convento da Igreja Aristotélica), contribuíram para que ela demorasse a tomar esse passo. Como Beatrix se sentia solitária e longe da família, desejava seguir seus próprios passos e tomar suas próprias decisões. Com isso em mente solicitou o batismo.

Novas notícias de família

Alguns meses após a morte da irmã, Beatrix recebeu itens do inventário dos pais e da irmã que estariam destinados a ela. Entre algumas joias, baixelas e castiçais de prata, ela encontrou um diário de encadernação de pele de cervo, que pertenceu a sua mãe, Ruth. Ao ler o diário, Beatrix ficou sabendo do real motivo da rixa do pai com a família Algrave, e tomou conhecimento também da ligação de sua mãe com a família Nunes. Ao folhear o diário Beatrix encontrou uma carta, cuidadosamente guardada entre a capa e o miolo do diário. Era uma carta de Ruth destinada a sua mãe, Juliana, em que Ruth pedia perdão a mãe e buscava reconciliação. Infelizmente, Ruth faleceu sem enviar a carta.

De posse desse documento e do diário, Beatrix decidiu descobrir o paradeiro de Juliana e escrever a ela. Estava ansiosa por conhecer sua avó materna e outros familiares, desse lado desconhecido de sua árvore genealógica.

Ao reencontrar a família Nunes, uma nova rixa desencadeou-se com os Casterwil se valendo do momento para realizar a vingança planejada por Nicole Nunes Casterwill, que aparentemente desejava cair novamente nas graças do clã Casterwill. Juliana, a matriarca da família Nunes, pressionada por Nicole, deixou seu cargo e entregou a função à neta, o que não evitou de ser sequestrada e provavelmente morta.

Beatrix, sua prima Maria e o primo Benoit foram poupados da chacina dos Nunes, mas tiveram que presenciar muitas mortes. Após esses episódios, Nicole retornou para a Inglaterra. Com o sequestro de Juliana e a partida de Nicole, Beatrix tornou-se a matriarca dos Nunes. Ela e seus primos Maria e Benoit aliaram-se aos Azure em busca de proteção.

VIDA ADULTA (A partir dos 18 anos)

Beatrix desenvolveu uma forte amizade pelos membros da família Henriques Torre por conta do seu relacionamento com Fitzwilliam Darcy Henriques Torre, seu namorado. Por conta disso, ela acabou mudando-se de Alcácer do Sal e passou a habitar em Santarém para ficar mais próxima de Fizwilliam e da família deste.

Nessa nova etapa de sua vida, Beatrix também deixou a Heráldica Portuguesa, pois por conta de sua adesão a greve da Heráldica, ela foi demitida da sua posição de arauto. Assim, Beatrix passou a dedicar-se mais a seu atelier, e fazer arte apenas para encomendas particulares. Beatrix também aproveitou a ocasião para retomar seus estudos que interrompera quando tivera que abandonar o convento para trabalhar e se sustentar.

Enquanto estabelecia-se em Santarém, tentando uma nova vida depois dos conflitos com os Casterwill, Beatrix recebeu Roselyn DeRazia-Morel em seu atelier, a pedido do irmão, que havia feito uma nova aliança com sua antiga inimiga Nicole Casterwill. Ainda que desconfiada, Beatrix atendeu a esse pedido por confiar na decisão do irmão. Com a chegada de Nicole veio uma nova revelação para Beatrix, a do desaparecimento de Maria Madalena em uma viagem para a Inglaterra e a da existência de uma meio-irmã que desapareceu depois de pouco tempo de contanto e de mais um primo que foi localizado por William Nunes Algrave em sua busca por parentes que haviam sido afastados da família pelas ações de Juliana Nunes. Com a morte de Juliana e com as cartas dela que foram encontradas em um baú essa busca tornou-se menos extenuante, mas mesmo assim ainda difícil.

Pouco tempo depois que a guerra que assolou Coimbra teve fim, Beatrix casou-se com Fitzwilliam e dessa união nasceram três filhos, os meninos Faelnando, Merlis e Ken. Apesar dos tempos difíceis que se sucederam após a guerra, uma vez que essa havia deixado Coimbra mas permanecia em Lisboa, a família Henriques manteve-se unida nas adversidades e prosperou. Beatrix, que havia se ferido gravementeem combate, já estava plenamente recuperada e aos poucos ia retomando a sua vida com a família e seu atelier.

Durante o reinado da Rainha Marih, Beatrix tornou-se Conselheira Real e recebeu um convite para voltar a atuar na Heráldica Portuguesa. Com seus filhos já crescidos, decidiu retornar também ao Exército Real Português onde retomou seu trabalho na Heráldica Militar. Seus afazeres tomavam cada vez mais o seu tempo, ainda que não descuidasse da família e procurasse estar sempre presente. Também passou a dedicar-se mais ao estudo e à religião e tencionava tornar-se diaconisa, o que acabou acontecendo pouco depois que ela conseguiu se formar no seminário. Infelizmente, teve que adiar seus planos para aprimorar os estudos que iniciara em medicina por conta do pouco tempo de que dispunha.

Trabalhar para a Coroa Portuguesa era algo muito desgastante, e Beatrix se dedicou com afinco, pois a Rainha Marih Beatrice exigia muito de si. Eram momentos difíceis em que se procurava trazer de volta a paz e a união ao Reino de Portugal. Seu esposo Fitz e seu cunhado Kub também participaram do Conselho Real. Mesmo com grandes dificuldades e enfrentando a desconfiança, a desunião e a perfídia entre os portugueses, a rainha permanecia fiel aos seus princípios e àquilo que prometera aos seus súditos, mas mesmo assim muitos não a compreenderam. Ela obviamente não era um ser humano perfeito, tinha defeitos como qualquer um, mas era sincera e corajosa. Beatrix sentia orgulho em servir à rainha e o fez até a morte trágica de sua majestade que foi assassinada por um empregado do castelo, que aparentemente tinha uma obsessão pela rainha. O assassino também atacou Beatrix na mesma noite em que a rainha morreu, justamente no dia do aniversário de Beatrix.

 

Família

Fitzwilliam Darcy Spada Marques Henriques (esposo)

Faelnando Algrave Marques Henriques (filho)

Merlis Algrave Marques Henriques (filho)

Ken Algrave Marques Henriques (filho – falecido – morte natural)

Kub Marques Henriques (cunhado)

Samuel Marques Henriques (cunhado)

Juliana  Nunes – Avó Materna (npc – falecida – aparentemente morte natural)

Pierre Blanc– Avô Materno (npc falecido – morte natural)

Beatrix Algrave – Avó Paterna (npc falecida – morte natural)

Kevin Algrave – Avô Paterno (npc falecido – morte natural)

Theodore Algrave – Pai (npc falecido – afogamento)

Ruth Algrave Nunes – Mãe (npc falecida – complicações pós-parto)

Owen Algrave – Tio (npc)

Elizabeth Cárthaigh (npc falecida – afogamento), Willian Algrave  (npc) – Irmãos

Noreen Cárthaigh (npc falecida – afogamento) – Cunhada

João Britão Nunes – Primo (npc)

Nicole Casterwill (Lady Moon)  – Prima

Maria Madalena Nunes – Prima (falecida)

Clarissa Nunes de Andrade e Albuquerque  – Prima

Marillia Nunes de Andrade – Prima

Benoit Blanc Nunes – Primo (desaparecido)

Dark_gaara Casterwill Nunes – Primo

Eduarda Casterwill Nunes  – Prima (npc)

Matiahs Nunes – Primo